Conta Digital: A Conta Corrente Gratuita - Conheça 6 opções e Descubra qual é melhor

Você sabia que é possível ter uma de conta corrente sem pagar taxas ou tarifa (conta digital)?

Sim, é possível, e poucas pessoas sabem.

E olha que isso é lei, entrou em vigor no final de 2010 após uma resolução do Banco Central.

Por que você nunca ouviu falar?

Fácil, pensa comigo: Os bancos faturam bilhões com serviços que a gente sequer usa. Por que eles iriam te contar sobre um serviço gratuito se a maioria de nós já paga pra utilizá-lo?

Pois bem, existe uma opção de conta corrente que oferece praticamente os mesmos serviços de uma tradicional. Mas, é totalmente gratuita.

Ela pode gerar ao seu bolso uma economia de R$240 até R$1.180 ao ano (custo de R$ 20 a R$90/mês com manutenção, exceto universitárias. A Federação Brasileira dos Bancos — FEBRABAN — fornece as tarifas).

Esse tipo de conta corrente se chama, Conta Digital (há também a opção de Serviços Essenciais que é parecido, porém muito limitado).

Enfim, os assuntos abordados nesse artigo são:

  • O que é conta digital?
  • Para quem serve?
  • Onde encontrar?
  • Qual é melhor?

O que é Conta Digital?

É um modelo de conta corrente comum que serve para receber salário, fazer consultas, saques, pagamentos, depósitos e transferências — Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou Documento de Ordem de Crédito (DOC).

A grande diferença é que ela tem como proposta “ser digital”.

Ou seja, você deve utilizá-la e fazer suas transações bancárias exclusivamente por meios eletrônicos, como internet banking, caixas eletrônicos e celular.

Assim você não paga nada, fica isento de taxas de manutenção e tarifas.

No entanto, ao solicitar atendimento presencial com gerente, guichês de caixa ou talão de cheques, estes serviços podem estar sujeitos há cobranças que variam de cada instituição financeira.

É importante frisar que, se os meios de atendimento eletrônico estiverem fora do ar, os canais não eletrônicos não podem ser tarifados. E caso haja algum serviço que só possa ser feito presencialmente, não há cobrança.

Para quem serve?

Serve para qualquer pessoa que tenha acesso à internet e faça (ou pensa em fazer) transações pelo site do banco, caixas eletrônicos e celular.

Logo, a conta digital é uma ótima opção para quem:

  • Acessa sua conta por aplicativo ou internet banking.
  • Quer ganhar tempo, evitando filas e greves.
  • Não precisa falar com gerente.
  • Quer poupar, eliminando taxas e tarifas.
  • Não utiliza cheques.
  • Quer fazer TEDs e DOCs ilimitados.

Se você depende muito dos serviços feitos dentro da agência (boca do caixa, etc) ela não lhe será tão interessante.

Onde encontrar?

A seguir apresentaremos 6 opções disponíveis no mercado.

Dentre os maiores bancos do país, hoje, apenas 2 disponibilizam conta eletrônica. São eles: Banco do Brasil e Santander.

O Bradesco (DigiConta) e Itaú (Iconta) também tinham, porém ambos suspenderam suas contas. Quem já possui continua usufruindo, mas não aceitam novos correntistas.

As outras 4 opções são do Banco Original, Neon, Inter e Agiplan.

Vamos à elas:

Banco do Brasil | Conta Fácil

O BB dispõe de 2 contas: Fácil Gratuita e Fácil Bônus que custa R$ 9,90 mensais.

Ambas podem ser abertas pelo aplicativo mas são bem restritas.

Os serviços concedidos pela gratuita estão descritos abaixo.

É uma alternativa pra quem precisa abrir conta nesse banco para receber pagamentos em geral.

 

conta digital
Fonte: Banco do Brasil

 Banco Santander | SuperDigital

Recentemente o Santander migrou da ContaSuper para esta que contém 3 planos.

Entretanto, não possui muitas vantagens e, pra ser sincero, é uma das piores contas.

É pré-paga e o custo x benefício não é bom, tendo a gratuita R$ 200 como máximo de movimentação mensal.

Para abrir a SuperDigital você precisa fazer o cadastro no site e aguardar sua aprovação ou não.

 

conta digital
Fonte: SuperDigital

 Banco Original

Foi um dos primeiros nessa onda de contas digitais e permite fazer tudo pelo aplicativo, apesar de cobrar R$9,90 na sua conta mais básica, sendo isso uma desvantagem.

Para conseguir isenção total você deve ter investido R$ 100.000 no banco. Montante disponível pra poucos, né?

Uma vantagem é que você tem um gerenciador financeiro integrado a conta para te ajudar no controle dos gastos e pode fazer depósitos de cheques pelo app.

O Original possui cartões internacionais na versão Gold, Platinum e Black da bandeira MasterCard, por 1 ano a anuidade é grátis.

 

conta digital
Fonte: Banco Original

 Banco Neon

Para abrir sua conta digital no Neon, basta baixar o app e encaminhar seus dados.

Feito isso, você deve fazer um depósito de R$ 100 para ativá-la, em seguida irão liberar o cartão de débito Visa e outro virtual, ambos internacionais.

O cartão de débito não possui anuidade e o virtual serve para compras online.

