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Front Running: Como nunca cair em fraudes no Mercado Financeiro

Em 2009, 14 empresas nos EUA (incluindo bancos e corretoras) foram punidas por front running. Somando os processos, as multas chegaram a 69 milhões de dólares, segundo o The New York Times.

Retrocedendo um pouco mais, em 2004, o front running fez com que 5 empresas acusadas pagassem mais de US$241 milhões em acordos, apesar de não terem admitido o crime.

No Brasil, o último caso relatado dessa prática ocorreu em 2014. Apesar disso, o crime só veio à tona em 2017. E o mais incrível: foi realizado por uma senhora de 92 anos.

Afinal, o que é isso e porque você deve se preocupar? Continue lendo para entender:

  • O que é front running?
  • Por que é ilegal?
  • Como uma avó de 92 anos praticou essa fraude
  • A diferença entre Front Running e Insider Trading
  • Como nunca cair nessas armadilhas

O que é front running?

Front running é uma prática ilegal de obtenção de informações privilegiadas.

Acontece quando uma pessoa obtém, antecipadamente, alguma informação de ordens que serão executadas e que afetarão um investimento na bolsa.

Exemplo:

Eu sei, por alguma razão, que o banco ABC vai comprar uma grande quantidade de ações da empresa XYZ.

Com isso, a demanda pelas ações de XYZ aumentará e seu preço subirá bastante.

Logo, caso eu possua essas ações, posso ganhar dinheiro vendendo-as após essa valorização.

E é isso que eu faço. Compro as ações de XYZ antes do banco comprar e vendo-as após essa grande operação de compra do banco ABC.

Esse é um caso bem específico. Para ser considerado front running é necessário que a pessoa que obteve a informação seja um agente intermediador de investimentos.

Simplificando, são as pessoas/empresas que fazem a conexão entre você, investidor, e os investimentos. No caso do investimento em ações, poderia ser uma corretora de valores.

Por que isso é ilegal?

Nesse caso, foram utilizadas informações que não eram de conhecimento geral do mercado para benefício próprio.

Normalmente, esse tipo de informação só é conseguido por pessoas que possuam contatos nas empresas envolvidas.

Elas não são informações divulgadas publicamente e daí recebem o nome de informações privilegiadas. Por isso, essa é uma prática ilegal.

Ela ocorre, principalmente, quando falamos dos grandes investidores (bancos) do mercado financeiro.

Operadores de grandes bancos sabem quando será realizada uma grande compra ou venda e não podem se aproveitar dela, como explicamos. Mas, às vezes a tentação é grande demais e a chance de ser pego pode ser pequena.

A chance é pequena justamente porque o volume de operações realizadas diariamente é tão grande que, caso o lucro obtido não seja alarmante, a operação passa despercebida.

Entretanto, dificilmente o infrator comete apenas uma vez, justamente por conhecer os riscos.

Quando esses lucros passam a ficar frequentes, padrões começam a ser reconhecidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que pode ficar mais alerta.

É aquela velha história: sempre dá certo, até que um dia dá errado.

Como uma avó de 92 anos praticou Front Running

Em agosto de 2017, um caso intrigante repercutiu na internet. Uma senhora de 92 anos teria movimentado R$113 milhões e faturado R$450 mil com operações de day trade entre 2012 e 2013.

Ela foi batizada carinhosamente de "vovó trader".

Na realidade, a fraude foi realizada por Luiz Mori utilizando a conta de sua avó.

Luiz trabalhava na corretora do Credit Suisse na época das operações e era auxiliado por Bruno Guisard (Deutsche Bank) e Rafael Spinardi.

Ao todo, a CVM estima um lucro de R$1,84 milhão. O caso ainda será julgado, uma vez que a CVM recusou a proposta de acordo dos acusados.

Isso chamou a atenção do mercado, pois acordos são muito comuns em fraudes desse tipo.

A história completa pode ser lida no site do Brazil Journal.

A diferença entre Front Running e Insider Trading

Como você já sabe, a prática de front running consiste em realizar operações antecipadamente às operações principais.

Se considerarmos ao pé da letra, front running significa sair correndo na frente. Ou seja, antes de uma operação de compra ou venda que eu sei que vai acontecer, eu me antecipo e executo minha ordem.

O Insider Trading é a utilização de informação privilegiada para obtenção de lucros, assim como o front running.

A diferença é que no Insider Trading, a informação privilegiada não é, necessariamente, sobre uma operação de compra ou venda na bolsa.

Um caso recente aconteceu com a empresa JBS, do grupo J&F. Um dos proprietários da empresa, Joesley Batista, se aproveitou da sua denúncia na delação premiada.

Joesley sabia que as ações JBSS3 sofreriam intensa desvalorização com esse episódio. Isso afetaria também a estabilidade política a nível nacional, fazendo com que o dólar valorizasse frente ao real.

Diante dessas informações, ele efetuou compras de um elevado volume de dólares antes de sua denúncia. O que aconteceu nos dias que seguiram a denúncia você já conhece.

Uma nova crise política fez com que Joesley lucrasse milhões de reais nessa operação. Estima-se que ele tenha obtido um lucro de R$800 milhões, valor que foi bloqueado pela justiça.

O impacto foi tamanho que uma medida provisória pós delação da JBS deixou essas punições mais severas. Com ela, as multas podem chegar a R$ 500 milhões.

Como nunca cair nessas armadilhas

Apesar de parecerem impossíveis de serem evitadas, é possível se prevenir contra essas armadilhas.

No caso do front running é necessário entender que ele não afeta a maior parte dos investidores diretamente, mas indiretamente.

Caso uma situação como essa ocorra, a corretora pode ser punida e sua saúde financeira ou jurídica pode ser afetada, gerando complicações para investidores que possuírem conta nela.

Sendo assim, o primeiro passo para evitar ser afetado é saber escolher uma boa corretora. Para isso, preparamos esse guia para você entender o que avaliar na hora de selecionar a corretora de valores ideal para você.

Já para se proteger de riscos econômicos ou como não sofrer na próxima crise, o segredo é diversificar seus investimentos.

Não adianta acreditar que apenas 1 investimento será suficiente para suprir seus desejos financeiros.

Se você quiser acertar a galinha dos ovos de ouro, provavelmente vai errar.

Em vez disso, procure entender como funciona cada tipo de investimento e como ele é afetado em cada cenário econômico do país. Aprenda a diversificar seus investimentos.

Você pode encontrar esses tipos de informações em alguns desses links:

Como Investir em Renda Fixa: O Guia Completo e Definitivo

Taxa Selic e os Investimentos

Como investir no Tesouro Direto

Como as Ações são afetadas pela Selic

Estratégia de Investimentos

Fuja do Marketing Sensacionalista

Por fim, é preciso ficar atento à certas empresas que buscam atrair investidores para certas ações indicando recomendações.

Antes de acreditar cegamente em uma fonte, pesquise para conferir se as informações divulgadas são verdadeiras.

Muitas vezes, as empresas podem se aproveitar da audiência em torno de uma ação ou até dela mesma para divulgar análises tendenciosas.

Pode ser até que a ação represente uma boa oportunidade, mas é válido analisar qual é a parcela de fundamentação e qual é a parcela de viés da análise.

Além disso, existem pessoas que divulgam notícias falsas sobre uma determinada empresa para fazer sua ação valorizar. Isso é chamado de Pump and Dump e pode te fazer perder muito dinheiro. Leia sobre isso, antes que seja tarde demais.

Ficou com alguma dúvida? Comente e te responderemos. Gostou desse texto? Compartilhe com um amigo, é muito rápido e ele vai gostar de saber que você lembrou dele.


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A nova onda de IPOs e a parede de 500 milhões de dólares

Graças ao Facebook, uma parede chegou a custar 500 milhões de dólares. Mas como assim uma parede com esse valor?

Isso aconteceu por causa da arte do grafiteiro David Choe, o artista que pintou a parede da sede do Facebook em Palo Alto, lá em 2005.

Eis a história:

Em 2005, David Choe foi contratado por Sean Parker (presidente do Facebook na época) para grafitar uma das paredes da primeira sede do Facebook.

A empresa ofereceu US$60 mil pelas paredes para Choe, que fez uma contraproposta para receber ações da companhia ao invés do pagamento em dinheiro. Há divergências se esta foi a real ordem dos fatos, mas no fim das contas David foi pago com ações da empresa.

7 anos depois, em 2012, o Facebook realizou seu IPO (Oferta Pública Inicial) e passou a ter suas ações negociadas da Nasdaq, uma das Bolsas de Valores americanas. 

Nesse processo, foram arrecadados US$16 bilhões e as ações que Choe possuía desde 2005 passaram a valer US$500 milhões! Nada mal, para "pintar algumas paredes", né?!

Mas por que isso aconteceu?

Voltando ao início da história, em fevereiro de 2004, quando o Facebook foi fundado na universidade de Harvard, já era possível perceber o quão promissor era o negócio.

Após pouco tempo de sua fundação, o Thefacebook (como era chamado na época) já começava a viralizar entre os alunos da universidade.

Isso fez com que atraísse olhares de investidores e recebesse seu primeiro investimento de Peter Thiel (cofundador do PayPal), no valor de US$500 mil.

A partir disso, a empresa começou a crescer e se espalhar ao redor do mundo e quando sua primeira sede foi construída em 2005, David Choe entrou na história.

Apesar disso, na época, o Facebook ainda não possuía faturamento milionário e mesmo assim era cotado como um negócio valioso. Por quê?

Embora não possuísse lucros, existia uma grande expectativa de que, no futuro, a empresa fosse obter muito dinheiro vindo da receita com anúncios que seriam colocados no site. Essa estratégia pode ser confirmada como lucrativa porque os usuários do Facebook passavam horas e horas nele (um ótimo lugar para anunciantes, né?!).

Acontece que analisar empresas com base em suas expectativas de lucro futuro é muito complexo e arriscado quando não se tem um negócio testado e bem definido.

Foi isso que fez com que ocorresse a Bolha da Internet no final da década de 90. A bolha estourou e as bolsas de valores americanas entraram em crise, com a Nasdaq caindo de 5000 para 1100 pontos, aproximadamente, em apenas dois anos e meio.

Simplificando: as empresas diziam que teriam lucros no futuro, mas esses lucros nunca chegaram. Quando as pessoas perceberam que as companhias que investiram não teriam lucros, começaram a vender suas ações, gerando uma grande crise (A Nasdaq só conseguiu recuperar os 5000 pontos 15 anos depois).

Só que a maioria delas só percebeu quando já era tarde demais e amargaram grandes prejuízos.

IPO das empresas de internet

 

O caso do Facebook foi um sucesso, mas isso não significa que todos serão. Por isso, é preciso ter cuidado na hora de avaliar uma empresa muito nova e com negócios pouco definidos.

E não adianta acreditar que é possível ficar muito rico investindo em ações da noite para o dia sem correr riscos. Quanto maior o lucro, maior será o risco e vice-versa.

Em 2012, após 7 anos de crescimento e estruturação da empresa, finalmente o Facebook resolveu abrir seu capital (IPO) e aparecer na bolsa americana. Antes, o capital da empresa era composto apenas pela participação de seus sócios.

Com a Oferta Pública Inicial (IPO), a empresa oferece parte de suas ações para o mercado e possibilita que pessoas comuns possam investir nela.

Para fazer isso, a companhia recorre aos órgãos reguladores do mercado financeiro, que garantem que está tudo de acordo e fiscalizam as empresas, e a um banco de investimento.

O banco de investimento é contratado pela empresa para ajudá-la neste processo, auxiliando nas questões burocráticas e definindo um “preço bom” para suas ações.

“Preço bom” para quem?

A verdade é que o objetivo da empresa em realizar um IPO é captar o máximo de dinheiro possível para que ela possa expandir. Sendo assim, não é interessante realizar essa estratégia com um mercado em crise, mas com um mercado em alta.

Ultimamente, temos visto uma “nova onda” de IPOs no Brasil e o motivo é justamente esse. Após a crise político-econômica que tivemos, o mercado se recuperou e a B3 está em seus patamares mais altos.

Qual a consequência disso? 5 empresas já abriram seu capital em 2017.

Como vimos, quem define o preço pelo qual serão negociadas as ações no IPO é o banco de investimentos contratado pela empresa, reforçando que o preço das ações nesse momento tende a ser o melhor possível para a mesma e não para os investidores.

Mas o que ocorre depois disso?

Passado o momento de euforia do IPO, as ações tendem a seguir para um patamar de preço justo, na maioria das vezes, menor que o preço a que foram ofertadas inicialmente.

Benjamin Graham, um dos professores de Warren Buffett e autor do livro Investidor Inteligente, realizou esse estudo na bolsa americana, confirmando essa teoria e publicando-a em seu livro. Recomendamos fortemente sua leitura.

