[#1] Operações Zé com Zé

A operação de Zé com Zé consiste na criação de um negócio sem a intervenção de outro comitente (what?). Em bom português, tanto o comprador quanto o vendedor se tratam da mesma pessoa (ou instituição). Costuma-se dizer que essa pessoa atuou “nas duas pontas” (compra e venda), realizando um negócio de forma artificial.

E por que alguém faria isso?

Simples. Fazendo isso, ele criaria uma grande movimentação (volume), incitando o mercado a acreditar que há alguma informação relevante sobre o ativo, que eles, no entanto, ainda não sabem. Além disso, empresas interessadas em declarar prejuízo para ter benefício fiscal costumam realizar esse tipo de operação entre subsidiárias com CNPJ’s diferentes.

Como exemplo, um especulador poderia colocar uma ordem para vender um grande número de ações e ele mesmo enviar ordem de compra a mercado para adquirir essas ações. Essa operação aumentaria o volume negociado da ação, induzindo as pessoas a acreditarem que há um número maior de compradores e liquidez do que realmente há.

Um clássico caso de uso desse tipo de operação é o do investidor libânes, radicado no Brasil, Naji Nahas, que provocou o fim da Bolsa do Rio.

É ilegal?

Até 2012, todos os negócios Zé com Zé eram cancelados no final do dia. Contudo, a partir dessa data, a bolsa passou a ignorar essas operações, considerando-os como negócios normais.

Apesar disso, essa prática não é legalizada e a bolsa continua fiscalizando essas operações, aplicando penalidades quando necessário.

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