Ele também dispõe um gestor financeiro para te auxiliar e uma opção de investimentos caso queira, denominada Objetivos.

 

conta digital
Fonte: Banco Neon

 Banco Inter

Esse banco disponibiliza uma conta digital 100% isenta de tarifas e a abertura da conta é feita pelo aplicativo.

Você pode fazer TEDs ilimitados, saques nos caixas dos Bancos24Horas e, depósitos via boleto ou cheques pelo app.

O cartão de débito é Mastercard e você pode habilitar a função crédito, sem custo adicional.

O Inter oferece uma cesta de investimentos interessante frente aos demais, vale a pena conferir.

conta digital
Fonte: Banco Inter

Banco Agiplan | Agipag

A Agipag é primeira conta digital disponível para Pessoa Física ou Jurídica livre de tarifas.

Isto é, se você tem uma empresa ou é Micro Empreendedor Individual (MEI) pode desfrutar dos benefícios ofertados.

Tem como diferencial fazer transações de pagamentos via QR Code ou por meio do número de celular.

Todo processo de abertura também é feito pelo app, e de tão digital, nem cartão possui.

Ou seja, para efetuar saques você deve gerar um código de autorização na sua conta e levá-lo a uma casa lotérica para sacar, sem custos. Enquanto os depósitos são feitos via boleto.

Ela também oferece transferências ilimitadas entre contas Agipag e duas por mês para outros bancos.

conta digital
Fonte: Agipag

Qual é melhor?

Veja na tabela que fizemos para que você possa enxergar com mais clareza o que as contas oferecem e tomar uma decisão mais assertiva.

 

conta digital
Elaboração: Edufinance

Umas são parecidas e outras menos vantajosas. O mais importante na hora de escolher é identificar a que melhor supra suas necessidades ao menor custo.

Lembre-se sempre: Tarifas bancárias são vitalícias e qualquer empenho para reduzi-las é extremamente valioso.

Existem milhões de pessoas pagando por serviços desnecessários a vida inteira e todo esse dinheiro desperdiçado poderia ser utilizado de maneira mais inteligente e produtiva, seja para investir ou quitar dívidas.

Por isso, valorize o seu tempo. Valorize o seu dinheiro!

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4 simples passos para eliminar dívidas de uma vez por todas

Você tem dívidas? Se sim, o seu primeiro foco deve ser se livrar delas. Por isso, preparamos esse artigo com 4 simples passos para você eliminar dívidas de uma vez por todas.

Isso porque elas são como uma bola de neve em uma avalanche: tudo parece sob controle até que, de repente, não tem mais como se safar.

É esse motivo que faz com que quase 60 milhões de brasileiros não paguem suas dívidas em dia e 36% dos brasileiros saquem seu FGTS para pagá-las, segundo o G1 e o SPC.

Por isso, você deve focar seus esforços ao máximo em eliminá-las até estar saudável financeiramente.

Se você não tem dívidas parabéns! Esse texto também é pra fazer com que você nunca tenha.

Se você acompanha nosso blog, já deve saber essa equação e o que ela significa:

Dinheiro que entra — dinheiro que sai = Dinheiro que sobra

Se não, deixei um atalho aqui pra você.

Quando essa equação começar a fechar podemos ir para o próximo passo, que é investir.

Mas como fazer isso? Está tudo aqui, nesses 4 passos para eliminar dívidas:

  • Entendendo o que está acontecendo (WTF is happening?!)
  • Eliminando gastos desnecessários
  • Priorizando suas dívidas
  • Atenção redobrada! Imprevistos 

1 — Entendendo o que está acontecendo (WTF is happening?!)

Eliminar dívidas é, sem dúvidas, a etapa mais difícil rumo à sua independência financeira (algo entre 1 e 2 milhões de reais), pois exige o maior nível de força de vontade.

A primeira coisa a ser feita é reduzir todos os seus gastos ao essencial e básico e dedicar todo o dinheiro que sobrar ao pagamento de dívidas.

Sem exceção!

Para entender o que está acontecendo, a primeira coisa a se fazer é anotar todos os gastos em uma planilha.

Não importa se você usa cartão de crédito, débito, dinheiro, cheque. Não importa se você comprou comida, itens de higiene pessoal, o IPVA do carro ou a escola do seu filho. Se foi na internet, no supermercado, em casa ou viajando.

Anote TUDO. Acho que deu pra entender, né?!

Faça isso durante 30 dias para entender como são seus gastos mensais e quando eles ocorrem. No final desse período, você vai ser capaz de fazer um diagnóstico das suas finanças assim como o médico faz de você.

Com esses gastos anotados, a próxima etapa é classificá-los seguindo o método ABCD.

O método ABCD é um dos métodos mais utilizados para fazer um diagnóstico financeiro e isso tem um motivo: ele é muito simples.

O que deve ser feito é classificar cada gasto como alimentar [A], básico [B], contornável [C] e dispensável [D].

As despesas alimentares e básicas são gastos que não podem ser eliminados, mas devem ser reduzidos. Intuitivamente, os gastos alimentares se referem à necessidades de alimentação como supermercado e os básicos à necessidades gerais como aluguel de casa, energia elétrica, escola, etc.

