A discussão entre dinheiro e felicidade ainda é atual. A exibição de altos padrões de vida é muito frequente nos dias de hoje, proporcionada pelo grande acesso à informação e pelas mídias sociais. Diante disso, cada vez mais as pessoas estão se perguntando: dinheiro traz felicidade?

 

dinheiro traz felicidade

“Dinheiro não traz felicidade, mas te leva para sofrer em Paris.”

Essa frase tornou-se um jargão das conversas entre amigos nos últimos anos.

Apesar de engraçada, ela traz uma reflexão importante sobre 2 temas fundamentais da nossa vida: dinheiro e felicidade.

Você realmente acredita que há uma correlação entre os dois?

É possível que uma pessoa triste torne-se feliz, simplesmente por ter mais dinheiro?

Documentário Happy  — Dinheiro traz felicidade?

Se você pensa assim e acha que quem diz o contrário está falando besteira para ignorar a importância do dinheiro, você precisa assistir ao documentário Happy.

O documentário é fruto de 6 anos de estudo investigativo em diversos países sobre o que traz felicidade. As explicações vem de estudos da neurociência, sociologia e psicologia da felicidade. E nada tem a ver com dinheiro.

Se você ainda não acredita e gosta de dados para comprovar, aí vai.

Existe um Relatório Mundial da Felicidade, que é elaborado pela ONU para medir a felicidade dos países e amparar as políticas públicas dos países. No último relatório os EUA estão na 14ª posição, embora sejam o país mais rico do mundo, em termos do PIB.

Apesar disso, existem sim, muitas pessoas usando a máxima de que dinheiro não traz felicidade justamente para isso: ignorar completamente a importância do dinheiro nas nossas vidas.

A questão é que o dinheiro está ligado às nossas vidas por todos os lados e é impossível não precisar dele, a menos que você viva isolado da sociedade.

Por isso, é preciso saber lidar muito bem com o dinheiro e ter o que chamamos de educação financeira. Assim, é possível usar o dinheiro e transformá-lo na verdadeira felicidade.

E isso não tem nada a ver com viver uma vida de conforto e luxo, como comprova o documentário. Muito menos com ter o carro do ano ou uma mansão, apesar de você poder ter isso se souber usar bem seu dinheiro e ser feliz mesmo assim.

A verdadeira felicidade

A verdadeira felicidade foi um termo inventado há muitos anos na Grécia Antiga, por uma escola de filosofia chamada Estoicismo. Eles acreditavam que a virtude era o único caminho para felicidade e que, por isso, os filósofos estavam imunes à infelicidade.

Calma! Não estou falando para você virar filósofo, nem que eles estavam certos. Porém, a conclusão que eles chegaram é interessante.

A solução para alcançar a verdadeira felicidade, segundo eles, é aprender a querer as coisas que já temos ao invés de querer sempre mais e querer o que os outros tem.

E isso faz um certo sentido, né?!

Quantas histórias já ouvimos de pessoas ricas que quanto mais tinham mais queriam e que eram infelizes ou que disseram que eram mais felizes quando tinham menos bens.

O Paradoxo da Escolha

Em seu livro O Paradoxo da Escolha, de Barry Schwartz, o autor lembra que no mundo está enraizada uma busca sem fim pela felicidade e que ela é alcançada por meio da liberdade.

Assim, quanto mais liberdade uma pessoa tem mais feliz ela é.

Entretanto, quanto mais liberdade, mais opções e escolhas temos para tomar decisões, o que torna a vida mais complexa e, consequentemente, deixa as pessoas menos felizes.

Então, surge o paradoxo da escolha: o que gera mais felicidade? Mais liberdade ou menos decisões?

Dessa forma, foram realizados experimentos para provar que mais liberdade não traz felicidade.

Em um deles, os pesquisadores apresentaram 2 situações diferentes para um visitante em uma loja de doces.

  • Uma mesa com 24 sabores de doces
  • Uma mesa com apenas 6 sabores de doces

O primeiro objetivo era identificar qual mesa atraía mais pessoas. Já o segundo, era identificar qual mesa vendia mais doces.

O resultado foi surpreendente.

A mesa com mais sabores atraiu mais gente. No entanto, ela vendeu bem menos doces que a mesa que tinha apenas 6 sabores.

Isso porque mais opções geram escolhas mais difíceis, fazendo com que as pessoas prefiram optar pela inércia para não se frustrar no futuro por não terem feito a melhor escolha.

Conclusão

A solução para a felicidade não é reduzir o número de escolhas. Se fosse assim, uma ditadura totalitária e intervencionista seria o caminho para a felicidade.

O caminho para a felicidade é se contentar com os bens que temos, as escolhas que tomamos, o que já fazemos e ficarmos felizes por isso.

Olha a conclusão dos estoicos aí!

Atenção! Não estamos condenando a ambição e a busca por crescimento. É necessário, apenas, ter equilíbrio e coerência nessa busca, que deve estar sempre atrelada a felicidade, se você quiser ser uma pessoa feliz.

Sabemos que a teoria é muito diferente da prática. Ninguém vai sair de infeliz à verdadeira felicidade do dia para a noite apenas porque acabou de ler isso.

É preciso colocar em prática.

Pra isso, existem duas técnicas que devem ser praticadas para acabar com a insaciabilidade: a visualização negativa e a visualização projetiva.

A visualização negativa é uma técnica que visa fazer com que a pessoa tente imaginar a perda.

Imagine que você tenha perdido algo que você possui e que é muito importante para você. Uma coisa que afetaria bastante a sua vida e que, provavelmente, você não seria o mesmo sem ela. Pense nas consequências disso.

Faça isso durante 5 minutos, todo dia. Quando esse tempo passar, é importante perceber fisicamente que você ainda tem aquela coisa. Quando você fizer esse contato, isso vai fazer com que você fique feliz por tê-la.

Já a visualização projetiva é quando você se remove de determinada situação.

Em alguns momentos acontecem situações que fogem do nosso controle. Simplesmente, não há nada que possamos fazer para contornar a situação, ou seja, independente de nossas ações a situação não deixará de existir. Sendo assim, ficar angustiado ou sofrer não mudará nada.

Nesse momento, é preciso imaginar que essa situação ruim está acontecendo com outra pessoa e pensar em que conselhos daríamos para aquela pessoa.

Dessa maneira, devemos focar nossos esforços apenas em atitudes que possam mudar situações que estão sob nosso controle. É necessário pensar: “Posso fazer alguma coisa para mudar isso?”

Se a resposta for sim, foque seus esforços nisso. Se a resposta for não, pratique a visualização projetiva.

Pode parecer maluquice para alguns, mas garantimos que funciona.

 

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