Afinal, o Day Trade realmente funciona? Este estudo inédito comprova que não.

Você já se deparou com alguma propaganda oferecendo cursos de Day Trade enquanto rolava o feed do Facebook ou procurava algo relacionado a investimentos no Google?

Se sim, provavelmente surgiu uma dúvida (sensata): será que o Day Trade realmente funciona?

Ps: Caso você não tenha ideia do que seja Day Trade, dá uma olhada nesse artigo aqui: O que é Day Trade? Aprenda as 3 melhores ferramentas para operar com essa técnica.

Apesar de ainda ser alvo de polêmicas, o debate sobre a real eficiência do Day Trade é antigo e remete ao lançamento do livro Japanese Candlestick Charting Techniques, de Steve Nison, que popularizou a análise gráfica no mundo.

De um lado, os Traders, defensores dessa prática, afirmam conseguir lucros consistentes operando somente por meio da análise técnica e de gráficos.

De outro, os investidores da escola fundamentalista, liderados pelo famoso Warren Buffett, se negam a admitir a credibilidade dessa técnica.

Mas, afinal, qual é o veredicto? O Day Trade realmente funciona?

Esse é um assunto bastante polêmico, então imagine o quão complexo é escrever sobre ele sem, inevitavelmente, gerar desavenças com pessoas que tenham opiniões contrárias (o que está longe de ser nossa intenção).

É quase um Fla x Flu do mercado financeiro.

Por isso, quero deixar claro que esse texto reflete apenas uma opinião própria sobre o assunto.

Essa opinião é baseada nestes 4 pontos:

  • A metáfora do Tabuleiro de Xadrez
  • Correlação ≠ Causalidade
  • O estudo da FGV sobre a rotatividade dos portfólios
  • Por que há tantos cursos?

A metáfora do Tabuleiro de Xadrez

Essa metáfora foi originalmente publicada por Simon Wardley em um texto no blog Hackernoon. O autor permitiu que nós a adaptássemos para esse tema.

“Imagine um mundo onde as pessoas jogam Xadrez umas contra as outras. Tanto seu status social como sua riqueza são determinados pelo quão bom você é jogando Xadrez. Rankings de jogadores de Xadrez são criados e os ganhadores são tratados como celebridades. A competição é tudo.

A parte mais estranha desse mundo é que, no entanto, ninguém nesse mundo jamais viu um tabuleiro de Xadrez. Quando eles jogam Xadrez nesse mundo, eles o fazem através de um painel de controle como esse:

day trade metáfora

Cada jogador começa sua vez apertando um botão, referente à uma peça. Cada jogador sabe exatamente qual peça o outro competidor selecionou. As brancas (b) começam:

day trade metáfora

As pretas (p) jogam, sendo seguidas pelas brancas (b) e novamente as pretas (p).

day trade metáfora

O jogo continua até um certo ponto, geralmente depois de uma longa sequência de botões, em que o sistema anuncia que alguém ganhou ou que a partida empatou.

day trade matáfora

Sem o conhecimento dos jogadores, existe, na verdade, um tabuleiro. Quando eles pressionam o botão referente ao peão, por exemplo, um dos peões é aleatoriamente selecionado e então movido pelo tabuleiro, também aleatoriamente.

Entretanto, tudo isso é escondido dos jogadores. Eles não têm ideia que existe um tabuleiro. Tudo o que eles veem são um painel para selecionar peças e… uma sequência!

Com base na sequência as pessoas desse mundo começam a encontrar padrões “favoráveis”. Por exemplo: os melhores jogadores aparentemente selecionam a Rainha com a maior frequência possível!

Aos poucos, as pessoas começam a aparecer com suas próprias combinações favoritas e tentam aprender com as combinações de outros vencedores.

“Quando seu oponente move o Rei, você deve responder com Rainha, Rainha, Torre.”, diz um jogador famoso.