Atenção! Nada de classificar uma ida ao restaurante como um gasto A ou deixar o ar-condicionado ligado o dia inteiro e considerá-lo como gasto B. Exceto se você estiver ganhando algo em troca, como mostramos nesse artigo.

Seja bem criterioso nessa classificação porque ela é muito importante para conseguir executar os próximos passos.

Dessa forma, você verá que muitas coisas são contornáveis (podem ser substituídas) ou são dispensáveis (você não precisa).

2 — Eliminando gastos desnecessários

Tudo que não estiver classificado em A e B deve ser eliminado. Isso mesmo. As despesas C e D devem ser zeradas até você conseguir se livrar das dívidas.

Por exemplo, se você possui uma assinatura de tv a cabo ela pode facilmente ser considerada D e ser eliminada ou C e ser substituída. Uma tv por assinatura pode custar de R$70 até mais de R$300 fazendo uma diferença considerável no final do mês. Além disso, pode facilmente ser substituída por Netflix (R$20)+ cinema (R$15).

Eu duvido que você assista tantos filmes que não sejam antigos o suficiente para estar no Netflix ou novos o bastante para estar no cinema.

Você pode reduzir ainda mais suas despesas com simples tarefas como falamos no artigo: 7 Maneiras de jogar dinheiro fora (e como parar com elas).

3 — Priorizando suas dívidas

Com todo o dinheiro que sobrou depois de eliminar as despesas C e D pague suas dívidas. Mas qual deve ser paga primeiro?

A pior dívida não é aquela que possui maior valor, mas sim aquela que possui maior juros mensal.

Isso quer dizer: Juros = Taxa de juros * valor devido

Devemos prestar bastante atenção nisso, pois uma vez que os juros forem maiores do que o quanto você pode pagar todo mês, a dívida vira uma bola de neve e não tem volta.

Dito isso, na maioria das vezes as dívidas seguem essa ordem de prioridade:

  1. Cheque especial
  2. Cartão de crédito
  3. Crédito pessoal
  4. Financiamento imobiliário
  5. Financiamento de automóvel
  6. Crédito consignado

4 — Atenção redobrada! Imprevistos

Lembre-se que para fazer seu diagnóstico financeiro você pegou um período de apenas 30 dias. Com isso, dependendo do mês em que você começar, podem surgir imprevistos. No início do ano, normalmente, os gastos são maiores devido ao verão, férias, IPVA, etc.

Sendo assim, considere isso na hora de pagar as dívidas para que um gasto inesperado não acabe sendo responsável por acumular uma nova dívida e isso tudo acabe tendo o efeito reverso.

Faça um planejamento desses gastos sazonais (que ocorrem apenas em determinada época do ano) para poder se planejar e evitar que você seja surpreendido e acabe se endividando desnecessariamente.

Depois disso vai ficar muito mais fácil se livrar das dívidas e conseguir economizar dinheiro para investir. Quando conseguir fazer isso, dá uma olhada nos artigos que temos por aqui. Tenho certeza que vão te ajudar!

Está na hora de parar de acumular dívidas e começar a fazer o seu dinheiro ficar em dívida com você.

Gostou desse artigo? Ele faz parte de algo muito maior.

Fique atento, em breve você poderá ficar por dentro do #oSegredodosMilionarios

Tem alguma dúvida ou precisa de uma ajuda? Deixe seu comentário!


o segredo dos milionarios ficar rico dinheiro aposentar

O segredo que você precisa saber para ficar rico ou se aposentar em 10 anos

O segredo dos milionários é o que muita gente tenta descobrir ano após ano, década após década. Só que apenas uma pequena parcela consegue descobrir e aplicá-lo em sua vida.

Para começar, reflita: o que acontece quando você consegue economizar mais do que ganha? Você passa a ter uma grana extra.

A equação é simples:

Dinheiro que entra  —  dinheiro que sai = Dinheiro que sobra

Se sai mais dinheiro do que entra essa equação não fecha e pára de sobrar dinheiro. Você começa a dever dinheiro.

Dessa forma, você começa a acumular dívidas e rapidamente pode virar um caminho sem volta.

Agora, se você nunca gasta mais do que ganha, quem está em dívida com você é o seu dinheiro. E você pode fazer o que quiser com ele! Principalmente, fazê-lo trabalhar e transformá-lo em MAIS dinheiro. 

Vou te contar um segredo. O maior segredo dos milionários.

É a verdade absoluta sobre acúmulo de riqueza e que muitas pessoas não se dão conta do poder que ela tem. Simplesmente a ignoram.

Pra você ter uma ideia, ela é responsável por transformar 27 brasileiros em milionários a cada dia que passa.

Isso mesmo.

Só no ano de 2016 o Brasil ganhou 10 mil novos milionários (Credit Suisse)

E isso não é simplesmente ter R$1 milhão (só né?!). Para esse estudo global, milionário é a pessoa que possui US$1 milhão, excluindo a residência principal.

o segredo dos milionarios

Já se imaginou com 1 milhão de dólares?

Vamos ao segredo:

"Gastar muito menos do que você ganha é o caminho para ficar rico. O ÚNICO CAMINHO."

Por isso, vamos te ensinar como fazer para gastar muito menos do que você ganha. 

Vamos te ajudar a chegar nesse nível. Vamos te transformar no novo milionário.

Está na hora de parar de acumular dívidas e começar a fazer o seu dinheiro ficar em dívida com você.

