fbpx

3 motivos pelos quais a queda da Selic fará muitas ações subirem em 2017

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email

“Projeção para Selic no fim de 2017 cai em 9,25% ao ano para 9% ao ano, diz Focus”

A contínua queda da inflação em 2017 vem possibilitando crescentes cortes na taxa básica de juros brasileira, a temida queda da Selic.

Caso você não saiba o que essa taxa significa e como ela afeta absolutamente todos os seus investimentos em renda-fixa, é extremamente importante que você aprenda isso hoje.

O que é Taxa Selic? 6 coisas que farão você dominar o assunto

Resumindo: o que acontece na economia quando a taxa Selic cai?

  • Os bancos cobram menos para emprestar dinheiro às pessoas;
  • Os investimentos de renda-fixa dão menos lucro em valores absolutos;
  • A dívida das empresas, normalmente atreladas a taxas que derivam da Selic, diminuem.

A união desses 3 fatores tem potencial de iniciar um movimento histórico de alta no mercado de ações brasileiro.

Eles são tão importantes que, caso as previsões positivas se confirmem, haverá uma enxurrada de dinheiro na bolsa de valores, podendo elevar o Ibovespa a incríveis 84.500 pontos (JP Morgan).

A explicação é simples.

Crédito mais barato fará com que o consumo aumente e, por consequência, o lucro das empresas.

Certamente você já ouviu falar sobre PIB (Produto interno bruto). 

Sua função é mensurar todos os bens e serviços finais (riqueza) produzidos em um país. 

Traduzindo para o bom português, ele é um indicador que soma os preços de tudo que é consumido/produzido em um país e subtrai o que é importado

Ou seja, desde a banana vendida na feira, até a construção de um edifício entram no cálculo do PIB.

Em geral, quanto maior o PIB, mais rico é o país.

No Brasil, o consumo das famílias representa a maior parcela desse indicador, sendo responsável por 62,5% do PIB em 2014.

queda da selic

Já deu para perceber o quão importante é o consumo para a economia brasileira, né?

Agora que você já sabe o que é PIB e que o consumo familiar representa cerca de 60% do seu valor, basta entender: o que faz alguém consumir?

Basicamente, 3 fatores são responsáveis pelo consumo:

Renda per capita: quanto maior a renda de um indivíduo, mais ele consumirá em valores absolutos.

Taxa de juros: quanto maior a taxa de juros, menos propensas as pessoas estarão a consumir. Isso se deve ao fato de que uma taxa de juros alta torna os investimentos em poupança e renda-fixa muito atrativos. Assim, as pessoas preferem poupar em vez de gastar.

Disponibilidade de crédito: o consumo brasileiro é historicamente movido pelo crédito. Afinal, se você pode comprar com o dinheiro de outra pessoa, por que usaria o seu? Para você ter uma ideia, em 2014 o crédito chegou representar 58,9% do PIB, sendo 27,6% apenas para pessoas físicas.

queda da selic

A questão central e que faz a queda da Selic ser tão importante é que o banco não precisa emprestar para você. 

Ele pode muito bem emprestar para o governo.

Na verdade, todos nós podemos emprestar para o governo e se você não sabe disso, então precisa ler esse artigo. Dá pra fazer uma grana assim.

E é muito vantajoso fazer isso. Afinal, o governo nunca deixa de pagar suas dívidas, o que torna o risco do empréstimo praticamente zero.

Desse modo, por que o banco emprestaria dinheiro às pessoas, sendo que elas podem dar calote, enquanto o governo não?

Simples: pois elas pagam mais que a Selic

Em tempos de crise, o risco de inadimplência (risco de alguém não pagar o empréstimo) aumenta bastante. Os bancos, então, cobram juros maiores para cobrir aqueles empréstimos que não serão pagos por outras pessoas. 

Assim, continua sendo vantajoso conceder empréstimos aos consumidores, mesmo sendo menos seguro. 

Esse raciocínio nos leva a conclusão de que o banco sempre irá cobrar às pessoas (risco alto de inadimplência) juros maior que a Selic, que é paga pelo governo (risco zero de inadimplência).

Dessa maneira, quando a Selic aumenta, os bancos também aumentam os juros que são cobrados ao consumidor pelos empréstimos. 