Algumas pessoas desse mundo escrevem livros sobre táticas secretas como “A arte do Bispo” ou “As 10 sequências mais populares dos Vencedores de Sucesso”. Você já pode até imaginar o anúncio na InfoMoney sobre o “Jogador revela sua estratégia de Xadrez com maior taxa de acertos e indica 5 sequências”.

Lembre-se, essas pessoas não fazem isso porque são bobas, mas sim porque não tem o conceito de tabuleiro nesse mundo.

Agora vamos supor que uma dessas pessoas — por sorte, ou por acidente — descubra que o tabuleiro realmente existe e consiga interagir com ele.

Imagine que um dia você acabe jogando contra esse jogador, mas ele consegue ver algo diferente… o tabuleiro. Você começa planejando utilizar sua sequência favorita, abrindo com Peão, Peão, Rei. Você faz seu primeiro movimento.

day trade metáfora

Ele responde com um Peão, você faz seu próximo movimento, ele joga novamente e você perde.

day trade metáfora

“O que acabou de acontecer aqui?!” você grita. “Obviamente isso foi sorte!”

Mas, sempre que você joga contra esse jogador, você perde. E perde rápido. Você continua anotando as sequências que ele utiliza, no intuito de usá-las contra ele.

Ele te derrota com 2 botões — Peão (p) e Rainha (p) (conhecido como Mate do Louco) — ou com quatro botões — Peão (p), Rainha (p), Bispo (p), Rainha (p) (conhecido como Xeque Pastor). No entanto, você nunca consegue ganhar simplesmente copiando suas sequências.

As pessoas vão ficar espantadas com as habilidades incríveis desse jogador, mas também confusas por não poderem replicar seu sucesso. E vão começar a buscar todas as formas diferentes para explicar o que está acontecendo.

Talvez seja o ‘timing’? Talvez seja sua atitude, ou algo cultural? Ele parece estar feliz (por estar ganhando). É a felicidade o segredo para a invitória? Todos os tipos de correlações e especulações vão ser propostas.”

Porque essa metáfora faz todo sentido pro Day Trade

A mensagem dessa metáfora é clara: as pessoas tem a tendência natural de querer encontrar padrões no que veem. No entanto, um padrão por si só não significa nada. 

Assim como o BigData, assunto original dessa metáfora, o Day Trade também é baseado em padrões estatísticos. Muitas vezes nem há matemática envolvida, apenas a observação de um investidor que “encontrou” um padrão nos gráficos.

E os padrões estatísticos por si só não podem ser tratados como uma lei. Ou seja, não tem sentido causal.

Para entender melhor, esse sentido causal, vamos ao próximo ponto.

Correlação ≠ Causalidade

Qual conclusão você chega ao observar um gráfico como esse?

day trade causalidade

Como você é esperto, provavelmente concluiu que os dados tem uma grande correlação. Afinal, sempre que um deles cresce, o outro também cresce e vice-versa.

Agora, é possível afirmar a partir disso que há uma relação de causalidade entre eles? Ou seja, se eu diminuísse um deles, o outro necessariamente diminuiria?

Caso você tenha respondido que sim, é melhor olhar o gráfico completo:

day trade causalidade

Esse gráfico, que aparentemente mostra duas coisas muito correlacionadas, na verdade relata o número de afogamentos por queda em piscinas e o número de filmes em que o Nicolas Cage apareceu.

Se houvesse uma relação de causalidade entre eles seria possível acabar com os afogamentos simplesmente proibindo o Nicolas Cage de fazer filmes!

Estranho né?

O nome para fenômenos como esse é correlação espúria. Ela ocorre quando aparentemente há uma grande correlação entre duas coisas, porém sem nenhum sentido prático.

Infelizmente, essas correlações não se limitam a filmes de Hollywood.

No mercado financeiro tem sido cada vez mais frequente a divulgação de correlações espúrias como ferramentas para prever as movimentações do mercado e ganhar dinheiro com isso.

Quantas vezes você já não viu alguma entrevista de um Trader dizendo que “sua estratégia com gráficos funciona em 80% das operações”? Ou que “aquele padrão de Candlestick aponta que a bolsa vai subir com certeza”?