Para isso, comece lendo esses dois artigos nossos:

Como investir em Renda Fixa: o guia completo para quem nunca saiu da poupança

Como investir na Bolsa de Valores: as 7 coisas que você precisa saber para começar a investir

Neles, ensinamos tudo que você precisa saber para começar a investir.

Mas não é só isso. Estamos preparando um conteúdo que vai te fazer repensar toda a sua vida.

Se você quiser recebê-lo, basta comentar aqui nesse artigo e se cadastrar na nossa lista, bem aqui embaixo.

Vamos juntos aprender o segredo dos milionários?


como economizar no transporte

Como economizar no transporte: Uber x Carro x Bike x Carona

Você sabe qual é a melhor maneira de se locomover? Uber ou carro? Qual é o melhor para você? Como economizar no transporte sem perder qualidade de vida?

O fato é que a evolução tecnológica vem para melhorar as nossas vidas. Cada vez mais o mundo se torna compartilhado e mais pessoas interagem entre si.

Nos últimos tempos muitas mudanças aconteceram e novos negócios mudaram completamente a maneira de se relacionar como o Facebook e o Twitter. Mas nenhuma certamente foi tão polêmica aqui no Brasil, quanto o Uber.

Diversas brigas foram(são) travadas na justiça e nas ruas para tentar impedir a evolução do transporte urbano.

Mas não estamos aqui pra discutir o que é certo ou errado. Precisamos debater como você pode se aproveitar disso e o que afeta o SEU bolso.

Qual é a melhor maneira de se locomover pela cidade?

O que vale mais a pena: andar de carro ou andar de uber?

E se você não tem um carro? Comprar um carro ou andar de uber? Se decidir comprar: à vista ou financiado? Pegar carona com aquele colega da empresa/faculdade ou andar de uber?

Vamos descobrir agora qual é a melhor opção!

Nesse artigo você vai aprender sobre:

  • O que é melhor: carro, uber, bike ou carona?
  • Comparando os meios de transporte privados: quando é melhor ter um carro?
  • Qualidade de vida no transporte: stress e produtividade
  • Crie sua comparação pessoal e descubra o que é melhor para você

O que é melhor: carro, uber, bike ou carona?

Com certeza você já se fez essa pergunta. Se não, alguma parecida com ela. De fato, são tantas opções de transporte e cada uma tem tantas influências que fica difícil ter uma resposta clara, de primeira.

Enquanto o carro parece te proporcionar mais conforto e liberdade em troca de um custo maior, o uber e a carona parecem resolver o problema do custo.

Já a bicicleta, pode ser o modo mais barato de transporte, mas possui limitações.

O Carro

Meu sonho é ter um carrão. A primeira coisa que vou fazer quando tiver dinheiro é comprar um carro.

Ou ainda:

Estou economizando pra comprar um carro. Vai ser meu primeiro investimento.

Durante muito tempo esse foi(é) o pensamento da maioria dos brasileiros. Todos sonhavam em ter um carro e poder gozar de qualidade de vida e status social.

Nada de errado em querer ter uma vida melhor, se o carro te proporcionar isso. Mas será que ele realmente te proporciona isso?

Em primeiro lugar, carro não é um investimento. E isso é muito simples de perceber (desculpa se você ainda não percebeu, mas é verdade).

Acontece que investimento significa: "utilização de capital em determinado negócio ou empresa visando à obtenção de lucros."

Isso quer dizer que, se você gasta determinado valor para obter alguma coisa e, quando se desfaz dela, recebe menos do que você gastou, esse é um péssimo investimento. E muitas vezes nem investimento é.

Esse é o caso do carro.

A menos que você trabalhe revendendo carros e ganhe dinheiro fazendo isso ou seja motorista e afins, desculpe te informar, mas o carro não é um investimento para você.

O carro é uma compra.

Ninguém vai ao shopping, por exemplo, e sai de lá dizendo: "nossa, olha só o investimento que eu fiz, comprei uma roupa linda."

Aqui é a mesma coisa. Por mais que você vá obter algum benefício usando a roupa ou o carro, eles não são investimentos.

E ainda que fossem, um carro seria um investimento muito pior do que uma roupa. Isso porque, depois que você compra uma roupa quase não tem gastos adicionais.

Já no carro… IPVA, seguro, manutenção, gasolina, revisão… A lista é enorme. Mas tem um item dessa lista que muita gente nem lembra ou só lembra quando vai vender o carro: a depreciação.

Depreciação nada mais é do que a redução do valor de alguma coisa conforme o tempo passa.

Se você comprar um carro hoje por R$50.000 e quiser vender daqui a 1 ano, ele vai estar valendo apenas R$41.000. Ou seja, em um ano apenas houve uma desvalorização de 18%. Você perdeu R$9.000 apenas porque o tempo passou!

A depreciação pode chegar até 23% ao ano em carros zero km.

Acho que agora ficou mais claro porque carro não é investimento, né?

Uber

O Uber adicionou várias vantagens à locomoção no trânsito. Aumentou o conforto, a qualidade e a segurança do transporte e reduziu o preço.

Fez com que as pessoas considerassem vender seus carros e passarem a depender apenas do aplicativo, tamanha pode ser diferença do custo entre ter um carro próprio e utilizar esse serviço.