É preciso ficar atento

Portanto, é preciso ficar atento à esta “nova onda” que está sendo noticiada e lembrar que para realizar uma compra inteligente no mercado de ações devemos:

  • Comprar ações que estejam mais baratas do que realmente valem (Preço < Valor)
  • Saber que grandes retornos implicam em assumir grandes riscos
  • Entender que se todos estão falando de uma determinada ação, muito provavelmente, ela já está em um momento de euforia e deve estar supervalorizada.
  • Reconhecer que para cada “novo Facebook” existem centenas de fracassos.

4 simples passos para eliminar dívidas de uma vez por todas

Você tem dívidas? Se sim, o seu primeiro foco deve ser se livrar delas. Por isso, preparamos esse artigo com 4 simples passos para você eliminar dívidas de uma vez por todas.

Isso porque elas são como uma bola de neve em uma avalanche: tudo parece sob controle até que, de repente, não tem mais como se safar.

É esse motivo que faz com que quase 60 milhões de brasileiros não paguem suas dívidas em dia e 36% dos brasileiros saquem seu FGTS para pagá-las, segundo o G1 e o SPC.

Por isso, você deve focar seus esforços ao máximo em eliminá-las até estar saudável financeiramente.

Se você não tem dívidas parabéns! Esse texto também é pra fazer com que você nunca tenha.

Se você acompanha nosso blog, já deve saber essa equação e o que ela significa:

Dinheiro que entra — dinheiro que sai = Dinheiro que sobra

Se não, deixei um atalho aqui pra você.

Quando essa equação começar a fechar podemos ir para o próximo passo, que é investir.

Mas como fazer isso? Está tudo aqui, nesses 4 passos para eliminar dívidas:

  • Entendendo o que está acontecendo (WTF is happening?!)
  • Eliminando gastos desnecessários
  • Priorizando suas dívidas
  • Atenção redobrada! Imprevistos 

1 — Entendendo o que está acontecendo (WTF is happening?!)

Eliminar dívidas é, sem dúvidas, a etapa mais difícil rumo à sua independência financeira (algo entre 1 e 2 milhões de reais), pois exige o maior nível de força de vontade.

A primeira coisa a ser feita é reduzir todos os seus gastos ao essencial e básico e dedicar todo o dinheiro que sobrar ao pagamento de dívidas.

Sem exceção!

Para entender o que está acontecendo, a primeira coisa a se fazer é anotar todos os gastos em uma planilha.

Não importa se você usa cartão de crédito, débito, dinheiro, cheque. Não importa se você comprou comida, itens de higiene pessoal, o IPVA do carro ou a escola do seu filho. Se foi na internet, no supermercado, em casa ou viajando.

Anote TUDO. Acho que deu pra entender, né?!

Faça isso durante 30 dias para entender como são seus gastos mensais e quando eles ocorrem. No final desse período, você vai ser capaz de fazer um diagnóstico das suas finanças assim como o médico faz de você.

Com esses gastos anotados, a próxima etapa é classificá-los seguindo o método ABCD.

O método ABCD é um dos métodos mais utilizados para fazer um diagnóstico financeiro e isso tem um motivo: ele é muito simples.

O que deve ser feito é classificar cada gasto como alimentar [A], básico [B], contornável [C] e dispensável [D].

As despesas alimentares e básicas são gastos que não podem ser eliminados, mas devem ser reduzidos. Intuitivamente, os gastos alimentares se referem à necessidades de alimentação como supermercado e os básicos à necessidades gerais como aluguel de casa, energia elétrica, escola, etc.

Atenção! Nada de classificar uma ida ao restaurante como um gasto A ou deixar o ar-condicionado ligado o dia inteiro e considerá-lo como gasto B. Exceto se você estiver ganhando algo em troca, como mostramos nesse artigo.

Seja bem criterioso nessa classificação porque ela é muito importante para conseguir executar os próximos passos.

Dessa forma, você verá que muitas coisas são contornáveis (podem ser substituídas) ou são dispensáveis (você não precisa).

2 — Eliminando gastos desnecessários

Tudo que não estiver classificado em A e B deve ser eliminado. Isso mesmo. As despesas C e D devem ser zeradas até você conseguir se livrar das dívidas.

Por exemplo, se você possui uma assinatura de tv a cabo ela pode facilmente ser considerada D e ser eliminada ou C e ser substituída. Uma tv por assinatura pode custar de R$70 até mais de R$300 fazendo uma diferença considerável no final do mês. Além disso, pode facilmente ser substituída por Netflix (R$20)+ cinema (R$15).

Eu duvido que você assista tantos filmes que não sejam antigos o suficiente para estar no Netflix ou novos o bastante para estar no cinema.

Você pode reduzir ainda mais suas despesas com simples tarefas como falamos no artigo: 7 Maneiras de jogar dinheiro fora (e como parar com elas).

3 — Priorizando suas dívidas

Com todo o dinheiro que sobrou depois de eliminar as despesas C e D pague suas dívidas. Mas qual deve ser paga primeiro?

A pior dívida não é aquela que possui maior valor, mas sim aquela que possui maior juros mensal.

Isso quer dizer: Juros = Taxa de juros * valor devido

Devemos prestar bastante atenção nisso, pois uma vez que os juros forem maiores do que o quanto você pode pagar todo mês, a dívida vira uma bola de neve e não tem volta.

Dito isso, na maioria das vezes as dívidas seguem essa ordem de prioridade:

  1. Cheque especial
  2. Cartão de crédito
  3. Crédito pessoal
  4. Financiamento imobiliário
  5. Financiamento de automóvel
  6. Crédito consignado

4 — Atenção redobrada! Imprevistos

Lembre-se que para fazer seu diagnóstico financeiro você pegou um período de apenas 30 dias. Com isso, dependendo do mês em que você começar, podem surgir imprevistos. No início do ano, normalmente, os gastos são maiores devido ao verão, férias, IPVA, etc.

Sendo assim, considere isso na hora de pagar as dívidas para que um gasto inesperado não acabe sendo responsável por acumular uma nova dívida e isso tudo acabe tendo o efeito reverso.

Faça um planejamento desses gastos sazonais (que ocorrem apenas em determinada época do ano) para poder se planejar e evitar que você seja surpreendido e acabe se endividando desnecessariamente.

Depois disso vai ficar muito mais fácil se livrar das dívidas e conseguir economizar dinheiro para investir. Quando conseguir fazer isso, dá uma olhada nos artigos que temos por aqui. Tenho certeza que vão te ajudar!

Está na hora de parar de acumular dívidas e começar a fazer o seu dinheiro ficar em dívida com você.

Gostou desse artigo? Ele faz parte de algo muito maior.

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Tem alguma dúvida ou precisa de uma ajuda? Deixe seu comentário!


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5 motivos porque a previdência faz você perder dinheiro

Ultimamente um assunto tem sido muito comentado pelo país afora: a reforma da previdência. Notícias relacionadas a isso tem estampado capas de jornais e, praticamente em todos os dias do ano de 2017, algum veículo de informação abordou o assunto.

São quase 4 milhões de resultados no Google de notícias sobre o tema.

previdência

Para você ter uma noção, as notícias de eleições de 2016 dos EUA tem 898 mil resultados, 4 vezes menos resultados aproximadamente.

previdência

Isso indica o quanto esse assunto é importante e afeta a vida dos brasileiros. Independente do seu posicionamento sobre o assunto, a função da previdência para o trabalhador é uma só: abrir mão do dinheiro agora para garantir a tão sonhada aposentadoria no futuro.

Partindo dessa ideia, ela se assemelha muito com a visão dos investimentos: poupar agora para investir e obter ganhos no futuro.

Mas será que previdência e investimento são tão parecidos assim mesmo?

Esses 5 motivos vão te mostrar que não.

1 - Seguro não é investimento

Você já deve ter ouvido alguém dizer que seguro é o que se paga pra evitar dores de cabeça. Não é a toa que esse é basicamente o único argumento usado por todas as seguradoras na hora de vender um seguro.

E não há nada de errado com esse pensamento. Aliás, esse é o único motivo que deve levar uma pessoa a fazer um seguro. Mas se você acredita que um seguro é bom pelo lado financeiro, pare e pense: você acha que se fosse ruim pra seguradora, ela existiria?

É claro que não. Os cálculos atuariais realizados pelas empresas de seguro são feitos de maneira que pegando o conjunto total de clientes, a empresa tenha lucro. Caso contrário a empresa faliria.

Dessa forma, uma pessoa que tenha que acionar o seguro e receba a indenização é coberta pelo pagamento das pessoas que não o utilizaram.

É nesse momento que as pessoas podem se perguntar: "Esse artigo não era sobre previdência? Por que estou lendo sobre seguros?"

Simples. Porque a previdência é um seguro.

Isso pode ser facilmente percebido observando ambas as previdências: social e privada.

A previdência social é administrada pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Já o setor de previdência privada é fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão do governo federal.

Quer algo mais explícito que isso?

A previdência social tem como missão proteger os trabalhadores e sua família contra os chamados riscos econômicos, como a perda de rendimentos por conta de aposentadoria, doença, invalidez e outros infortúnios.

2 - Você é obrigado a pagar a previdência social

Se você possui um emprego formal você está contribuindo para a previdência social.

Isso porque o governo obriga empregados e empregadores a contribuir para financiar os gastos da mesma.

Você já viu alguém te obrigar a receber dinheiro?

Imagina que um amigo seu te obriga a pagá-lo 1 real, para que ele possa te dar 2 reais na semana seguinte. Ele estaria te obrigando a receber dinheiro. Isso seria no mínimo estranho, né?!

Só que no caso da previdência social você não recebe em dobro, nem 1 semana depois. Muito menos tem que pagar apenas 1 real. Dá uma olhada em quanto cada trabalhador contribui:

previdência

Consegue imaginar a diferença que R$75 por mês fazem na renda uma pessoa que recebe 1 salário mínimo? Não?! Não tem problema, nós pesquisamos.

Com esse dinheiro daria pra comprar:

  • 25 kg de arroz, suficiente para alimentar uma família de 5 pessoas durante 1 mês
  • 22 kg de espaguete, alimentando uma família de 3 a 4 pessoas durante 1 mês
  • 3 kg de picanha, equivalente a 10 dias de almoço e jantar
  • 7 kg de filé de frango, mesmos 10 dias só que alimentando 3 pessoas
  • 4,5 kg de filé de peixe, equivalente a 12 dias de almoço e jantar
  • 21 sacos de pão de forma, alimentando 4 pessoas durante 1 mês
  • 20 L de leite, suficientes para 1 mês em uma família de 2 a 3 pessoas

Ou ainda, 1 cesta básica contendo os seguintes itens:

  • 2 kg de açúcar
  • 5 kg de arroz
  • 2 kg de feijão
  • 1 garrafa de óleo de soja
  • 1 kg de sal
  • 1 kg de farinha de trigo
  • 1 kg de farinha de mandioca
  • 1 kg de espaguete
  • meio quilo de café
  • 1 lata de sardinha (125 g)
  • 1 lata de extrato de tomate (340 g)
  • 1 pacote de biscoito cream-cracker (200 g)

Se a pessoa não precisasse comprar mais nada com esse dinheiro que sobrou, ela poderia simplesmente poupar e investir. Economizando esses R$75 todo mês seria possível acumular R$6.000 em 5 anos, como mostramos neste artigo.

E não é só isso.

Como se não bastasse essa contribuição por parte do trabalhador, o empregador também é obrigado a contribuir se decidir contratar alguém. 

Pensa que é pouco? Se você achou aqueles valores absurdos, se liga nessa. O empregador paga 20% do salário do seu empregado para o INSS.

Isso significa que para contratar alguém com um salário de R$2000, são pagos R$400. Mensalmente.

Caso isso não existisse seria possível dar um aumento de 20% ao trabalhador. Já pensou na diferença que esses R$400 fariam pra uma pessoa que ganha R$2000?

Nessa hora alguns argumentam:

"Mas se o patrão não for obrigado a pagar esses 20% ele não vai repassar isso pro trabalhador. Afinal, o patrão explora o trabalhador."

Se o empregador repassasse apenas metade desse valor, ambos sairiam ganhando mais do que com o cenário atual.

O empregado ganharia um aumento de R$200 no seu salário e o patrão economizaria R$200.

Agora, se o cara for explorador e embolsar os R$400, o trabalhador ainda sai ganhando os R$180 que não precisaria contribuir, como vimos na tabela de contribuição!

Será que se a previdência fosse um (bom) investimento para você, você seria obrigado a contribuir?

3. É oferecida pelos bancos como a oitava maravilha do mundo

Até agora estávamos falando sobre previdência social (INSS), mas também existe a previdência privada.

A previdência privada já acumula mais de R$11 bilhões e quase 13 milhões de pessoas, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada.