Já quando a Selic cai, os bancos cobram ao consumidor um pouco menos do que era cobrado anteriormente.

E essa é apenas uma das formas com que a Selic afeta a sua vida.

Você deve estar se perguntando: “Legal, agora eu posso pegar mais empréstimos, mas como isso faz as ações subirem?”

Muito simples, caro leitor.

Ninguém pega empréstimos para investir. As pessoas usam os empréstimos (crédito) para consumir.

E quando elas consomem, quem está lucrando? As empresas.

Para você ter uma ideia, se o crédito cedido apenas a pessoas físicas aumentassem em meros 1%, seriam injetados R$10,2 bilhões na economia.

Com a queda da Selic, absolutamente todos os investimentos em renda-fixa darão menos lucro, forçando a migração para a bolsa de valores.

Essa afirmação, de imediato, pode te parecer um pouco absurda.

Afinal, você poderia ter investido em um CDB pré-fixado, ou em uma NTN-B que rende de acordo com a inflação. 

Esses títulos, aparentemente, não deveriam ser afetados pela Selic, certo?Aparentemente. 

Na prática, todos eles são ligados a Selic e a explicação é esta:

  • Inflação (IPCA): na verdade, quem possibilita o corte da Selic é a queda da inflação. Se a inflação está caindo, significa que o consumo diminuiu e, por isso, os preços em geral não estão aumentando muito. 

Para aumentar o consumo, o Banco Central reduz a taxa básica de juros (Selic), fazendo com que o crédito fique mais barato e as pessoas possam comprar mais.

  • Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M): a mesma lógica da inflação é usada no IGP-M.
  • Pré-Fixados: o rendimento dos pré-fixados não é aleatório. Ele é calculado com base na expectativa de quanto os títulos pós-fixados vão render. 

Por exemplo: a projeção dos economistas é que a Selic estará a 9% do final do ano. O título pré-fixado irá pagar um pouco a mais que essa projeção, normalmente.

Como você pôde perceber, a queda da taxa Selic torna absolutamente todos os investimentos em renda-fixa menos rentáveis.

Você acha que os investidores irão aceitar isso de braços cruzados? Certamente, não. 

O que está acontecendo é um movimento de migração da renda-fixa para a renda-variável, em especial para a bolsa de valores.

Não é à toa que o saldo da Bovespa em 2017 é de +R$4,578 bilhões.

 Isso significa que todo esse montando ingressou no mercado de ações brasileiro somente nos 4 meses desse ano. 

É um movimento histórico que tende a, naturalmente, elevar o preço das ações.

Grande parte da dívida das empresas são atreladas direta e indiretamente à Selic. O corte dessa taxa diminuirá suas dívidas, aumentando seus lucros.

“Corte de 100 pontos-base na Selic pode elevar o lucro de empresas em até 60%, diz BTG Pactual”

A alavancagem, como é chamado o endividamento das empresas, é algo normal e benéfico em qualquer economia. 

No entanto, quando algo errado acontece e a taxa básica de juros (Selic) começa a subir, essa alavancagem se torna um problema

Isso acontece porque a dívida das empresas é em grande parte atrelada ao CDI (Certificado de depósito interbancário). O CDI, por sua vez, é diretamente dependente da Selic.

Ou seja, com a Selic subindo, o CDI também sobe e as empresas passam a dever mais. 

Com a queda da Selic, acontece justamente o contrário. A dívida dessas empresas diminui e isso se reflete no seu lucro líquido, que tende a aumentar. 

O BTG Pactual fez um estudo no início do ano indicando quais empresas seriam mais beneficiadas por um corte de 1% na taxa Selic.

queda da selic

Disclaimer: isso não é uma orientação de compra e os dados não significam que as ações dessas empresas são boas escolhas para o investidor. A tabela está sendo utilizada apenas para fins comparativos e de estudo.

Enfim, é possível perceber o grande impacto de um corte de apenas 1% na taxa Selic, seja na sua vida, seja no mercado de ações. 

Baseados em todos esses dados, é incoerente não acreditar em um movimento histórico de alta das ações brasileiras. Uma oportunidade única e que pode não vir a ocorrer novamente pelos próximos 5 anos.