Mas é claro que o Uber ainda não é a melhor solução para o transporte urbano, nem mesmo financeiramente.

Se você precisar se locomover bastante durante a semana, percorrer grandes distâncias ou até mesmo viajar, o carro próprio ainda pode ser a melhor solução.

Além disso, um outro ponto que pode transformar o Uber em uma dor de cabeça de tempo e dinheiro é se você utiliza muito o transporte nos horários de pico.

Se você precisa ir e voltar para o trabalho na hora do rush ou sair à noite aos finais de semana, a tarifa dinâmica do Uber é sua principal inimiga. Ela pode inviabilizar o uso do aplicativo, tornando-o mais caro que um táxi, como aconteceu comigo.

Voltando de uma festa de madrugada, a tarifa dinâmica do Uber estava fazendo com que uma corrida da Lapa até Icaraí custasse R$155.

20 km por R$155. Um absurdo!

Bike

O meio mais antigo de transporte que citamos, a bicicleta é sem dúvida o mais econômico também. Por isso, ela pode ser uma ótima maneira de ir para o trabalho ou faculdade.

É claro que ninguém vai atravessar a cidade e percorrer 15, 20 ou 30 km de bicicleta para chegar aonde quer. É inviável, pois você vai chegar ao seu destino cansado e suado, além de ser demorado.

Mas se sua casa fica a 5 km do seu trabalho ou da faculdade pode ser uma ótima opção. Inclusive, com o trânsito caótico de hoje em dia, é até mais rápido você ir de bicicleta do que de carro. Sem contar o stress que é enfrentar o trânsito.

Agora, se você percorre mais que 5–7 km e conhece alguém que faz sempre o mesmo caminho que você, a melhor opção pode ser pegar uma carona e rachar os gastos.

Vai sair mais barato que o Uber, você vai ter alguém pra conversar durante o caminho e não precisará se estressar com o trânsito!

O fato é que não existe a melhor opção para todos. Não é como uma verdade absoluta ou uma regra. Tudo vai depender de quais são as suas necessidades, pois cada um desses meios é influenciado pelo modo que você os utiliza.

Por isso, montamos alguns cenários de maneira que tornasse possível fazer essa comparação valer para um grande número de pessoas. Mas não se preocupe.

Caso suas necessidades não apareçam em nosso comparativo, você será capaz de fazer seus próprios cálculos usando a planilha no final deste artigo.

Comparando os meios de transporte privados: quando é melhor ter um carro?

Se você já possui seu carro e quer saber se vale a pena continuar com ele ou passar a usar o Uber pra se locomover, deve levar em conta 4 fatores principais:

  1. Você usa o carro durante a semana para trabalhar ou ir à faculdade?
  2. Quantos km você roda por dia?
  3. Quantas vezes você pegaria Uber por dia, caso não tivesse um carro?
  4. Você usa o carro para viajar?

Esses 4 fatores serão os principais responsáveis para dizer o que vale mais a pena, usar o carro ou pegar um Uber. Sendo assim, dividimos em 2 casos: quem usa o carro para viajar e quem não usa o carro para viajar.

É importante destacar que consideramos o mesmo carro em todos os casos para poder fazer a comparação de maneira correta. As estimativas foram:

  • Valor do carro: R$55.000
  • Seguro contra terceiros apenas: R$1069,44 anual(o cara se garante no volante)
  • IPVA: R$2200 por ano(4% do valor do veículo)
  • Gastos com estacionamento no trabalho ou faculdade: R$300 por mês
  • Manutenção: R$30 por mês (raramente há algum gasto de manutenção num carro novo, mas o mínimo que você deveria fazer para cuidar bem dele é lavá-lo uma vez ao mês)
  • Revisão: R$1100 anualmente
  • Consumo: 10 km/L na cidade
  • Gasolina: R$3,90 o litro
  • Depreciação anual do carro: 8% (como você já possui o carro a depreciação é menor que a do carro 0 km)
  • Seguro obrigatório e licenciamento: R$172

Primeiro caso: Já possui um carro e não usa para viajar

Assim, consideramos as seguintes respostas para as perguntas:

  1. Você usa o carro durante a semana para trabalhar ou ir à faculdade? Sim
  2. Quantos km você roda por dia? 20 km ida e volta
  3. Quantas vezes você pegaria Uber por dia, caso não tivesse um carro? 2
  4. Você usa o carro para viajar? Não

Dessa forma, uma pessoa que usa o carro durante a semana, utilizaria-o 22 vezes ao mês. Estimamos também que para percorrer 10 km seriam necessários, em média 25 minutos.

Com isso, chegamos a um gasto anual de R$14.960 para ter um carro, enquanto no Uber o gasto seria de R$11.088.

Mas não é só isso. Como você é um leitor do nosso blog, sabe a importância de investir seu dinheiro e não deixar ele parado.

Imagina quanto você poderia ganhar se ao invés de gastar esse dinheiro com transporte, aplicasse-o em renda fixa? Nós fizemos essa conta!

Nesse caso, os gastos totais anuais seriam R$15.811 e R$11.718, respectivamente.

A diferença é de R$4.093 por ano ou R$341 por mês. Será que R$4.000 a mais fariam diferença pra você?