Achou que os bancos iam ficar para trás e perder essa boquinha? De jeito nenhum!

Você já deve ter ouvido falar que os bancos são extremamente prejudiciais aos seus investimentos. Isso porque o banco vive de ganhar dinheiro com o dinheiro dos outros.

Basicamente, o que ele faz é captar dinheiro a uma taxa mais barata, emprestar a uma taxa mais cara e ganhar nessa diferença.

Assim, o gerente do banco vive diariamente um conflito de interesses: se ele te oferecer um bom investimento (que oferece uma alta taxa de retorno) essa diferença entre a taxa que ele te paga e a taxa que ele empresta fica menor, o que faz o banco ganhar menos.

Para evitar isso, o banco incentiva seus gerentes a oferecerem a seus clientes péssimos investimentos, bonificando-os caso consigam.

É por isso que você deve fugir dos grandes bancos e investir seu dinheiro por meio de corretoras. Se estiver precisando de ajuda na hora de escolher uma, dá uma olhada nesse guia.

E o que isso tem a ver com previdência privada? Esse é mais um daqueles produtos ruins que o banco te oferece.

A jogada de marketing deles é vender esse produto como segurança para sua família e realização dos sonhos da sua vida. Dá uma olhada nessas propagandas:

previdência
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O que eles não te contam é o que você vai descobrir agora.

4. As taxas transformam a previdência no bicho-papão dos investimentos

Como se já não bastasse os altos impostos e taxas que temos no Brasil, investir na previdência privada faz você ter a certeza que o Brasil é o país que mais tem impostos e taxas.

Simplesmente porque na previdência você tem que pagar taxa pra entrar, taxa pra ficar e taxa pra sair. Sabe aquele ditado: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come"?

A previdência é uma versão piorada dele! Todas essas taxas não são poucas e corroem a palavra "investimento". Vamos a elas:

Taxa de carregamento: é a "taxa de entrada", que incide sobre cada contribuição. A cada aporte (aplicação) que você faz uma parte do seu investimento já é comida.

Em geral, estas taxas variam de 0 a 3%. Ou seja, se você aplica R$200 por mês e a taxa de carregamento é 2%, a cada mês você perde R$4 só para entrar nessa "brincadeira".

Taxa de administração: além da taxa de entrada, para gerir os seus investimentos é cobrada uma taxa. Afinal, ele é gerido por uma pessoa que recebe pra isso. Essa taxa incide sobre a rentabilidade total da aplicação. Em geral varia entre 1,5% e 3% ao ano.

Isso significa que se sua previdência render em 1 ano o quanto a poupança rendeu em 2016 (8,35% ano) você perdeu dinheiro para a inflação.

Taxa de saída: Cobrada no caso do resgate antecipado da aplicação. Contudo, a maioria das seguradoras executam esta cobrança apenas nos primeiros anos. Algumas seguradoras impõe prazos de carência para resgates e transferências externas parciais ou totais.

Além disso, a previdência privada é um "investimento" de longo prazo. Para não perder dinheiro você deve ficar pelo menos 10 anos nela, graças ao regime de tributação regressiva.

previdência

O lado "bom" é que você paga menos imposto com o passar do tempo. Mas se você não sabe nem o que acontecerá com você no futuro ou até mesmo daqui a 2 anos, como saber o que vai acontecer com o rendimento da previdência?

Uma alternativa aos altos impostos cobrados para prazos curtos é optar pela tabela progressiva do imposto de renda. É verdade, essa é uma escolha que você pode fazer quando vai contratar uma previdência. A tabela progressiva funciona da seguinte forma:

previdência

Isso significa que dependendo do valor que você resgate anualmente ou mensalmente, a alíquota muda conforme essa tabela.

Se você quiser saber mais sobre como funciona a previdência privada, sugerimos os artigos do quero ficar rico.

5. Perderia para poupança em rentabilidade

A poupança é sem dúvida uma das piores alternativas de investimento. Se é que podemos chamar as alternativas que rendem menos que a poupança de investimento.

(Se você não sabia disso ou ainda deixa seu dinheiro aplicado na poupança você precisa ler isso. Vai mudar completamente seus rendimentos!)

Esse é o caso da previdência.

Se a previdência social fosse um investimento, ele teria uma rentabilidade pior que a da poupança!

Desde 2003, quando a aposentadoria passou a ser reajustada por um indicador fixo, o INPC (tipo uma inflação), ela teve um reajuste real (rendimento menos inflação) de 8,62% em 13 anos.

Nesse mesmo período a poupança cresceu 24,3%, já descontada a inflação. Quase 3 vezes mais!

Fazendo um comparativo com a previdência privada os rendimentos melhoram um pouco.

previdência

Esse é um comparativo retirado de um informativo de um banco que oferece previdência privada. Observe como ela praticamente iguala a poupança nesse período e perde bastante para o CDI. Além disso, quase não é capaz de superar a inflação (IPCA-15).

Definitivamente, a previdência não é uma boa opção para pensar em aposentadoria. Já que por enquanto você não tem como se livrar da previdência social, ao menos fique longe da previdência privada.

Mas não se preocupe!

Estamos preparando um conteúdo que vai mudar completamente a maneira como você vê a aposentadoria. Na verdade, vamos fazer com que você pare de olhar pra ela e pense nessa imagem:

previdência

Vamos te ajudar a economizar 25 anos de vida trabalhando, fazendo você poder escolher se quer trabalhar ou não.

Mas não é só isso. Ele vai te fazer repensar toda a sua vida.

Fique atento, em breve você poderá ficar por dentro do #oSegredodosMilionarios.

Enquanto isso, aconselhamos que você leia esses dois artigos para se preparar para o que está por vir:

Como investir em Renda Fixa: o guia completo para quem nunca saiu da poupança

Como investir na Bolsa de Valores: as 7 coisas que você precisa saber para começar a investir

Se você quiser recebê-lo, basta comentar aqui nesse artigo e se cadastrar na nossa lista, bem aqui embaixo.


o segredo dos milionarios ficar rico dinheiro aposentar

O segredo que você precisa saber para ficar rico ou se aposentar em 10 anos

O segredo dos milionários é o que muita gente tenta descobrir ano após ano, década após década. Só que apenas uma pequena parcela consegue descobrir e aplicá-lo em sua vida.

Para começar, reflita: o que acontece quando você consegue economizar mais do que ganha? Você passa a ter uma grana extra.

A equação é simples:

Dinheiro que entra  —  dinheiro que sai = Dinheiro que sobra

Se sai mais dinheiro do que entra essa equação não fecha e pára de sobrar dinheiro. Você começa a dever dinheiro.

Dessa forma, você começa a acumular dívidas e rapidamente pode virar um caminho sem volta.

Agora, se você nunca gasta mais do que ganha, quem está em dívida com você é o seu dinheiro. E você pode fazer o que quiser com ele! Principalmente, fazê-lo trabalhar e transformá-lo em MAIS dinheiro. 

Vou te contar um segredo. O maior segredo dos milionários.

É a verdade absoluta sobre acúmulo de riqueza e que muitas pessoas não se dão conta do poder que ela tem. Simplesmente a ignoram.

Pra você ter uma ideia, ela é responsável por transformar 27 brasileiros em milionários a cada dia que passa.

Isso mesmo.

Só no ano de 2016 o Brasil ganhou 10 mil novos milionários (Credit Suisse)

E isso não é simplesmente ter R$1 milhão (só né?!). Para esse estudo global, milionário é a pessoa que possui US$1 milhão, excluindo a residência principal.

o segredo dos milionarios

Já se imaginou com 1 milhão de dólares?

Vamos ao segredo:

"Gastar muito menos do que você ganha é o caminho para ficar rico. O ÚNICO CAMINHO."

Por isso, vamos te ensinar como fazer para gastar muito menos do que você ganha. 

Vamos te ajudar a chegar nesse nível. Vamos te transformar no novo milionário.

Está na hora de parar de acumular dívidas e começar a fazer o seu dinheiro ficar em dívida com você.

Para isso, comece lendo esses dois artigos nossos:

Como investir em Renda Fixa: o guia completo para quem nunca saiu da poupança

Como investir na Bolsa de Valores: as 7 coisas que você precisa saber para começar a investir

Neles, ensinamos tudo que você precisa saber para começar a investir.

Mas não é só isso. Estamos preparando um conteúdo que vai te fazer repensar toda a sua vida.

Se você quiser recebê-lo, basta comentar aqui nesse artigo e se cadastrar na nossa lista, bem aqui embaixo.

Vamos juntos aprender o segredo dos milionários?


Direito de Subscrição: Você pode perder MUITO dinheiro se não souber o que é isso

Você sabe o que é um direito de subscrição?

Se você investe no mercado de ações ou tem vontade de investir, é essencial que você saiba o que é isso. Ou você pode perder MUITO dinheiro.

Por mais que você já invista e nunca tenha ouvido falar em subscrição, ele é algo bem comum no mercado. E também não é nada muito complexo, nem de outro mundo.

Em 2016, houveram 6 subscrições e no ano de 2017 já são 5.

Por isso, reunimos as maiores e mais importantes dúvidas dos investidores do mercado de ações e respondemos:

  • O que é um direito de subscrição de ações?
  • Como isso funciona na prática?
  • Como não perder dinheiro com subscrições?
  • O que são sobras de subscrição?
  • Acontece alguma coisa depois que a subscrição acaba?

O que é um direito de subscrição de ações?

Todas as empresas negociadas na bolsa de valores são compostas por ações e cada ação representa uma pequena parte do valor da empresa.

Se você ainda não sabe isso, pare e leia esse artigo.

Suponha que a empresa Edufinance esteja listada na BM&F Bovespa, tenha um capital social (ou valor) de R$3 bilhões e foi dividida em 30 milhões de ações. Logo, cada ação possui um preço de R$100.

Imagine agora que ela está precisando de dinheiro para poder expandir e melhorar seus negócios. Então, a empresa escolhe aumentar seu capital social.

Para poder fazer isso, a empresa deve emitir novas ações e ofertá-las através da Bovespa, possibilitando que novas pessoas comprem.

Acontece que para poder oferecer essas ações à novas pessoas, primeiro a empresa deve oferece-las aos seus antigos acionistas. Ou seja, quem já possuía as ações antes desse aumento de capital tem preferência na compra das novas ações.

Essa preferência se chama direito de subscrição.

Como o termo sugere, ele é apenas o direito de comprar mais ações da empresa, caso queira. Se a pessoa não tiver dinheiro para comprar mais ou não considerar isso um bom investimento, ela pode não exercer esse direito.

Ou melhor, ela pode vendê-lo para alguém.

É como se fosse um contrato te garantindo determinado preço de um ativo até uma certa data, caso você queira comprá-lo. E se não quiser pode vendê-lo.

Mas por que isso existe?

"O direito de subscrição existe para proteger os atuais acionistas da diluição de sua participação acionária."

What?!

Sabemos que o acionista de uma empresa pode exercer grande poder sobre ela. Basta que ele tenha grande parte das ações sozinho ou que seus interesses sejam compartilhados com quem tem.

Nesse caso, ele é chamado de acionista majoritário, pois possui a maioria das ações.

Vamos supor que eu seja acionista majoritário da Apple: possuo 51% de um total de 100 mil ações. Em votação, a empresa está avaliando lançar 2 iPhones por ano ao invés de 1, porque acredita que isso aumentaria os lucros.

Eu tenho o poder de decidir se a empresa fará isso ou não, já que sou acionista majoritário.

Como acredito que isso será prejudicial para a empresa e ocasionará em maiores gastos e menos lucro, eu veto essa decisão. Dessa maneira, a empresa deve aceitar a minha decisão e não lançará 2 modelos por ano.

Depois de um tempo, a empresa resolveu aumentar seu capital e criar 100 mil novas ações e ofertá-las ao mercado. Infelizmente, eu não fiquei sabendo dessa oferta e uma pessoa desconhecida comprou todas as novas 100 mil ações.

Agora eu, que possuía 51 mil ações de um total de 100 mil ações possuo a mesma quantidade, porém de um total de 200 mil ações.

Minha participação acionária foi reduzida de:

51% — 51mil divididos por 100 mil ações

Para:

 25,5% — 51 mil divididos por 200 mil ações

Agora, minhas decisões na empresa não tem o mesmo poder que tinham antes. E esse desconhecido, que agora detém 50% das ações, possui mais influência que eu, mesmo que não entenda nada sobre o negócio.

Essa é a diluição da minha participação acionária e é para evitar que isso aconteça que existe o direito de subscrição.

Como isso funciona na prática? 

Quando uma empresa lança uma subscrição de ações, ela anuncia uma série de condições. Vamos entender cada uma delas.