Apesar dos percentuais altos e de toda a aparente complexidade dos gráficos, não se deixe enganar. Até porque, se você for se basear nisso, quem mais acertou o futuro da bolsa de valores americana foi a produção de manteiga em Bangladesh.

Toda vez que alguém te disser: “A bolsa vai cair, pois o gráfico está formando uma figura tal. Sempre que forma essa figura a bolsa cai!”, desconfie e lembre-se de que correlação não significa causalidade.

Muito provavelmente isso é apenas uma correlação espúria.

O estudo sobre rotatividade dos portfólios

Em 2014, um estudo liderado por Pedro Luiz Albertin e William Eid Junior se debruçou sobre a seguinte questão:

“Os gestores brasileiros que compram e vendem ações com muita frequência conseguem obter resultados melhores do que aqueles que carregam as ações por muito tempo?”

Para isso, os pesquisadores analisaram 95 fundos de investimento durante o período de 2007 até 2011.

O resultado que eles encontraram foi esse:

 

estudo day trade

Se o Day Trade fosse realmente eficaz, grandes fundos contratariam Traders e obteriam resultados incrivelmente melhores se comparados aos fundos que simplesmente compram uma ação para carregar no longo prazo.

No entanto, a pesquisa nos mostra que, ao contrário do imaginado, os fundos que vendiam e compravam ações com muita frequência obtiveram um resultado pior do que aqueles que as carregavam por um longo período de tempo.

Ah, vale dizer que a hipótese inicial do estudo era que a alta rotatividade ajudaria o gestor a ter resultados melhores.

Dessa forma, a conclusão da pesquisa foi uma surpresa até mesmo para os pesquisadores.

Se apenas os argumentos anteriores não tinham sido suficientes para te convencer de que o Day Trade não funciona, tenho certeza de que após esse estudo isso mudou.

Afinal, se os gestores — que são os profissionais mais capacitados para investir no mercado financeiro - não conseguem fazer o Day Trade funcionar, quem conseguirá?

Mas, se o Day Trade não funciona…

Por que existe tanto curso de Day Trade?

Antes de responder a essa pergunta, gostaria que você lesse este artigo sobre corretoras.

Entender como elas ganham dinheiro é fundamental para seguirmos adiante.

 A maioria dos cursos de Day Trade é oferecido por corretoras ou portais de notícias vinculados a elas. E isso não é a toa.

Ter muitos Traders em sua base de clientes é extremamente lucrativo para as corretoras.

Como um Trader compra e vende ações diariamente, ele acaba gastando muito mais com taxas de corretagem do que um investidor de longo prazo.

Aliado a isso, muitas corretoras ainda cortaram a taxa de custódia (uma estratégia para ganhar mercado frente à grande concorrência), tornando o investidor de longo prazo ainda menos lucrativo para elas.

Dessa forma, elas tiveram que adotar um estratégia para formar novos Traders e aumentar sua base de clientes desse tipo.

Para isso, muitas começaram a oferecer cursos — até mesmo gratuitos — e a divulgar o sucesso de seus Traders, criando o conceito de que era possível ganhar dinheiro de forma rápida e segura na bolsa de valores.

Coincidentemente, nenhuma grande fortuna foi formada por investidores que adotassem essa prática.

Sendo assim, se você é um iniciante na bolsa de valores e não sabe por onde começar, evite ao máximo ser persuadido por técnicas que prometam ganhos milionários, em pouco tempo e sem risco.

Afinal, se fosse possível, todos já estariam ricos. 

Eaí, curtiu esse artigo?

Acha que o Day Trade realmente não funciona ou já conseguiu bons resultados com ele?

Comente sobre a sua história com ele para que o pessoal possa saber um pouco mais de quem viveu isso na prática!


oferta pública aquisição opa

Desmistificando uma OPA : Saiba como funciona a Oferta Pública de Aquisição para Fechamento de Capital

Quinta-feira, 27 de junho.