Nesse cenário, ter um carro só passa a valer a pena financeiramente se você rodar pelo menos 37 km por dia.

Segundo caso: Já possui um carro e usa para viajar

Para o segundo caso, valem as seguintes perguntas e respostas:

  1. Você usa o carro durante a semana para trabalhar ou ir à faculdade? Sim
  2. Quantos km você roda por dia? 20 km ida e volta
  3. Quantas vezes você pegaria Uber por dia, caso não tivesse um carro? 2
  4. Você usa o carro para viajar? Sim, 2 vezes por mês.
  5. Quantos dias você passa viajando? 3 (finais de semana)
  6. Qual o consumo do carro na estrada? 15 km/L
  7. Qual a distância percorrida na viagem? 450 km (ida e volta)

Como a pessoa viaja e não valeria a penar pegar um Uber para percorrer uma distância tão grande, a opção seria alugar um carro. Por isso, fizemos algumas cotações em empresas de aluguel de veículos. Esse gasto ficaria por volta de R$100 a diária.

Para este segundo caso, chegamos a um gasto total anualizado de R$19.920 para o carro e R$22.296 para o Uber. Dessa vez, o carro é mais vantajoso por R$2.376 ao ano.

Terceiro caso: Comprar um carro, mas não usá-lo para viajar

Aqui, valem as mesmas perguntas do primeiro caso e a necessidade de saber como será feita a compra do carro: à vista ou parcelada.

Para uma compra à vista, consideramos 10% de desconto do valor do automóvel.

Já para o financiamento, consideramos uma entrada de R$16.000 e o restante em um pagamento de 60 parcelas, com juros de 2,8% ao mês. (Todas essas estimativas são de valores reais do mercado).

Como dessa vez estamos tratando da compra de um carro, os valores gastos para isso serão bem maiores do que os anteriores, pois eles não levavam em consideração a quantia gasta no passado para adquirir o carro.

Nessas condições, se você comprar um carro à vista seu gasto final anual chega a R$69.845. Já na compra parcelada, o gasto chega a R$37.910.

Peraí.. Então é mais barato parcelar um carro do que comprar à vista?!

Claro que não! Acontece que estamos levando em conta apenas os gastos do primeiro ano da compra do carro.

Lembre-se que aqui, estamos parcelando em 60 vezes ou 5 anos. Ao final desse prazo, você vai ter pagado R$97.000 por um carro que custava R$55.000 ou R$49.500 pra quem pagou à vista. Quase o dobro do preço!

De um jeito ou de outro, esses valores são bem maiores do que os R$11.718 anuais do Uber. A diferença chega a R$58.127 ao ano.

Quarto caso: Comprar um carro e usá-lo para viajar

Pensa em comprar um carro e usá-lo para viajar? Não tem problema! Fizemos esses cálculos também.

Os gastos aumentam em relação ao caso anterior, pois agora você tem além daquelas despesas os gastos com a viagem. Aí, os gastos totais anuais chegam a R$75.498 para compra à vista e R$42.720 para a compra parcelada.

Apesar desse aumento a diferença para o Uber diminui, já que seus gastos com viagens e aluguéis praticamente dobram o valor de R$11.718 para R$22.545.

Uma diferença de R$52.952 para pagamento à vista e R$20.175 para pagamento parcelado.

Quinto caso: Ter um carro e dividir durante a semana, mas não usá-lo para viajar

Já que você usa o carro cotidianamente, deve conhecer alguém que faz o mesmo trajeto todos os dias. E se você desse carona para essa pessoa todos os dias e pedisse um trocado para ajudar nas despesas com o carro.

Muita gente faz isso, afinal, é uma oportunidade de ganho para os dois lados. Quem tem o carro reduz seus custos e quem não tem ganha conforto e rapidez, por um preço um pouco acima do transporte público e mais barato do que um UberX ou, dependendo, um UberPool.

Nessa comparação, colocamos apenas 1 amigo para dividir os gastos e um valor de R$10 para ida e volta como ajuda pela carona.

Com isso, os gastos reduziram de R$15.811 (do primeiro caso) para R$13.021.

Mesmo assim o Uber ainda compensa, já que nele você gastaria R$11.718. Porém, se ao invés dos 20 km que consideramos você percorrer 26 km por dia, o carro passa a ser mais econômico.

Sexto caso: Ter um carro, dividir durante a semana e usá-lo para viajar sozinho

Assim como no segundo caso quando o carro era mais econômico para viagens, aqui ele será mais econômico ainda, já que você possui alguém para te ajudar no dia a dia.

Nesse formato a diferença é de R$5.165 por ano, com economia para utilizar o carro.

Sétimo caso: Comprar um carro e dividir durante a semana

Da mesma forma que ocorre no terceiro e no quarto caso, andar de Uber é bem mais vantajoso do que comprar um carro, seja para viajar ou não. O benefício de ter alguém para rachar os custos diários não supera as elevadas despesas da compra.

Por curiosidade fizemos a conta, que resultou numa diferença de R$55.476 para compra à vista e R$23.540 para a parcelada. Se você for um viajante as diferenças são: R$49.000 e R$17.072, respectivamente.

Último caso: Pegar carona x Uber x Bike

E se você decidiu não comprar um carro, o que vale mais a pena? Pensando nisso resolvemos comparar carona, bike e Uber.