Por exemplo, se você tivesse ações da empresa Itaúsa teria recebido o e-mail:

direito de subscricao

Essas informações são divulgadas publicamente e aparecem no site da Bovespa, de maneira menos explicativa:

direito de subscricao

Deliberado em significa que no dia 13/02 foi definido que haveria a subscrição das ações da Itaúsa.

Negócios com até — para possuir o direito de subscrição você deveria possuir as ações da empresa no dia 20/02.

Assim, caso você não tivesse ainda as ações em 13/02, ainda poderia comprá-las até o dia 20/02 para ter o direito.

Se vendesse suas ações antes do dia 20, perderia o direito, que passaria para o comprador delas. Ou ainda, se você comprasse após o dia 20 não receberia o direito de subscrição.

Porcentagem (%) — indica quantas ações você terá o direito de comprar. Nesse caso, a cada ação a pessoa tem o direito de comprar 1,6 nova ação.

Preço de emissão — mostra por qual valor as novas ações podem ser adquiridas. Esse valor é sempre menor que o preço da ação no mercado secundário na data da deliberação.

Isso porque as novas ações devem oferecer alguma vantagem pra quem as comprar primeiro. Se o preço for maior não valerá a pena exercer o direito, já que é melhor comprá-las no mercado secundário.

Negociação de direitos — Como mencionado, se você não quiser adquirir novas ações você pode vender esse direito e faturar uma graninha extra, mas existe um prazo para isso.

Para a subscrição da Itaúsa, esse período foi de 02/03/17 a 24/03/17.

Normalmente, é estabelecido um prazo mínimo de 30 dias para essa negociação, contando a partir da data da deliberação.

Subscrição até — Se quiser efetivamente exercer o direito e comprar novas ações, o portador do direito deve fazer isso até esse dia, que para este caso foi 31/03/17.

Na imagem acima você pode perceber que existem 2 linhas contendo as informações da subscrição e que possuem as mesmas informações.

Isso se dá porque, nesse caso, a subscrição foi efetuada para os dois tipos de ação da empresa: ordinária e preferencial. Se você não sabe o que é isso, sugiro fortemente que leia isso.

Para a ação ordinária, a subscrição recebe o mesmo código de letras seguido do número 1. Ex: ITSA3 (ação ON) — ITSA1 (subscrição).

Já na preferencial, a subscrição recebe o número 2. Ex: ITSA4 (ação PN) — ITSA2 (subscrição).

Como não perder dinheiro com subscrições

Mencionamos que, caso você não queira exercer o direito de subscrição, você pode vendê-lo no mercado.

É por isso que você precisa ficar muito atento a negociação de direitos e subscrição até para evitar perder dinheiro.

Isso porque o direito de subscrição possui um valor, já que te dá algum benefício sobre uma ação: a possibilidade de comprá-la mais barata do que no mercado.

Logo, se o preço de emissão estiver fixado em R$10 e ação for R$15 a subscrição valeria por volta de R$5, no início de sua divulgação ao mercado.

Sendo assim, nesse momento, tanto faz comprar a subscrição por R$5 para poder comprar a ação a R$10 ou comprar diretamente a ação a R$15, desconsiderando os custos de corretagem.

Mas e se o preço da ação variar ao longo do período de negociação de direitos?

O preço da subscrição mudará também.

Exemplo:

Se a ação agora é R$25 a subscrição valorizará, pois será muita vantagem pagar R$5 pela subscrição para comprar a ação a R$10. Um gasto total de R$15 por algo que "vale" R$25.

Então, quanto mais a ação valoriza, mais cara fica a subscrição.

Por outro lado, se ação passar para R$12, a subscrição desvalorizará bastante, pelos mesmos motivos.

E se a ação for para R$9, a subscrição não valerá NADA. (ou 1 centavo que o valor mínimo para um ativo em negociação na bolsa)

Isso mesmo, NADA.

Claro. Quem pagaria alguma coisa para ter um prejuízo?! Se eu posso comprar a ação a R$9 normalmente, não faz sentido nenhum pagar qualquer coisa sequer para comprá-la a R$10.

É por isso que você pode perder muito dinheiro.

Imagine que você tivesse 100 subscrições. Em seguida, a ação valorizou para R$18 e de repente despencou para R$12.

Suas 100 subscrições que, hipoteticamente, custavam R$8, agora custam R$2. (Esses valores são mais acentuados devido ao efeito manada)

Você foi, rapidamente, de R$800 para R$200. Uma perda de 600 reais!

Você pode até pensar:

"Ah, mas eu não estou perdendo dinheiro. Estou apenas deixando de ganhar. Afinal, eu não tinha esse dinheiro antes."

Acontece que deixar de ganhar dinheiro é perder uma ótima oportunidade e é perder dinheiro, sim! Chama-se custo de oportunidade.

É a mesma coisa que dizer que é melhor ir de graça numa festa que custa R$100, mas para isso ter que deixar de trabalhar e ganhar R$160.

Você não quer ser aquela pessoa que só inventa desculpas para justificar seus erros, né?

Por isso, fique bastante atento à data de negociação.

Sobras de subscrição

Lembra que a Edufinance estava precisando de dinheiro?

E se ela precisasse de R$300 milhões para realizar sua expansão e não conseguisse vender todas as subscrições? Ela não arrecadaria todo o valor necessário e não poderia expandir, certo?

Errado.

Se isso acontecer significa que houveram sobras de subscrição, mas a empresa pode oferecê-las novamente. Dessa vez diretamente na Bovespa (mercado secundário), sem ter que dar novamente direito aos acionistas anteriores. 

Afinal, eles já tiveram a oportunidade.

Apesar disso, a empresa sempre vai preferir que não haja sobras, pois oferecê-las novamente gera custos para a empresa.

Acontece alguma coisa depois que a subscrição acaba?

Sim. Como falamos, o preço de emissão da subscrição é diferente do preço da ação no mercado. Muitas vezes, essa diferença permanece até a subscrição ser encerrada.

E agora? Qual passa a ser o preço da ação: o preço de emissão ou o preço de mercado?

A resposta é: nenhum dos dois.

Após esse período é feito um preço médio entre as ações.

Lembra que a subscrição aumenta o número de ações da empresa?

As ações anteriores estavam com o preço de mercado e as novas com o preço de emissão. E como no final todas devem ter o mesmo preço, é preciso fazer esse preço médio.

Para isso, basta multiplicar o preço de emissão pela porcentagem de novas ações. Assim, temos o quanto as novas ações influenciam no preço final.

No caso de ITSA3 multiplicaríamos: R$6,10 x 1,6% = R$9,76.

O peso das ações anteriores é o preço de mercado x 100. Isso significa que elas representavam 100% da empresa.

Então: R$9,05 x 100 = R$905.

Em seguida, somamos esses dois valores (R$905 + R$9,76) e dividimos pelo que agora seria o total de ações: 101,6% (100 + 1,6).

Finalmente, chegamos ao preço de R$9,00.

R$914,76 dividido por 101,6 = R$9,00.

 Esse é o chamado ajuste de preço, que nos dá o novo preço da ação.

Bônus: Não confunda direito de subscrição com bônus de subscrição

O Bônus de subscrição pode se confundir muitas vezes com o direito de subscrição, já que são nomes parecidos.

Seu funcionamento é bem parecido também. A diferença é que o bônus não precisa ser oferecido aos acionistas anteriores.

Ele também possui prazos maiores que o direito, por exemplo, 2 anos.

Ou seja, ele lhe daria o direito de subscrever as ações a um determinado preço em uma determinada data.

Simples assim.

Com essas informações, espero que você tenha aprendido bastante sobre subscrições e não deixe a oportunidade passar quando ela aparecer e NUNCA perca dinheiro com subscrições.

E claro, se ainda tiver alguma dúvida conta pra gente!


como economizar no transporte

Como economizar no transporte: Uber x Carro x Bike x Carona

Você sabe qual é a melhor maneira de se locomover? Uber ou carro? Qual é o melhor para você? Como economizar no transporte sem perder qualidade de vida?

O fato é que a evolução tecnológica vem para melhorar as nossas vidas. Cada vez mais o mundo se torna compartilhado e mais pessoas interagem entre si.

Nos últimos tempos muitas mudanças aconteceram e novos negócios mudaram completamente a maneira de se relacionar como o Facebook e o Twitter. Mas nenhuma certamente foi tão polêmica aqui no Brasil, quanto o Uber.

Diversas brigas foram(são) travadas na justiça e nas ruas para tentar impedir a evolução do transporte urbano.

Mas não estamos aqui pra discutir o que é certo ou errado. Precisamos debater como você pode se aproveitar disso e o que afeta o SEU bolso.

Qual é a melhor maneira de se locomover pela cidade?

O que vale mais a pena: andar de carro ou andar de uber?

E se você não tem um carro? Comprar um carro ou andar de uber? Se decidir comprar: à vista ou financiado? Pegar carona com aquele colega da empresa/faculdade ou andar de uber?

Vamos descobrir agora qual é a melhor opção!

Nesse artigo você vai aprender sobre:

  • O que é melhor: carro, uber, bike ou carona?
  • Comparando os meios de transporte privados: quando é melhor ter um carro?
  • Qualidade de vida no transporte: stress e produtividade
  • Crie sua comparação pessoal e descubra o que é melhor para você

O que é melhor: carro, uber, bike ou carona?

Com certeza você já se fez essa pergunta. Se não, alguma parecida com ela. De fato, são tantas opções de transporte e cada uma tem tantas influências que fica difícil ter uma resposta clara, de primeira.

Enquanto o carro parece te proporcionar mais conforto e liberdade em troca de um custo maior, o uber e a carona parecem resolver o problema do custo.

Já a bicicleta, pode ser o modo mais barato de transporte, mas possui limitações.

O Carro

Meu sonho é ter um carrão. A primeira coisa que vou fazer quando tiver dinheiro é comprar um carro.

Ou ainda:

Estou economizando pra comprar um carro. Vai ser meu primeiro investimento.

Durante muito tempo esse foi(é) o pensamento da maioria dos brasileiros. Todos sonhavam em ter um carro e poder gozar de qualidade de vida e status social.

Nada de errado em querer ter uma vida melhor, se o carro te proporcionar isso. Mas será que ele realmente te proporciona isso?

Em primeiro lugar, carro não é um investimento. E isso é muito simples de perceber (desculpa se você ainda não percebeu, mas é verdade).

Acontece que investimento significa: "utilização de capital em determinado negócio ou empresa visando à obtenção de lucros."

Isso quer dizer que, se você gasta determinado valor para obter alguma coisa e, quando se desfaz dela, recebe menos do que você gastou, esse é um péssimo investimento. E muitas vezes nem investimento é.

Esse é o caso do carro.

A menos que você trabalhe revendendo carros e ganhe dinheiro fazendo isso ou seja motorista e afins, desculpe te informar, mas o carro não é um investimento para você.

O carro é uma compra.

Ninguém vai ao shopping, por exemplo, e sai de lá dizendo: "nossa, olha só o investimento que eu fiz, comprei uma roupa linda."

Aqui é a mesma coisa. Por mais que você vá obter algum benefício usando a roupa ou o carro, eles não são investimentos.

E ainda que fossem, um carro seria um investimento muito pior do que uma roupa. Isso porque, depois que você compra uma roupa quase não tem gastos adicionais.

Já no carro… IPVA, seguro, manutenção, gasolina, revisão… A lista é enorme. Mas tem um item dessa lista que muita gente nem lembra ou só lembra quando vai vender o carro: a depreciação.

Depreciação nada mais é do que a redução do valor de alguma coisa conforme o tempo passa.

Se você comprar um carro hoje por R$50.000 e quiser vender daqui a 1 ano, ele vai estar valendo apenas R$41.000. Ou seja, em um ano apenas houve uma desvalorização de 18%. Você perdeu R$9.000 apenas porque o tempo passou!

A depreciação pode chegar até 23% ao ano em carros zero km.

Acho que agora ficou mais claro porque carro não é investimento, né?

Uber

O Uber adicionou várias vantagens à locomoção no trânsito. Aumentou o conforto, a qualidade e a segurança do transporte e reduziu o preço.

Fez com que as pessoas considerassem vender seus carros e passarem a depender apenas do aplicativo, tamanha pode ser diferença do custo entre ter um carro próprio e utilizar esse serviço.

Mas é claro que o Uber ainda não é a melhor solução para o transporte urbano, nem mesmo financeiramente.

Se você precisar se locomover bastante durante a semana, percorrer grandes distâncias ou até mesmo viajar, o carro próprio ainda pode ser a melhor solução.

Além disso, um outro ponto que pode transformar o Uber em uma dor de cabeça de tempo e dinheiro é se você utiliza muito o transporte nos horários de pico.

Se você precisa ir e voltar para o trabalho na hora do rush ou sair à noite aos finais de semana, a tarifa dinâmica do Uber é sua principal inimiga. Ela pode inviabilizar o uso do aplicativo, tornando-o mais caro que um táxi, como aconteceu comigo.

