Disclaimer: Este artigo apresenta as 7 ações mais indicadas para você lucrar na crise política. Esta não é uma recomendação de compra ou venda de qualquer ativo elaborada pelo Edufinance. Este artigo é apenas uma curadoria de informações de alguns dos maiores analistas do mercado.

“Acabou.“

— Renan Calheiros

Essa foi a resposta do então Presidente do Senado ao ser questionado sobre a situação do Presidente Michel Temer após a divulgação dos áudios com o empresário Joesley Batista.

Divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do Jornal O Globo, a notícia de que o Presidente havia sido gravado dando aval à compra do silêncio de Eduardo Cunha parecia pôr fim a qualquer esperança de que Temer se mantivesse no governo.

Colocava fim, também, na esperança de aprovação das reformas que eram tão aguardadas pelo mercado financeiro, como a Trabalhista e a da Previdência.

O dia seguinte foi, assim, catastrófico para a bolsa de valores.

Após 25 minutos de abertura e mais de 10% de queda, ocorreu o Circuit Breaker. Ele é uma ferramenta utilizada pela B3 (antiga BMF&Bovespa), na qual todas as negociações são congeladas, evitando uma queda exagerada das ações.

Para você ter uma ideia, a última vez que isso aconteceu foi em 2008, com a crise financeira americana.

Nós publicamos, ainda antes da abertura do pregão, um artigo explicando o que fazer em momentos como esse caso você tenha dinheiro investido em ações.

Além de não perder dinheiro, ainda é possível lucrar com a crise política.

A queda acentuada dos preços abriu uma ótima oportunidade para compras, que foi aproveitada por grandes investidores, como Luiz Barsi.

Para ajudar você a escolher as melhores ações nesse momento, nós compilamos as indicações dos principais bancos e corretoras após a delação da JBS.

Essas são as 7 ações mais indicadas até agora para lucrar na crise

Unipar (UNIP6)

Inserida em um oligopólio que fornece cloro e soda cáustica para 90% dos processos industriais em diversos setores, com alto histórico de dividendos e desvalorizada por um briga societária.

Com um valor patrimonial de R$14,40 a ação está sendo negociada a R$9,18 devido a uma briga societária. O case completo pode ser lido aqui.

Sanepar (SAPR4)

A Sanepar é uma das melhores empresas de saneamento do país, que enfrentou um processo de revisão tarifária turbulento com respingos sobre as ações.

Ontem, contudo, o preço das ações teve uma queda de 12,95%, equivalente a uma perda de valor de mercado de R$ 1,770 bilhão, ou seja, superior em 12% a todo o valor do EBITDA estimado para o ano em curso.

“Com ou sem Temer, toda a população da sua área de concessão continuará usando os serviços de água e esgoto, não resultando em mudança de expectativa de resultado.A empresa não tem exposição ao dólar e costuma ser um dos setores mais conservadores da economia. Ontem as ações fecharam cotadas a R$ 9,84, indicando um múltiplo EV/EBITDA17 de 4,2x, contra uma média estimada para o setor de 6,5x a 7,0x, o que consideramos excessivamente baixo. Acreditamos que passando o mau humor, o preço das ações voltará a subir. O nosso preço alvo é de R$ 17,00, com potencial de valorização de 73% até o final do ano”, explica a consultoria WhatsCall.

Itaú (ITUB4)

Segundo a WhatsCall, o Itaú continuará gerando resultados fortes e sólidos com ou sem Temer na presidência, com o dólar a R$ 3,10/US$ ou a R$ 3,50/US$.

“As ações do Itaú (ITUB4) fecharam a R$ 34,68 ontem com queda de 12% em relação ao dia anterior, negociando a 8,2x o Preço/Lucro 17 (P/L), versus um média histórica de 11,0x”, dizem os analistas.

Vale (VALE5)

As ações da empresa devem ter um bom desempenho, apesar da crise política instaurada, afirma o Citi. De acordo com o banco, o impacto técnico do cenário política na companhia é insignificante.

Além do banco, o maior investidor pessoa física da bolsa, Luiz Barsi, também recomendou as ações da companhia, afirmando ter se aproveitado do Circuit-Breaker para comprá-las.

Fibria (FIBR3), Klabin (KLBN3), Suzano (SUZB5)

“A rentabilidade da indústria de celulose está próxima dos níveis máximos. Na opinião dos nossos analistas do setor, é improvável que os preços atuais de celulose sejam sustentáveis por muito tempo, uma vez que a rentabilidade da indústria é muito alta, incentivando assim os produtores a funcionar com 100% de utilização e a retomar a capacidade de usinas de celulose menos eficientes”, ressalta o analista Tiago Binsfeld, do Itaú BBA.

Ele afirma que no curto prazo, contudo, a relação entre a oferta e demanda continua a beneficiar os produtores.

“O ENCE, principal produtor europeu de celulose de eucalipto, anunciou a primeira alta de preços para as remessas de celulose de junho. Esta é outra indicação de que o momento positivo de curto prazo dos preços deverá continuar, com os aumentos sendo sustentados por uma forte demanda, surpresas do lado da oferta e estoques sob controle”, finaliza.


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