As principais perguntas aqui são:

  1. Quanto custa a carona?
  2. Qual o valor da bicicleta?
  3. Quantos km você roda por dia?

Admitimos que você gaste R$10 por ida e volta, percorrendo os mesmos 20 km. Afinal, foi o valor que supomos cobrar pela carona. Pense no outro lado. Não seria justo querer pagar menos, né?

Nesse valor, a carona chega a ser R$8.928 mais barata que o Uber. Uma economia de R$744 por mês.

Já na comparação com a bicicleta, consideramos uma bike no valor de R$700 e gastos de R$10 por mês com manutenção e imprevistos (quem nunca teve um pneu furado?!).

Dessa forma, a bicicleta é R$1923 mais barata que a carona e chega a R$7.224 de economia, se comparada ao Uber.

Mas como falamos no início desse artigo, é complicado andar mais de 10 km por dia de bicicleta. Por isso, nem sempre levá-la em consideração.

Qualidade de vida no transporte: stress e produtividade

Nem tudo é apenas o lado financeiro. Existem outros fatores que devem ser considerados ao escolher o meio de transporte.

Um carro certamente pode te dar mais qualidade de vida caso reduza bastante o tempo que você demora para se locomover ou se você tem que enfrentar o trânsito várias vezes ao dia.

Já o Uber e a carona te permitem evitar o stress do trânsito e usá-lo de maneira útil. Como você não está dirigindo pode usar esse tempo para coisas úteis como ler ou adiantar um trabalho no laptop.

Se você passa bastante tempo no trânsito, não dirigir pode, dessa maneira, aumentar bastante a sua produtividade, além de reduzir o stress.

Crie sua comparação pessoal e descubra o que é melhor para você

Como falamos, não é possível ter uma resposta exata para todos os casos. A melhor maneira de comparar o que vale mais a pena para você é fazendo a sua própria comparação, com os seus valores de gastos.

Por isso, disponibilizamos a planilha que usamos para que você possa fazer suas comparações pessoais e descobrir o que é melhor para você.

Caso tenha alguma dúvida ou sugestão para acrescentar, deixe seu comentário.

Descobriu o que é melhor para você? Conta pra gente!


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Short Coffee: a técnica simples que fará você economizar até R$6.000 durante a faculdade (ou no trabalho).

“Não vale a pena economizar. Quando acabar a faculdade eu estarei ganhando bem e poderei poupar mais.”

“Com o salário que eu ganho atualmente é impossível juntar dinheiro.”

“Só se vive uma vez. Não vou me privar das coisas boas da vida.”

Provavelmente esses são alguns dos pensamentos que passam pela sua cabeça quando alguém tenta te convencer a poupar dinheiro. 

Você não está totalmente errado ao pensar assim. 

Afinal, você nunca mais terá a idade que tem agora. Não se prive das coisas boas da vida por dinheiro. Definitivamente, não compensa. Além disso, não há dúvidas de que seu salário tende a aumentar ao final da graduação.

De qualquer maneira, seria bom ter R$6.000 a mais no final da faculdade, certo?

E se eu te dissesse que isso é possível e você não terá que se privar de nenhuma festa ou ida ao bar com os amigos?

Essa técnica “secreta” é amplamente divulgada nos EUA, porém pouco comentada no Brasil. Alguns adeptos mais fervorosos chegaram até mesmo a se aposentar por meio dela. 

Seu nome? Short Coffee.

Nesse artigo você irá aprender sobre:

  • Os grandes gastos estão nas pequenas coisas;
  • O poder dos juros compostos;
  • Sim, o tempo passa, queira você ou não.

1 - Os grandes gastos estão nas pequenas coisas

“São só R$1,50. Não é isso que vai me deixar mais pobre!”

Troque R$1,50 por qualquer valor relativamente pequeno e você encontrará a frase mais dita pelas pessoas mais pobres.

E esse é um dos erros mais graves para quem pretende ganhar a liberdade financeira ou ao menos economizar algum dinheiro.

Por quê? Simples. 

Como essa ideia prevalece no nosso pensamento, tendemos a utilizá-la com muito mais frequência. As grandes compras, no entanto, pesam mais na nossa consciência e são realizadas com menos frequência.

O parcelamento, por exemplo, segue rigorosamente esse raciocínio. 

Uma televisão de R$1000,00 provavelmente seria algo que você não compraria à vista, certo? E se, no entanto, essa televisão fosse parcelada em apenas R$100,00 por mês durante 10 meses? Aí, então, as coisas simplesmente mudam de perspectiva e a compra torna-se mais aceitável.

Verifique seu orçamento. Posso te garantir que a maior parte dos seus gastos concentra-se nas pequenas coisas, como lanches e cafézinhos. 

E sabe qual o lado bom de constatar isso? Os pequenos gastos são os mais fáceis de serem cortados. 

Normalmente eles não representam algo essencial na nossa vida e a felicidade que eles compram é apenas imediata. 

Pense no cafézinho de todo dia. Você seria mais infeliz se não o tomasse? Ou se, pelo menos, cortasse pela metade? Tenho certeza que não.

Ainda não está convencido de que é melhor economizar nas pequenas coisas?

Essa técnica certamente fará você mudar de ideia.