Voltando de uma festa de madrugada, a tarifa dinâmica do Uber estava fazendo com que uma corrida da Lapa até Icaraí custasse R$155.

20 km por R$155. Um absurdo!

Bike

O meio mais antigo de transporte que citamos, a bicicleta é sem dúvida o mais econômico também. Por isso, ela pode ser uma ótima maneira de ir para o trabalho ou faculdade.

É claro que ninguém vai atravessar a cidade e percorrer 15, 20 ou 30 km de bicicleta para chegar aonde quer. É inviável, pois você vai chegar ao seu destino cansado e suado, além de ser demorado.

Mas se sua casa fica a 5 km do seu trabalho ou da faculdade pode ser uma ótima opção. Inclusive, com o trânsito caótico de hoje em dia, é até mais rápido você ir de bicicleta do que de carro. Sem contar o stress que é enfrentar o trânsito.

Agora, se você percorre mais que 5–7 km e conhece alguém que faz sempre o mesmo caminho que você, a melhor opção pode ser pegar uma carona e rachar os gastos.

Vai sair mais barato que o Uber, você vai ter alguém pra conversar durante o caminho e não precisará se estressar com o trânsito!

O fato é que não existe a melhor opção para todos. Não é como uma verdade absoluta ou uma regra. Tudo vai depender de quais são as suas necessidades, pois cada um desses meios é influenciado pelo modo que você os utiliza.

Por isso, montamos alguns cenários de maneira que tornasse possível fazer essa comparação valer para um grande número de pessoas. Mas não se preocupe.

Caso suas necessidades não apareçam em nosso comparativo, você será capaz de fazer seus próprios cálculos usando a planilha no final deste artigo.

Comparando os meios de transporte privados: quando é melhor ter um carro?

Se você já possui seu carro e quer saber se vale a pena continuar com ele ou passar a usar o Uber pra se locomover, deve levar em conta 4 fatores principais:

  1. Você usa o carro durante a semana para trabalhar ou ir à faculdade?
  2. Quantos km você roda por dia?
  3. Quantas vezes você pegaria Uber por dia, caso não tivesse um carro?
  4. Você usa o carro para viajar?

Esses 4 fatores serão os principais responsáveis para dizer o que vale mais a pena, usar o carro ou pegar um Uber. Sendo assim, dividimos em 2 casos: quem usa o carro para viajar e quem não usa o carro para viajar.

É importante destacar que consideramos o mesmo carro em todos os casos para poder fazer a comparação de maneira correta. As estimativas foram:

  • Valor do carro: R$55.000
  • Seguro contra terceiros apenas: R$1069,44 anual(o cara se garante no volante)
  • IPVA: R$2200 por ano(4% do valor do veículo)
  • Gastos com estacionamento no trabalho ou faculdade: R$300 por mês
  • Manutenção: R$30 por mês (raramente há algum gasto de manutenção num carro novo, mas o mínimo que você deveria fazer para cuidar bem dele é lavá-lo uma vez ao mês)
  • Revisão: R$1100 anualmente
  • Consumo: 10 km/L na cidade
  • Gasolina: R$3,90 o litro
  • Depreciação anual do carro: 8% (como você já possui o carro a depreciação é menor que a do carro 0 km)
  • Seguro obrigatório e licenciamento: R$172

Primeiro caso: Já possui um carro e não usa para viajar

Assim, consideramos as seguintes respostas para as perguntas:

  1. Você usa o carro durante a semana para trabalhar ou ir à faculdade? Sim
  2. Quantos km você roda por dia? 20 km ida e volta
  3. Quantas vezes você pegaria Uber por dia, caso não tivesse um carro? 2
  4. Você usa o carro para viajar? Não

Dessa forma, uma pessoa que usa o carro durante a semana, utilizaria-o 22 vezes ao mês. Estimamos também que para percorrer 10 km seriam necessários, em média 25 minutos.

Com isso, chegamos a um gasto anual de R$14.960 para ter um carro, enquanto no Uber o gasto seria de R$11.088.

Mas não é só isso. Como você é um leitor do nosso blog, sabe a importância de investir seu dinheiro e não deixar ele parado.

Imagina quanto você poderia ganhar se ao invés de gastar esse dinheiro com transporte, aplicasse-o em renda fixa? Nós fizemos essa conta!

Nesse caso, os gastos totais anuais seriam R$15.811 e R$11.718, respectivamente.

A diferença é de R$4.093 por ano ou R$341 por mês. Será que R$4.000 a mais fariam diferença pra você?

Nesse cenário, ter um carro só passa a valer a pena financeiramente se você rodar pelo menos 37 km por dia.

Segundo caso: Já possui um carro e usa para viajar

Para o segundo caso, valem as seguintes perguntas e respostas:

  1. Você usa o carro durante a semana para trabalhar ou ir à faculdade? Sim
  2. Quantos km você roda por dia? 20 km ida e volta
  3. Quantas vezes você pegaria Uber por dia, caso não tivesse um carro? 2
  4. Você usa o carro para viajar? Sim, 2 vezes por mês.
  5. Quantos dias você passa viajando? 3 (finais de semana)
  6. Qual o consumo do carro na estrada? 15 km/L
  7. Qual a distância percorrida na viagem? 450 km (ida e volta)

Como a pessoa viaja e não valeria a penar pegar um Uber para percorrer uma distância tão grande, a opção seria alugar um carro. Por isso, fizemos algumas cotações em empresas de aluguel de veículos. Esse gasto ficaria por volta de R$100 a diária.

Para este segundo caso, chegamos a um gasto total anualizado de R$19.920 para o carro e R$22.296 para o Uber. Dessa vez, o carro é mais vantajoso por R$2.376 ao ano.

Terceiro caso: Comprar um carro, mas não usá-lo para viajar

Aqui, valem as mesmas perguntas do primeiro caso e a necessidade de saber como será feita a compra do carro: à vista ou parcelada.

Para uma compra à vista, consideramos 10% de desconto do valor do automóvel.

Já para o financiamento, consideramos uma entrada de R$16.000 e o restante em um pagamento de 60 parcelas, com juros de 2,8% ao mês. (Todas essas estimativas são de valores reais do mercado).

Como dessa vez estamos tratando da compra de um carro, os valores gastos para isso serão bem maiores do que os anteriores, pois eles não levavam em consideração a quantia gasta no passado para adquirir o carro.

Nessas condições, se você comprar um carro à vista seu gasto final anual chega a R$69.845. Já na compra parcelada, o gasto chega a R$37.910.

Peraí.. Então é mais barato parcelar um carro do que comprar à vista?!

Claro que não! Acontece que estamos levando em conta apenas os gastos do primeiro ano da compra do carro.

Lembre-se que aqui, estamos parcelando em 60 vezes ou 5 anos. Ao final desse prazo, você vai ter pagado R$97.000 por um carro que custava R$55.000 ou R$49.500 pra quem pagou à vista. Quase o dobro do preço!

De um jeito ou de outro, esses valores são bem maiores do que os R$11.718 anuais do Uber. A diferença chega a R$58.127 ao ano.

Quarto caso: Comprar um carro e usá-lo para viajar

Pensa em comprar um carro e usá-lo para viajar? Não tem problema! Fizemos esses cálculos também.

Os gastos aumentam em relação ao caso anterior, pois agora você tem além daquelas despesas os gastos com a viagem. Aí, os gastos totais anuais chegam a R$75.498 para compra à vista e R$42.720 para a compra parcelada.

Apesar desse aumento a diferença para o Uber diminui, já que seus gastos com viagens e aluguéis praticamente dobram o valor de R$11.718 para R$22.545.

Uma diferença de R$52.952 para pagamento à vista e R$20.175 para pagamento parcelado.

Quinto caso: Ter um carro e dividir durante a semana, mas não usá-lo para viajar

Já que você usa o carro cotidianamente, deve conhecer alguém que faz o mesmo trajeto todos os dias. E se você desse carona para essa pessoa todos os dias e pedisse um trocado para ajudar nas despesas com o carro.

Muita gente faz isso, afinal, é uma oportunidade de ganho para os dois lados. Quem tem o carro reduz seus custos e quem não tem ganha conforto e rapidez, por um preço um pouco acima do transporte público e mais barato do que um UberX ou, dependendo, um UberPool.

Nessa comparação, colocamos apenas 1 amigo para dividir os gastos e um valor de R$10 para ida e volta como ajuda pela carona.

Com isso, os gastos reduziram de R$15.811 (do primeiro caso) para R$13.021.

Mesmo assim o Uber ainda compensa, já que nele você gastaria R$11.718. Porém, se ao invés dos 20 km que consideramos você percorrer 26 km por dia, o carro passa a ser mais econômico.

Sexto caso: Ter um carro, dividir durante a semana e usá-lo para viajar sozinho

Assim como no segundo caso quando o carro era mais econômico para viagens, aqui ele será mais econômico ainda, já que você possui alguém para te ajudar no dia a dia.

Nesse formato a diferença é de R$5.165 por ano, com economia para utilizar o carro.

Sétimo caso: Comprar um carro e dividir durante a semana

Da mesma forma que ocorre no terceiro e no quarto caso, andar de Uber é bem mais vantajoso do que comprar um carro, seja para viajar ou não. O benefício de ter alguém para rachar os custos diários não supera as elevadas despesas da compra.

Por curiosidade fizemos a conta, que resultou numa diferença de R$55.476 para compra à vista e R$23.540 para a parcelada. Se você for um viajante as diferenças são: R$49.000 e R$17.072, respectivamente.

Último caso: Pegar carona x Uber x Bike

E se você decidiu não comprar um carro, o que vale mais a pena? Pensando nisso resolvemos comparar carona, bike e Uber.

As principais perguntas aqui são:

  1. Quanto custa a carona?
  2. Qual o valor da bicicleta?
  3. Quantos km você roda por dia?

Admitimos que você gaste R$10 por ida e volta, percorrendo os mesmos 20 km. Afinal, foi o valor que supomos cobrar pela carona. Pense no outro lado. Não seria justo querer pagar menos, né?

Nesse valor, a carona chega a ser R$8.928 mais barata que o Uber. Uma economia de R$744 por mês.

Já na comparação com a bicicleta, consideramos uma bike no valor de R$700 e gastos de R$10 por mês com manutenção e imprevistos (quem nunca teve um pneu furado?!).

Dessa forma, a bicicleta é R$1923 mais barata que a carona e chega a R$7.224 de economia, se comparada ao Uber.

Mas como falamos no início desse artigo, é complicado andar mais de 10 km por dia de bicicleta. Por isso, nem sempre levá-la em consideração.

Qualidade de vida no transporte: stress e produtividade

Nem tudo é apenas o lado financeiro. Existem outros fatores que devem ser considerados ao escolher o meio de transporte.

Um carro certamente pode te dar mais qualidade de vida caso reduza bastante o tempo que você demora para se locomover ou se você tem que enfrentar o trânsito várias vezes ao dia.

Já o Uber e a carona te permitem evitar o stress do trânsito e usá-lo de maneira útil. Como você não está dirigindo pode usar esse tempo para coisas úteis como ler ou adiantar um trabalho no laptop.

Se você passa bastante tempo no trânsito, não dirigir pode, dessa maneira, aumentar bastante a sua produtividade, além de reduzir o stress.

Crie sua comparação pessoal e descubra o que é melhor para você

Como falamos, não é possível ter uma resposta exata para todos os casos. A melhor maneira de comparar o que vale mais a pena para você é fazendo a sua própria comparação, com os seus valores de gastos.

Por isso, disponibilizamos a planilha que usamos para que você possa fazer suas comparações pessoais e descobrir o que é melhor para você.

Caso tenha alguma dúvida ou sugestão para acrescentar, deixe seu comentário.

Descobriu o que é melhor para você? Conta pra gente!


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O que é taxa SELIC: 6 simples coisas que farão você parecer um expert no cenário econômico brasileiro

Você sabe o que é taxa SELIC?

“O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,75 ponto percentual. Com isso, a chamada taxa SELIC passa a ser de 12,25% ao ano. É a menor taxa em 2 anos. O Banco Central afirmou que a inflação está sob controle e que a economia se recupera de forma gradual.”

Com certeza você já ouviu essa notícia no Jornal Nacional, seja recentemente, como ocorreu no dia 22 de fevereiro, ou não.

Você pode até não assistir televisão, mas deve ter ficado sabendo da alteração da taxa SELIC de alguma forma, seja na internet ou em uma roda de amigos.

Mas será que você realmente entendeu e assimilou o significado e os impactos dela?

Acontece que essa notícia é frequente e, apesar de grande parte da população não ter a mínima noção do que ela significa, impacta diretamente as nossas vidas.

Se você quer se diferenciar de grande parte da população brasileira e entender tudo que você precisa saber sobre a taxa SELIC, continue lendo.