Se você não sabe como investir na bolsa de valores e não quer perder a oportunidade de lucrar com esse movimento, nós escrevemos o artigo perfeito para você.

Como Investir na Bolsa de Valores

Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário e nós responderemos.

relatorios-450x450

Quer ganhar um Relatório de Valuation?

Criamos Relatórios exclusivos para nossos alunos.
Decidimos liberar alguns deles de graça.
Sem pegadinhas. É só clicar e receber.

Você gosta de ler?

Você pode aprender
Valuation em 10 horas.

Ou continuar comprando ações sem saber quanto elas valem. A escolha é sua.

Gutenberg N.

Eu já acompanho e admiro o trabalho de vocês há um tempo e ontem resolvi adquirir o curso depois de ouvir falar tanto dele (e por gostar tanto dos relatórios). Nem imaginava que ainda teria alguns bônus como esse. Parabéns 👊

15h45, 3 de Abril

Ronaldo U.

O curso eh muito objetivo e pratico. O aluno aprende os critérios e as questões relevantes para se fazer o valuation de uma empresa. A partir daí pesa por conta própria e se torna apto a elaborar suas analises e a questionar analises de terceiros.

10h32, 28 de Maio

Daniel U.

galera, o curso vale muito a pena... olha que estudo valuation e analise fundamentalista a pelo menos 3 anos, desde 2017, mas sempre tive umas dificuldades, entendi bem mais com o curso dos caras

9H31, 18 de Fevereiro

Rafael A.

Só passando pra dar um feedback em relação ao curso, MUITO BOM! Ele é bem didático e objetivo, não tem enrolação e isso pesa muito a favor do curso, porque se aprende melhor e mais rápido.

15h26, 13 de Abril

Cleyton F.

O curso é excelente, não tem como se arrepender! Linguagem super fácil, para leigos como a gente. Explica muito detalhadamente e o diferencial é poder ver sempre que quer igual agora [durante a crise] :)

17h57, 20 de Março

Ricardo M.

O curso de valuation do EduFinance a meu ver se parece muito com aquela empresa que a gente encontra um valor justo de R$20,00 por ação e ela tá sendo negociada no mercado à vista por R$4,00. Uma baita oportunidade!!

20h05, 17 de Abril

Paulo B.

Uma amiga diz que o único investimento que não tem risco algum é o estudo. Esse curso de Valuation me ajudou muito em ter um olhar crítico e saber se e quando uma empresa merece a nossa atenção e nosso capital para o futuro!

21h49, 14 de Abril

Niels T.

Já fiz vários cursos de valuation e o curso do edufinance foi de longe o melhor. Eles conseguiram colocar conceitos que a priori parecem complexos de uma forma muito clara e fácil de entender.

10h44, 16 de Fevereiro

Mateus M.

Fazer o curso foi muito importante para mim como investidor. Me deu a confiança necessária, junto com muito estudo, para escolher boas empresas na hora de alocar meu dinheiro em bolsa. Antes do curso eu acreditava que fazer um bom valuation era um bicho de sete cabeças, mas eles provaram o contrário.

12h51, 12 de Março

Marina C.

As aulas são muito práticas e objetivas. O Leandro faz o tema ficar muito fácil e compreensível pra todo mundo. Até pra quem é iniciante e não sabe nada de mercado financeiro.

11h32, 21 de Fevereiro

Lucas V.

Já li diversos livros sobre o assunto e também fiz alguns cursos, mesmo assim o Edufinance me impressionou com a boa didática e a atenção dada aos alunos o tempo todo. Acho o curso um excelente investimento para todos que querem se aprimorar como investidores.

16h49, 11 de Abril

Guilherme F.

O passo a passo, a receita de bolo do valuation!!!

18h04, 20 de Abril

Gabriel L.

Excelente! Completo e mais didático que qualquer livro no mercado! Recomendo pra qualquer um que tenha interesse em análise de empresas.

09h16, 03 de Janeiro

Bernardo A.

O curso é excelente, a didática e a objetividade usada pra explicar o assunto possibilita uma compreensão sobre o tema de forma rápida e eficiente. Até para pessoas com pouco conhecimento no assunto como eu. Já sinto uma enorme evolução e o principal: confiante pra analisar empresas.

15h15, 28 de Fevereiro