Short Coffee

Essa técnica dá um exemplo da bola de neve que é formada ao se economizar em pequenas coisas, como um café, e investir esse dinheiro durante alguns anos (lembre-se, o tempo passa, queira você ou não).

Uma das coisas que mais fazemos na faculdade é tomar aquele cafézinho para continuar acordado durante as maravilhosas aulas. No entanto, ignoramos completamente o quanto gastamos com ele, já que costuma ser algo bem barato. 

Será mesmo?

Vamos ao exemplo:

  • 1 cafézinho = R$1,50 (olha que eu estou jogando pra baixo)
  • Média de 2 cafés por dia = R$3,00/dia
  • Considerando os 5 dias úteis da semana = R$ 15,00/semana
  • Em 1 mês = R$ 60,00/mês
  • Em um ano = R$ 720/ano

Parece pouco?

Não se você souber investir.

Considerando um rendimento médio de 1,53% ao mês (você consegue tranquilamente esse rendimento aplicando em fundos de multimercado, por exemplo) e que mensalmente você depositasse os R$ 60,00 que conseguiu economizar, ao longo de 4 anos de faculdade você já teria a quantia de R$ 4200,00

Caso sua faculdade dure 5 anos, o valor poderá chegar a R$5830,00. 

Ainda não te convenci? 

Então veja o que você poderia comprar hoje apenas com o dinheiro do cafézinho:

IPhone 7 (e ainda sobraria dinheiro para umas 30 capinhas)

economizar

Moto 0 km

economizar

Viagem All Inclusive para Cancún

economizar

E se você repetir umas matérias na faculdade ainda conseguirá levar um amigo!

E aí, ainda está com tanta vontade de beber café?

 

2 - O poder dos juros compostos

Se você chegou nessa parte do texto, provavelmente ficou intrigado sobre como uma economia de R$720 ao ano tornou-se R$5830 após 5 anos.

A conta, teoricamente, não bate, já que R$720 x 5 = R$ 3600, um valor bem abaixo dos quase seis mil reais ditos acima.

É aí que entra a mágica dos juros compostos.

Como funcionam os juros compostos? (Se já sabe como é, pule essa parte)

Investir significa, basicamente, que você irá aplicar uma certa quantia de dinheiro e receberá um rendimento por ela após algum tempo. 

Esse rendimento é conhecido como juros

O que determinará quanto você irá receber de rendimento sobre seu investimento é a taxa de juros.

Exemplo:

João decidiu investir R$500 durante 1 ano. A taxa de juros paga em seu investimento era de 20% a.a. (isso significa ao ano). 

Após um ano, a quantia que João tem investida é de:

R$500 x (100 + taxa de juros)/100 Ps: Adicionamos o “100” à taxa de juros pois ele representa o valor inicial (100%). Se não adicionarmos o 100, calcularemos apenas o rendimento que João teve.

R$500 x 1,2 = R$600

Logo, o rendimento de João foi de R$600 — R$500 = R$100

Como João é esperto, ele decidiu reinvestir todo o rendimento da aplicação.

Após um ano, o valor de seu investimento era:

R$600 x 1,2 = R$720

Logo, o rendimento de João foi de R$720- R$600 = R$120

Percebe que o rendimento de João aumentou? Antes era R$100 e agora foi R$120. Isso se deve aos juros compostos.

Basicamente, reinvestir seu rendimento fará com que o próximo rendimento seja maior ainda. Graças ao juros compostos, claro.

A Mágica

Até aí você só aprendeu algumas contas simples. 

Agora vem a mágica.

Eu poderia ficar falando mil coisas sobre como os juros compostos fazem você ficar rico sem ter nenhum trabalho. No entanto, prefiro apenas mostrar essa tabela.

juros compostos

Se seu avô tivesse investido R$1000 para você quando tinha 20 anos, provavelmente você seria um bilionário hoje.

 

3 - Sim, o tempo passa, queira você ou não

Costumo dizer que um dos maiores problemas do brasileiro é a falta de visão de longo prazo.

O brasileiro quer resultados agora. E, claro, isso nos levou a eleger governantes com o mesmo pensamento.

A consequência disso é a criação de leis estúpidas para resolver problemas não tão simples.

Por exemplo, a lei que obriga famílias a adotarem animais de rua. Aparentemente, alguns políticos acreditam que vivemos em uma utopia onde maus tratos não existem e todos os animais serão bem acolhidos. 

Ou a Lei Municipal 1840/95 (Barra do Garças, MT) que prevê a construção de um “aeroporto” para alienígenas. Uma prioridade, certamente.

Esse pensamento não é prejudicial somente na esfera política. 

Ignorar o fato de que o tempo passa, queira você ou não, te faz mais pobre, diariamente.

Investir R$1000 hoje não te fará rico amanhã. Porém, daqui a 30 anos, você poderá ter R$237.000,00. E, querendo ou não, o tempo passa. Um dia (caso não haja nenhum imprevisto no caminho) você estará na casa dos 50, 60 ou 70 anos. 

É melhor chegar lá com R$237.000 do que sem nada.

Resumo

  • O jeito mais fácil de economizar é nas pequenas coisas
  • Todo centavo importa
  • Os juros compostos te deixarão milionário com o tempo
  • O tempo passa e você escolhe se prefere que isso te deixe mais rico ou não