Neste artigo você vai aprender sobre:

  • O que é taxa SELIC?
  • O investimento mais seguro do Brasil
  • Pra que serve a taxa SELIC?
  • Qual é o papel do Banco Central nessa história?
  • O que é COPOM?
  • Como a taxa SELIC afeta a sua vida

1 — O que é taxa SELIC?

SELIC é a abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia. A princípio não quer dizer nada, né?

Simplificando: é um "computador" que tem a função de anotar, guardar e operar os títulos públicos federais emitidos pelo governo. Daí a utilização das palavras "liquidação" e "custódia". O acesso a esse sistema é restrito a instituições financeiras.

Como já mencionamos, no nosso guia completo sobre renda fixa, os bancos emprestam dinheiro entre si para suprir alguma necessidade que venha a ocorrer de um dia para outro.

Para isso, diariamente, os bancos acessam o sistema e realizam essas operações a uma taxa conhecida como taxa SELIC overnight.

Taxa SELIC Overnight

“Define-se Taxa Selic como a taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos federais. Para fins de cálculo da taxa, são considerados os financiamentos diários relativos às operações registradas e liquidadas no próprio Selic e em sistemas operados por câmaras ou prestadores de serviços de compensação e de liquidação.”

WTF?!

Essa é a definição do próprio Banco Central para taxa SELIC. Mas o que isso significa?

A taxa SELIC overnight nada mais é que a taxa de juros praticada quando um banco faz um empréstimo de 1 dia para outro banco, usando como garantia (ou lastro) os títulos públicos federais.

E quais as implicações disso?

Como já vimos em outro artigo, as taxas de juros são, geralmente, proporcionais ao prazo e ao risco a que elas estão relacionadas.

Isso quer dizer que quanto maior for o prazo e o risco de determinada operação financeira, maior é a taxa de juros.

Dito isso, você provavelmente já percebeu no que isso implica, né?

Como a taxa SELIC possui o menor prazo (1 dia) e o menor risco (a garantia do governo federal) ela é a menor taxa da economia. Por isso, é chamada também de taxa básica de juros da economia.

2 — O investimento mais seguro do Brasil

Nesse momento, algumas pessoas ficam assustadas quando dizemos que a garantia do Governo Federal é o menor risco que podemos assumir. Afinal, com tantas coisas erradas que vemos na política, é normal ter esse tipo de pensamento.

Mas estamos aqui para falar de educação financeira e não de política.

Diante disso, vou te dar 3 motivos simples que farão você entender, de uma vez por todas, porque a garantia do Governo Federal é o risco mais baixo que podemos assumir.

1) Ninguém além do Banco Central pode imprimir dinheiro.

O Brasil possui uma moeda própria, o Real. Sendo assim, caso o governo não consiga pagar suas dívidas, ele pode simplesmente imprimir mais dinheiro para quitá-las. É claro que isso tem consequências negativas, como o aumento da inflação, mas em casos extremos pode acontecer.

Nenhuma empresa, banco ou pessoa tem este poder.

2) É o governo quem dita as regras do país.

Se o governo estiver necessitando de dinheiro para pagar suas dívidas e não quiser imprimir dinheiro, ele pode aumentar sua arrecadação através de impostos.

Ou ainda, ele pode aumentar a taxa SELIC, fazendo com que os investimentos no país se tornem mais atrativos e ele consiga captar mais dinheiro.

3) O órgão máximo de um país é ele mesmo.

Imagine que o país venha à falência. A crise foi tão grande que o Brasil não conseguiu suportar e simplesmente quebrou.

Para isso acontecer, o país já tomou diversas medidas para tentar solucionar os problemas econômicos e contornar a crise. Como consequência, diversas pessoas, empresas, instituições e bancos foram afetadas com essas medidas e faliram.

Ou seja, elas quebraram antes do governo. Se você possuía investimentos em alguma dessas instituições, você perdeu seu dinheiro.

Por isso, os títulos públicos federais são os investimentos menos arriscados de um país. Inclusive, são mais seguros que a poupança!

Quer aprender a investir no Tesouro Direto? Preparamos um artigo exclusivo para você.

3 — Para que serve a taxa SELIC?

Quando você vê notícias sobre a taxa SELIC, como a que mencionamos no início deste artigo, o que está sendo exposto não é a taxa overnight e sim a meta SELIC.

(A partir de agora, sempre que mencionarmos "taxa Selic", ou simplesmente "Selic", estaremos nos referindo à meta Selic, assim como é feito usualmente por todos.)

Ela é divulgada na forma anualizada, por exemplo, 12% ao ano, e serve como parâmetro para todas as outras taxas praticadas no mercado.

É através dela que os bancos e instituições definem a remuneração de algumas aplicações, bem como as taxas para empréstimos e financiamentos.

Essa taxa é definida pelo Banco Central como ferramenta para guiar a economia do país, como veremos a seguir.

4 — Qual é o papel do Banco Central nessa história?

O Banco Central do Brasil (também chamado de BC ou Bacen) tem a função de inserir ou retirar moeda do mercado, controlar a quantidade de moeda estrangeira em circulação e regular a taxa de juros, entre outras atribuições.

Vamos focar na regulação da taxa de juros.

Como dito anteriormente, é o Banco Central quem define a taxa Selic, por meio do Comitê de Política Monetária (COPOM), podendo aumentá-la, reduzi-la ou mante-la estável.

Comitê de Política Monetária (COPOM)

O COPOM é um órgão do Bacen criado justamente para realizar as funções que mencionamos. Ele é equivalente ao Federal Open Market Committee dos EUA, ao Zentralbankrat da Alemanha e ao Monetary Policy Committee da Inglaterra.

A cada 45 dias o COPOM se reúne para definir qual será a nova taxa Selic. Nessas reuniões são discutidos o que pode influenciar a economia do país, como câmbio, inflação, economia internacional, entre outros.

A partir disso, o comitê discute os cenários possíveis e votam na nova meta Selic. A decisão final é comunicada à imprensa, assim como o viés (se a tendência, nas próximas reuniões é que ela se mantenha, suba ou desça).

As atas das reuniões são divulgadas no dia seguinte, com informações mais detalhadas e podem ser acessadas pelo site do BCB.

Agora que você já sabe quase tudo sobre a SELIC e seu papel na economia, vamos à parte mais importante deste artigo: como a taxa SELIC afeta a sua vida e porque você precisa ficar ligado.

5 — Como a taxa SELIC afeta a sua vida

Enquanto escrevo este artigo, está passando no noticiário que 60 milhões de brasileiros não pagam suas dívidas em dia.

Este é um dos motivos que nos fez criar este blog. Levar educação financeira para o maior número de pessoas possível, para que elas possam ter controle sobre suas finanças, ao invés de se tornarem escravas do dinheiro.

E esse fato está diretamente ligado com a taxa Selic.

Por ser a taxa básica de juros da economia, a Selic influencia a inflação, o câmbio, o consumo, a bolsa de valores, a renda fixa, a poupança e até mesmo o seu emprego!

A Selic e a inflação

A taxa Selic é um importante instrumento usado para controlar a inflação. Quando ela está alta, isso significa que os juros cobrados nos empréstimos e financiamentos também ficam mais altos.

Isso reduz a inflação por dois motivos:

  1. As pessoas evitam as situações que mencionamos (o financiamento de um carro, por exemplo) para não pagar juros altos e acabarem comprometendo sua saúde financeira.
  2. Os investimentos em renda fixa ficam mais atrativos, já que se baseiam na Selic. Com isso, as pessoas preferem investir o dinheiro que recebem do que gastá-lo, adiando o consumo ou até mesmo evitando.

Por outro lado, quando a taxa está baixa, tomar dinheiro emprestado ou fazer financiamentos fica mais barato, já que os juros cobrados ficam menores.

O que ocorre nesse caso é um aumento da inflação, pois as pessoas preferem gastar ao invés de investir, aumentando o consumo.

A Selic e o consumo

Da mesma forma que acontece com a inflação, o consumo também é influenciado. Como a alta da Selic aumenta os juros cobrados no cheque especial e pelos cartões de crédito, fica mais caro comprar de forma parcelada ou utilizar aquele "extra" que o banco te oferece, no final do mês.

Assim, uma taxa Selic alta desestimula o consumo, reduzindo a venda de mercadorias e serviços. Para contornar essa redução e evitar que os produtos encalhem nas prateleiras, as empresas reduzem o preço, diminuindo a inflação.

Já no cenário de uma taxa Selic baixa, o consumo é estimulado, conforme mencionamos no tópico anterior. Isso traz o efeito inverso ao de uma taxa alta: as empresas podem aumentar o preço de seus produtos, já que a procura por eles aumentou, o que eleva a inflação.

A Selic e a Bolsa de Valores

Um cenário econômico com a taxa Selic alta não é favorável para a Bolsa de Valores. Isso ocorre porque com a queda no consumo, cai também a produção e o lucro das empresas que possuem ações na Bolsa.

Além disso, muitos investidores preferem fazer aplicações financeiras em investimentos de renda fixa, deixando de investir em ações, onde o risco é maior.

Na outra ponta, uma taxa baixa estimula o investimento na Bolsa, uma vez que os investimentos em renda fixa ficam menos atrativos, fazendo muitos investidores migrarem para a renda variável.

Veja agora tudo que você precisa saber para começar a investir em ações!

A Selic e o câmbio

A Selic também ajuda a controlar a entrada de investimentos estrangeiros no Brasil.

Quando a Selic está muito alta, o valor do dólar tende a diminuir no país, valorizando o Real. Isso se dá, pois muitos investidores externos fazem aplicações de renda fixa no Brasil. Afinal, nosso país possui uma das mais altas taxas de juros do mundo.

Nossa taxa é a 17a mais alta do mundo, atualmente. Caso consideremos apenas os países com um grau de segurança razoável (superior ao Brasil), é a segunda maior taxa de juros do mundo!

Entrando e circulando mais dólares na economia brasileira, ele se desvaloriza, enquanto o real ganha força.

A situação inversa ocorre quando a Selic está baixa, desvalorizando o Real e diminuindo o investimento estrangeiro no país.

A Selic e a Renda Fixa

É a partir da taxa Selic que os bancos definem a remuneração de alguns investimentos feitos pelas pessoas.

O impacto imediato acontece no título indexado a ela, o Tesouro SELIC ou LFT.

Esse investimento do Tesouro Direto remunera exatamente o valor da Selic. Dessa forma, um aumento da taxa aumenta a rentabilidade, enquanto uma diminuição resulta na redução da mesma.

Grande parte dos investimentos em renda fixa estão relacionados ao CDI.

Em geral, CDI e SELIC são muito próximos.

Acontece que ao invés de usar títulos públicos como garantia, os bancos podem usar seu próprio título baseado na sua solidez, chamado de Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Nesse caso, a taxa de juros utilizada é o CDI. Portanto, CDI e Selic são proporcionais, ou seja, caminham juntos.

Logo, um cenário de Taxa Selic baixa reduz os rendimentos de grande parte dos investimentos em renda fixa, enquanto o oposto ocorre em um cenário de alta dessa taxa.

A Selic e a poupança

O rendimento da poupança depende diretamente do valor da taxa Selic do período:

  • Se a taxa SELIC é maior que 8,5% ao ano, a poupança terá rendimento de 0,5% ao mês + a TR (taxa referencial — usada para influenciar o rendimento da poupança e os juros finais de alguns contratos de empréstimos)
  • Se for menor ou igual a 8,5%, a poupança terá um rendimento equivalente a 70% da taxa SELIC

A Selic e o seu emprego/estágio

Se você leu até aqui, é muito provável que você queira saber como a taxa Selic influencia seu emprego ou estágio. Afinal, isso afeta diretamente o seu salário e pode te dar muita dor de cabeça.

Assim como você pode ver a notícia sobre o aumento ou redução da taxa Selic, você também pode acompanhar empresas realizando demissões em massa e dando férias temporárias aos funcionários.

É muito comum isso acontecer em alguns setores da economia, como no automotivo, demonstrando que o mercado está desaquecido por conta do baixo consumo.

Com o aumento da taxa Selic o consumo diminui e as empresas passam a vender menos, fazendo com que não seja necessário manter a produção de produtos no mesmo ritmo.

Além disso, com o número de vendas baixo, existe uma necessidade cada vez menor de funcionários trabalhando nas linhas de produção ou na venda direta com o cliente.

Na perspectiva do empregado, isso pode fazer com que você acabe sendo demitido, perdendo sua principal fonte de renda. Outro ponto negativo é que com o mercado desaquecido fica difícil conseguir outro emprego.

Isso acontece também no ponto de vista do estagiário: fica difícil conseguir um estágio com o mercado em contração. Ainda, com empregados sendo demitidos, estagiários passam a assumir as funções deles, aumentando a responsabilidade e tendo que trabalhar mais.