As ações da Unipar Carbocloro (UNIP3, UNIP5 e UNIP6), empresa fabricante de cloro, derivados e soda cáustica, estão agendadas para entrar em leilão no dia seguinte, sexta-feira.

O motivo? Uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) movida pelo seu controlador, a Vila Velha S.A. (administradora da família Geyer).

O intuito dessa oferta é fechar o capital da Unipar — em bom português, retirar as ações de negociação da bolsa de valores.

Para isso, a Vila Velha S.A. se oferece para comprar as ações dos demais acionistas por um determinado preço. Nesse caso, foi oferecido R$7,50 por ação.

Nessa situação, diversas pessoas que tinham investido nas ações da empresa ficaram em dúvida sobre como deveriam proceder e algumas até acreditaram no mito de que poderiam perder todo o dinheiro investido.

Se você é um deles, fique tranquilo, as notícias são boas.

Nós desmistificamos completamente a Oferta Pública de Ações (OPA) para fechamento de capital.

Nesse artigo você irá aprender sobre:

  • Como funciona uma OPA para fechamento de capital
  • Quais são suas opções e como você deve agir
  • O que você deve esperar?

Como funciona uma OPA para fechamento de capital

Esse tipo de oferta pública de aquisição acontece quando o controlador da empresa ou a própria empresa (chamado de ofertante) decide fechar o capital da companhia.

Como seria injusto forçar os demais acionistas a serem sócios de uma empresa de capital fechado (que não negocia na bolsa, dificultando a venda de suas ações), o controlador ou a empresa é obrigado a se oferecer para comprar essas ações (daí o nome ofertante), permitindo que os investidores se desliguem da empresa.

Além disso, no intuito de garantir que os investidores recebam um preço justo pelas suas ações, uma empresa (em geral, banco) é contratada para elaborar um laudo de avaliação da companhia, indicando o valor justo de cada ação.

Após isso, o ofertante deve escolher um valor igual ou maior que o da avaliação (no caso da Unipar, foi escolhido R$7,50).

Uma exceção é quando a empresa fez um aumento de capital (ofereceu novas ações ao mercado) e menos de 1 ano depois decide fazer um OPA para fechar o capital. Nesse caso, o preço oferecido deve ser no mínimo igual ao que ela recebeu por ação quando fez o aumento.

Quais são suas opções

Os acionistas podem, então, seguir 5 opções distintas:

  • Se abster, simplesmente não informando à corretora que deseja participar do leilão de OPA;
  • Aceitar a oferta, informando à corretora que deseja participar do leilão e irá aceitar um preço inferior ou igual ao que é ofertado (no caso, R$7,50);
  • Não aceitar a oferta, informando à corretora que quer participar do leilão, porém só aceitará vender a ação por um preço superior ao ofertado (ex.: aceitar vender por R$30, sendo que o ofertado é R$7,50);
  • Aceitar o fechamento de capital, informando à corretora expressamente que deseja continuar com as ações da companhia e concorda com o fechamento;
  • Reunir uma assembleia com acionistas que juntos detenham mais de 10% das ações em circulação no mercado para realizar uma nova avaliação da companhia. O requerimento para essa nova avaliação deve ser enviado até 15 dias após o anúncio do OPA, contendo os questionamentos ao método antigo e o novo laudo. Caso o preço da nova avaliação acabe sendo igual ou inferior ao do OPA, esses acionistas deverão arcar com todos os custos da assembleia. Caso o preço seja maior, o ofertante pode desistir da OPA ou seguir o novo valor.

O que pode acontecer

2 coisas que podem acontecer

  • Caso os acionistas que aceitaram o preço da oferta ou o fechamento do capital tenham mais de 2/3 das ações em circulação (os que se abstiveram, os controladores e a tesouraria são desconsiderados nesse cálculo), a OPA é bem sucedida. Se você optou por não vender as ações, se tornará sócio de uma empresa fechada (sem ações negociadas na bolsa) ou poderá vendê-las pelo preço do OPA.
  • Caso as ações que sobraram no mercado sejam correspondentes a menos de 5% das emitidas pela companhia, ela pode decidir resgatar essas ações, pagando o preço do OPA por elas.