É por isso que você precisa aprender a investir e começar a depender cada vez menos do seu trabalho. Dessa forma, você não fica refém do cenário econômico e passa a controlar a sua vida financeira.

Para fazer isso é muito simples. Basta se inscrever na nossa newsletter para receber nossos conteúdos exclusivos e acompanhar o blog. E o melhor: é de graça!

6— Bônus: a taxa SELIC hoje e seu Histórico

Atualmente, a taxa Selic está cotada a 8,25% ao ano. Este é o menor nível desde o início de 2015 quando estava em 11,75% ao ano.

Essa última redução faz com que a taxa Selic se aproxime cada vez mais de sua mínima histórica de 2012, quando era cotada a 7,25%, sob o comando de Alexandre Tombini.

Agora que você já sabe tudo sobre a Selic, separamos a evolução da meta Selic desde março de 1999. Tente lembrar dos impactos que mencionamos e imaginar como era o cenário econômico na época.

Ficou com alguma dúvida? Conta pra gente nos comentários! 

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Qual é a melhor corretora? Comparamos elas para você

A sua corretora de valores cobra taxas abusivas? Neste infográfico, você vai descobrir qual é a melhor corretora e o que analisar na hora de escolher a sua.

Uma das perguntas que nós mais ouvimos é: “Qual a melhor corretora?”

A resposta é simples. A melhor corretora é aquela que te oferece tudo o que você precisa pelo menor preço.

Porém muitas pessoas não sabem que preço é esse.

Isso faz com que elas se sintam inseguras na hora de investir, com medo de acabar perdendo dinheiro, em vez de ganhar.

Pensando nisso, nós criamos esse infográfico explicando quais são os custos e quais as melhores corretoras (confiáveis, completas e com menores taxas).

Dê uma olhada e preste atenção nas dicas no final.

 

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Em breve testaremos diversos Home Brokers para avaliar a qualidade de cada um. Enquanto isso, aproveitamos para analisar os custos de cada uma delas e compará-los para você.

Alguns outros aspectos são relevantes e devem ser considerados na hora de fazer essa escolha. Aí vão as dicas:

Fatores que influenciam na escolha de uma corretora

  • Qual é a qualidade do atendimento ao cliente?
  • A estrutura de custos e taxas é clara e simples?
  • Qual a qualidade do Home Broker? É possível operar de dispositivos móveis?
  • Há recomendações de investimentos?
  • Que outras ferramentas são disponibilizadas, por exemplo, calculadora de imposto de renda e plataforma de análise gráfica?

Apesar desses fatores serem considerados na escolha da melhor corretora, sem dúvida, os dois que mais pesam são a estrutura de custos e a qualidade do Home Broker.

Não deixe de escolher uma corretora na qual você se sinta à vontade para realizar seus investimentos.


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Como investir em Renda Fixa: o guia completo para quem nunca saiu da poupança

Se você tem investimentos na poupança, não se preocupe. Aqui você vai aprender tudo sobre como investir em renda fixa, neste guia completo!

Muito antes de começar a investir, ainda criança, ouvia meu pai comentar sobre investimentos, bolsa de valores, taxa SELIC (não sabe o que é? Calma! Continue lendo que eu te explico daqui a pouco) e alguns outros aspectos da economia.

De fato, eu não entendia uma palavra sequer, mas alguma coisa fazia meus olhos brilharem: o fato de ganhar dinheiro enquanto eu poderia estar na praia ou jogando bola com os amigos.

Esse foi um dos primeiros motivadores que fizeram meu interesse por educação financeira existir e crescer junto comigo, enquanto eu amadurecia.

Agora, eu te pergunto: quem não gostaria de ganhar dinheiro, enquanto não faz nada? Se essa parece ser uma pergunta fácil de ser respondida, a realidade é tão óbvia quanto: a oportunidade de ganhar dinheiro sem fazer absolutamente nada NÃO EXISTE.

O que não estava claro àquela época, para mim, era que este “nada” significava saber: em que instituição investir, analisar riscos, taxas, prazos, garantias, carência, investimento mínimo, retorno financeiro, diversificação e imposto de renda. (Ufa! quem diria em.)

Tenho certeza que este também é o seu caso, por mais que seus motivos e objetivos sejam outros, assim como os meus, hoje, são completamente diferentes.

À medida que eu crescia e compartilhava das opiniões do velho, volta e meia ouvia em algumas discussões: “deixar suas economias na poupança é perder dinheiro” ou “seu gerente do banco está te fazendo perder dinheiro”.

Isso me deixava intrigado: como alguém pode colocar seu dinheiro, que foi conseguido com horas e horas de trabalho, em algum lugar de modo a perder dinheiro? De fato, a resposta era simples: essa pessoa não sabia o que estava fazendo.

A realidade é que a maior parte da população brasileira não entende de investimentos e isso não é uma surpresa. Uma aula sobre investimentos, educação financeira ou sobre a importância do dinheiro e a função dele na vida das pessoas passa longe das salas, inclusive nas melhores escolas.

Sem dúvidas, é um dos principais motivos para os brasileiros ainda deixarem seu dinheiro na poupança e terem medo de tudo que envolva dinheiro e matemática, ao mesmo tempo.

Se você tem investimentos na poupança ou conhece alguém que tem, fico feliz por você ter lido até aqui. Continue lendo, porque vou te explicar tudo que você precisa saber para sair da poupança e começar a investir em renda fixa, HOJE mesmo!

Neste artigo você vai aprender sobre:

  • O que é renda fixa?
  • Indexadores e suas características
  • Títulos prefixados e pós-fixados
  • O que é cada uma dessas siglas malucas: CDB, LCI, LFT, etc.
  • Porque poupar pouco não é desculpa para não investir em renda fixa
  • Riscos da renda fixa
  • O que é liquidez e porque você precisa saber disso
  • Como comparar investimentos de renda fixa
  • Aonde investir

1 - Mas afinal, o que é renda fixa?

Imagine que você está endividado e precisa pegar dinheiro emprestado no banco. O banco aprova seu empréstimo e te empresta dinheiro, mas para isso cobra juros de você. No caso da renda fixa, os papéis estão invertidos.

Isso mesmo! Agora quem está emprestando dinheiro é você e, por isso, é a sua vez de receber os juros.

Renda fixa é apenas um termo, utilizado para classificar qualquer tipo de investimento que possui uma regra de remuneração conhecida e data de vencimento. Isso significa que você sabe quanto vai ganhar no investimento que fizer e que, quando ele vencer, você receberá seu dinheiro.

2 - Indexadores

A regra de remuneração varia para cada renda fixa e pode ser chamada também de indexador (este é o nome difícil que utilizam para que você não entenda). Os principais indexadores utilizados no Brasil são:

Taxa SELIC: é o que chamamos de taxa básica de juros da economia. Basicamente, é a taxa que o governo paga quando pega dinheiro emprestado no mercado. Para os curiosos, a sigla SELIC é a abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Certificado de Depósito Interbancário (CDI): antes de mais nada, é importante dizer que CDI e DI (depósito interbancário) são a mesma coisa. Então, quando você ler em algum lugar alguma dessas siglas, saiba que não há diferença entre elas.

O DI, como o nome diz, é um depósito realizado por um banco para outro banco, para suprir alguma necessidade de caixa. Cada banco, ao realizar este depósito, cobra uma taxa do outro, que pode ser diferente a cada depósito. Sendo assim, a média dessas taxas que são cobradas pelos bancos para emprestar dinheiro entre si é chamada de taxa DI.

Uma grande parte dos investimentos em Renda Fixa (RF) utiliza a taxa CDI (não se esqueça, é a mesma coisa que DI : ) como base para dizer quanto vai te pagar, e expressa isso em porcentagem.

Separamos um comparativo de alguns investimentos para ilustrar como você verá, quando estiver analisando seus investimentos de renda fixa.

como investir em renda fixa

Como você pode ver, na coluna rentabilidade está expresso quanto do CDI, determinado investimento está pagando. Por exemplo, o CDB do banco Máxima com prazo de 720 dias, possui rentabilidade de 114% do CDI ao ano.

Isso significa que, se o CDI estiver valendo 15%, a rentabilidade desse investimento será 17,1% = 114% x 15%. Não se preocupe com as outras colunas agora. Falaremos de cada uma delas mais pra frente.

Deu pra perceber que existem outros indexadores, além do que já falamos aqui. Então, vamos continuar.

IPCA: A nossa popular inflação ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. O IPCA é um índice utilizado para avaliar a variação no preço dos itens consumidos pelas famílias brasileiras.

Dentre esses itens estão: alimentação, transporte, comunicação, despesas pessoais, vestuário, habitação e saúde. Praticamente, tudo que é consumido pela grande maioria da população. Por isso, possui grande relevância no mercado e é utilizado como indexador.

IGPM: menos popular que o IPCA, o Índice Geral de Preços do Mercado também é a “nossa inflação”. A diferença está na maneira como o cálculo é feito. O IGPM é muito utilizado para atualizações de preço no mercado imobiliário.

Se você prestou atenção na tabela acima, percebeu que os últimos títulos não possuem nenhum indexador. Isso se dá pelo fato de serem investimentos prefixados. Os indexadores que comentei são utilizados para títulos pós-fixados.

Mas, o que seria prefixado e pós-fixado?

Prefixado é todo investimento que você pode calcular no início, exatamente quanto receberá ao final do vencimento do título. Por exemplo, na nossa tabela, temos um CDB do Banco Modal que paga 13,2% de juros sobre o valor que você investir.

Isso significa que independente de quanto esteja valendo o IPCA, o CDI ou qualquer outro indexador, aquele CDB te pagará 13,2% ao ano.

Já os títulos pós-fixados, estão atrelados a indexadores. Eles também são investimentos em renda fixa, pois, apesar de não ser possível calcular, no momento da aplicação, exatamente quanto você receberá ao final do investimento, sua regra de remuneração é conhecida e possui data de vencimento.

Por exemplo, um CDB do Banco Original que paga 103% do CDI. Não conseguimos calcular exatamente quanto receberemos, porque não sabemos o valor exato do CDI (já que ele varia), mas sabemos que independente de qual for esse valor, receberemos 103% dele.

Bem, agora que falamos sobre como é a regra que o dinheiro que você investirá em renda fixa segue para aumentar, vamos desmistificar essa sopa de letrinhas que é a renda fixa e fazer você entender para onde está indo o dinheiro que você está emprestando.

3 - A sopa de letrinhas

CDB, Debênture, LC, LCI, LCA, LTN, LFT, NTN-F, NTN-B, etc. São tantas opções de renda fixa, que podem te deixar louco e acabar fazendo você desistir delas. Por isso, explicarei de maneira rápida o que é cada um deles, para que você saiba diferenciá-los.

CDB (Certificado de Depósito Bancário): você empresta dinheiro para um banco. Nesse caso, seu dinheiro será utilizado pelo mesmo para realizar algumas de suas operações.

Debênture: título onde você empresta dinheiro para empresas privadas, para que elas possam financiar seus investimentos.

LC (Letra de Câmbio): parecido com o CDB, só que neste caso, o emissor é uma financeira e não um banco.

LCI (Letra de Crédito Imobiliário): quando investe em LCI, você está emprestando seu dinheiro para instituições públicas ou privadas, autorizadas pelo Banco Central, financiarem negócios do setor imobiliário.

LCA (Letra de Crédito do Agronegócio): equivalente à LCI para o setor de agronegócio.

Até agora falamos basicamente de tipos de investimentos emitidos por empresas públicas ou privadas, mas também existem títulos emitidos pelo governo.

Tesouro Direto

No caso dos investimentos no Tesouro Direto, estamos emprestando dinheiro para o governo financiar suas diversas atividades como as da saúde, infraestrutura, educação, etc. Existem algumas opções de investimentos no Tesouro Direto, que diferem em alguns aspectos.

Tesouro Direto — Prefixados

Tesouro prefixado ou LTN (Letras do Tesouro Nacional): quando você investe em LTN você tem o retorno da sua aplicação somente na data de vencimento do título ou no resgate do título (caso queira retirar o dinheiro antes). No vencimento, você receberá R$1000 para cada unidade do papel.

NTN-F (Notas do Tesouro Nacional série F): diferente da LTN, na NTN-F o pagamento de juros ocorre a cada seis meses. A cada pagamento semestral incide o Imposto de Renda. Da mesma maneira, ao final do investimento você receberá R$1000 para cada papel que possuir.

LTN e NTN-F são títulos públicos prefixados. Isso significa que sabemos exatamente quanto receberemos ao final da aplicação (R$1000 por cada papel).

Nesse caso, é aconselhável mantê-lo até a data de vencimento, pois caso opte por resgatar antes, o governo irá te pagar o valor do título na data do resgate, que pode ser menor do que o contratado na data da compra.

Tesouro Direto — Pós-fixados

Tesouro SELIC ou LFT (Letra Financeira do Tesouro): como o nome diz é um investimento do tesouro direto que utiliza a SELIC como indexador. Assim como a LTN, o retorno é recebido somente na data de vencimento ou caso opte por vendê-lo antes, o governo recomprará o título pelo valor de mercado.

Tesouro IPCA+ com juros semestrais ou NTN-B (Notas do Tesouro Nacional série B): assim como a NTN-F, há pagamento de juros semestrais com incidência de imposto de renda. A diferença é que a NTN-B é um título pós-fixado indexado ao IPCA.

Isso significa que seu rendimento é dado pelo IPCA + uma taxa predeterminada, da mesma forma que os títulos privados que possuem o IPCA como indexador.

Tesouro IPCA+ ou NTN-B Principal (Notas do Tesouro Nacional série B -Principal): a única diferença esse título para o anterior é que não há pagamentos semestrais. O rendimento é recebido somente ao final da aplicação.

Ufa… Achei que essas siglas não fossem acabar. Por mais que haja alteração ou criação de novos títulos e novas siglas, o mais importante é entender para onde seu dinheiro está indo, como se dará o seu rendimento (seja atrelado a algum indexador, seja prefixado), sua data de vencimento e suas garantias, como o FGC (continue a leitura, que mais pra frente você saberá o que é o FGC).

Se você gosta da ideia de emprestar dinheiro para o governo, afinal ele é a entidade mais financeiramente segura de um país, essa sugestão de leitura é essencial para você.

4 - “Eu deixo meu dinheiro na poupança porque eu consigo poupar apenas 100 reais por mês.”

Isso foi o que um amigo me disse uma vez e é o pensamento de muitas pessoas que ainda deixam seu dinheiro na poupança. Elas acreditam que para começar a investir em renda fixa precisam ter muito capital.

Acontece que, atualmente, os bancos estão aceitando aportes mínimos cada vez menores e é possível investir com R$100, R$50, R$30 e até R$1 (isso mesmo, 1 real).

Se olharmos novamente a imagem que coloquei um pouco acima vamos ver que, sim, existem títulos que necessitam de investimentos maiores, como R$200 mil. Mas, também existem títulos que não possuem requisito mínimo, como os primeiros da tabela.

E detalhe: todos eles possuem rendimento muito superior à poupança.

como investir em renda fixa

Dependendo da onde você for investir, as opções de investimento podem variar bastante e isso afeta os valores de aporte mínimo.

Normalmente, quanto maior for o prazo do investimento e maior for o valor mínimo, maior será a rentabilidade.

5 - É preciso estar atento, pois até mesmo Renda Fixa possui riscos!

Quem nunca emprestou dinheiro para um colega comprar um lanche no colégio e não teve o dinheiro de volta? Esse é um exemplo bobo, mas serve para mostrar quais são os riscos de investir em renda fixa.

Da mesma maneira de quando você empresta dinheiro para uma pessoa e existe a possibilidade dela não te devolver, nos investimentos em renda fixa existe a possibilidade da instituição não te pagar, como deveria.

Isso já aconteceu algumas vezes no nosso país, como o caso do banco Cruzeiro do Sul e do banco PanAmericano, mas calma! Desde 1995, existe uma instituição chamada Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O Fundo Garantidor de Crédito

O Fundo Garantidor de Crédito é uma instituição privada e sem fins lucrativos, criada para dar segurança aos investimentos no país, depois de um período de alta instabilidade econômica vivenciado até meados da década de 90.

Através do FGC é possível recuperar seus investimentos, caso a instituição a qual você emprestou dinheiro não pague o que te deve. Por meio dele, podem ser recuperados até R$250 mil por instituição e por CPF. Ou seja, caso você tenha investimentos de R$ 240 mil em um banco e R$100 mil em outro, e ambos quebrem, seus investimentos estão protegidos.

Mesmo assim, é preciso ficar de olhos bem abertos na hora de investir, pois existem títulos que não são garantidos pelo FGC. Na nossa tabela, você pode ver que apresentamos somente títulos que possuíam garantia do FGC e nunca investiríamos em um que não fosse.

como investir em renda fixa

Portanto, nunca recomendaríamos a alguém investir em uma renda fixa que não tenha garantia do FGC. Quando for investir, tenha certeza de que seu investimento está protegido pelo FGC.

Considero esse como sendo, sem dúvida, o maior risco que um investidor de renda fixa poderia correr, apesar de ser o mais improvável. Além desse, existem outros riscos menores que afetam a rentabilidade da sua carteira de renda fixa e que merecem destaque.

Um deles está implícito na tabela e pode te causar grandes dores de cabeça. É o que chamamos de liquidez do ativo.

Liquidez e carência

Você deve ter olhado a tabela e não achou nenhuma coluna escrita "liquidez" ou algo do tipo. Acontece que liquidez, nada mais é do que a facilidade de converter seu investimento em dinheiro novamente.

Se observarmos, na tabela temos a coluna prazo, que indica quanto tempo depois de ter feito o investimento você receberá seu dinheiro de volta. Isso significa que, caso optemos pela LC Facta, poderemos retirar nosso dinheiro quando quisermos, pois o investimento possui liquidez diária.

Por outro lado, caso optemos por um CDB do Banco Pan, só teremos o retorno do dinheiro 360 dias após investirmos. Percebeu como isso pode te gerar complicações?

Se você investir seu dinheiro em títulos com prazos maiores, é preciso ter em mente que você só irá recebê-lo ao final do prazo estipulado. Então, separe exatamente a quantidade que você pode destinar para seus investimentos, sempre de olho no prazo de cada um deles e atento às suas obrigações, como pagamento do cartão de crédito, conta de celular, etc.

Inclusive, é aconselhável que se invista em títulos de renda fixa com prazos mais longos, pois normalmente, te proporcionarão uma maior rentabilidade. Nada que um bom planejamento dos seus investimentos não resolva.

Apesar de ter acabado de dizer, que você só receberá seu retorno ao final do prazo do investimento, é possível vender seu título no mercado secundário caso haja necessidade.

Assim como expliquei anteriormente, na parte sobre o Tesouro Direto, é possível se desfazer do investimento antes de sua data de vencimento. Naquele caso, o governo vendia seu título no mercado e te pagava o valor dele àquela data.

Alguns investimentos de renda fixa permitem negociação no mercado secundário. Basicamente, o que isso significa é que é possível vender seu título para terceiros, por meio da própria corretora. Isto é mercado secundário.

Nesse caso, ao invés de devolver o título para o emissor, você está repassando-o para alguém, que, a partir daquele momento, será o dono do ativo. Com isso, você recebe uma rentabilidade proporcional ao tempo que permaneceu com o investimento ou até mesmo, inferior.

Diante disso, é preciso avaliar a real necessidade de utilizar o mercado secundário, para não diminuir a rentabilidade da sua carteira de renda fixa.

Já a carência é o período que o seu dinheiro fica "preso" no investimento, sem poder realizar qualquer tipo de movimentação. Ou seja, se a carência de um investimento for de 3 meses, após a aplicação seu dinheiro deverá permanecer nele por, pelo menos, 3 meses.

Risco de alterações na política econômica

Prefixado ou pós-fixado, ambos os títulos de renda fixa estão sujeitos ao risco de alterações na economia. Por que isso acontece? Simplesmente, porque os indexadores e a inflação sofrem variações ao longo do tempo, podendo prejudicar o seu ganho real.

Imagine que tenhamos um investimento prefixado que pague 10% ao ano e que dure 2 anos. No primeiro ano, a inflação foi 8,5%, mas no ano seguinte superou os 10%, chegando a 12%. Apesar de ter tido um ganho aparente ao final do investimento, seu ganho real foi negativo, pois a inflação no segundo ano superou a rentabilidade do investimento.

Para se proteger da inflação, investe-se em títulos que utilizem o IPCA ou IGPM como indexador (como já mencionamos antes). Por exemplo, uma LCI que pague IPCA+5%. Independente do valor da inflação (IPCA), seu ganho real está protegido, já que você receberá sempre 5% a mais do que a mesma.

O mesmo pode acontecer com títulos pós-fixados atrelados ao CDI. No cenário atual, é muito difícil a inflação superar bons investimentos em renda fixa.

Entretanto, caso você possua investimentos nos grandes bancos de varejo (como aquele investimento que seu gerente te ofereceu), que oferecem uma gama muito limitada de produtos, não fique surpreso caso isso aconteça.

Além disso, caso o indexador sofra uma queda, você pode não estar efetivamente perdendo dinheiro, mas pode estar deixando de ganhar mais, se tivesse investido em um ativo que apresente um indexador em tendência de alta.

Para garantir que você esteja fazendo um bom investimento e extraia o máximo de rentabilidade dos seus ativos, é preciso que você saiba comparar os títulos de renda fixa.

6 -  Aprenda a comparar seus investimentos em Renda Fixa

A maioria dos investimentos de renda fixa são isentos de taxas de administração e custódia (se está pagando alguma dessas taxas é a hora de rever aonde está investindo), exceto os títulos do Tesouro Direto.

No Tesouro Direto existe a cobrança de taxas de custódia, uma cobrada pela BM&FBOVESPA e outra, que pode ou não ser cobrada pela instituição financeira (por onde você está investindo).

A primeira custa 0,3% a.a. sobre o valor investido e a segunda varia de acordo com cada instituição. Para saber se a instituição cobra esta taxa ou não, basta acessar o site do Tesouro Nacional, neste link.

Agora, se algum banco ou corretora quiser te cobrar taxas para operar ou manter investimentos em renda fixa, fuja! Atualmente, diversas corretores oferecem o benefício de taxa zero para qualquer investimento em renda fixa.

Apesar disso, há um "custo" que muitas vezes não é possível evitar na renda fixa, o Imposto de Renda. Pois é, não bastasse ter que pagar imposto de renda ao receber seu salário e os milhares de outros impostos existentes no Brasil, também há incidência de IR nos investimentos em renda fixa.

Eles seguem a tabela de alíquota regressiva do imposto de renda, apresentada a seguir, e incidem apenas sobre o lucro no investimento:

22,5% para investimentos até 6 meses
20,0% para investimentos entre 6 meses e 1 ano
17,5% para investimentos entre 1 e 2 anos
15,0% para investimentos superiores a 2 anos

Por isso, muito importante na hora de comparar e decidir qual título de renda fixa comprar, é observar se aquele investimento é isento ou não de IR. Normalmente, LCIs, LCAs e debêntures são investimentos isentos de imposto de renda. 

Isso significa que, para poder comparar uma LCI com um CDB e saber qual é mais vantajoso, é necessário descontar o IR que incidirá sobre o CDB e só então, com o que chamamos de rentabilidade líquida, compará-los.

Caso queira entender melhor como seria essa comparação, sugiro o artigo "Como comparar investimentos em renda fixa?", do Jornada do Dinheiro.

Se você leu até aqui, certamente está interessado em aumentar seus ganhos em investimentos e sair da poupança. Deve ter percebido também que não somos nem um pouco fãs de bancos, muito menos de seus gerentes. Provavelmente, está se perguntando qual é o melhor investimento em renda fixa? Onde devo investir?

7 - "Agora que já aprendi sobre renda fixa, aonde devo investir?"

Sem dúvida nenhuma, fique longe dos bancos quando se tratar de investimentos e procure uma corretora. Elas vão te oferecer uma variedade muito maior de opções para seus investimentos e, consequentemente, rentabilidades muito melhores.

De fato, busque uma que não te cobre taxas, nem nada do tipo. Se você conseguir reservar apenas uma pequena parcela para investir, procure uma corretora que ofereça produtos com um valor mínimo baixo. Uma delas é a Sofisa, que permite aplicações a partir de R$1.

Lembre-se, normalmente, quanto maior for o prazo do investimento e maior for o valor mínimo, maior será a rentabilidade.

Avaliar qual é o melhor investimento em renda fixa é uma questão muito pessoal. Vai depender, principalmente, da quantidade disponível para investir e do prazo esperado para o retorno. Com essas duas coisas definidas, é possível utilizar algumas ferramentas, como calculadoras de renda fixa, para avaliar as opções disponíveis. Recomendamos o App Renda Fixa.

8 -  Conclusão

Com toda essa informação, acreditamos ter esclarecido muitas de suas dúvidas e temos a certeza que você já está preparado para pegar esse conhecimento e aplicá-lo hoje mesmo para sair da poupança, obtendo ganhos reais nos seus investimentos.

Finalmente, esperamos que você obtenha rendimentos muito melhores e nunca mais volte para a poupança.

Caso ainda tenha alguma dúvida, deixe seu comentário aqui embaixo. Ficaremos muito felizes em te ajudar.