Ex: No caso da Unipar, ela poderia resgatar as ações que sobraram pagando R$7,50 por elas.

Conclusão

Não há porque ter medo de perder dinheiro caso a empresa da qual você possui ações decida fechar o capital e sair da bolsa de valores.

Na pior das hipóteses, a companhia oferecerá na OPA um preço inferior ao das ações no mercado, como é o caso da Unipar (a Vila Velha S.A. ofereceu R$7,50 por ação, sendo o preço de mercado R$13,40 na data de hoje).

Mesmo nesse caso, você não deve se preocupar tanto. Não há sentido para os acionistas aceitar vender suas ações por um preço menor do que ele conseguiria vendendo na bolsa de valores.

Dessa forma, a tendência é que a OPA não se concretize.

Ainda tem alguma dúvida? Deixe sua pergunta nos comentários que nós responderemos o quanto antes.


melhor cartão de crédito

Nós comparamos os 5 cartões de créditos mais inovadores e este é o ideal para você

Desde a fundação do Nubank, em 2013, ter um cartão de crédito ficou mais fácil (e barato) para os brasileiros.

Sem tarifas, anuidade e com juros rotativo (explicaremos abaixo) um pouco menor que os cartões tradicionais, o apelidado “roxinho” revolucionou o mercado de cartões.

E os concorrentes não ficaram parados.

Seguindo o modelo inovador do Nubank, em 2016 foi lançado o Digio, utilizando a bandeira Visa.

Como um dos maiores problemas do Nubank era a demora para se conseguir um cartão (a fila de espera era gigantesca e você ainda precisava de um convite para entrar nela), o Digio surgiu como uma alternativa mais rápida e sem a necessidade de convites.

Além disso, o Digio ainda cobra um juros rotativo menor, podendo chegar à metade do rival.

Apesar da popular concorrência entre os dois, há também outros cartões que não cobram anuidade e oferecem serviços únicos aos clientes.

Fizemos este comparativo entre os 5 cartões que consideramos os mais inovadores. Dá uma olhada!

cartão de crédito

Mas afinal, qual o melhor cartão de crédito para mim?

Todos os cartões são muito bons.

Entretanto, cada pessoa tem um perfil diferente e um cartão que se encaixa melhor dele.

Quero um cartão completo e não ligo tanto para atendimento ao cliente e tecnologia:

Se esse é seu caso, sem dúvidas, o melhor cartão para você é o Saraiva.

Ele oferece uma solução completa, sem cobrar anuidade e ainda conta com um bom programa de vantagens, o Saraiva Plus.

Quero um cartão que entenda minhas necessidades e não me trate como mais um cliente:

Esse é o perfil exato de quem opta pelo Nubank.

Como se já não fosse suficiente a ausência de anuidade e tarifas, o cartão também conta com um atendimento pessoal e humano, aliado ao excelente aplicativo, considerado o mais inovador para iPhone em 2015.

Apesar de não possuir um programa de vantagens próprio, o qual ainda está em desenvolvimento, é possível utilizar programa da bandeira, o MasterCard Surpreenda.

Quero um cartão para comprar acima de R$1400, com uma pegada social e que devolva me dê dinheiro em vez de milhas:

Para todos os perfis existe um cartão.

O Trigg, apesar de cobrar anuidade, possui o programa CashBack. Nele, uma parte da sua fatura é simplesmente devolvida em forma de crédito para compras futuras.

Além disso, o cartão possui uma pegada alternativa. Você pode utilizar o dinheiro do CashBack para fomentar o empreendedorismo social. Maneiro né?


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As 7 ações mais indicadas para você lucrar com a crise política

Disclaimer: Este artigo apresenta as 7 ações mais indicadas para você lucrar na crise política. Esta não é uma recomendação de compra ou venda de qualquer ativo elaborada pelo Edufinance. Este artigo é apenas uma curadoria de informações de alguns dos maiores analistas do mercado.

“Acabou.“

— Renan Calheiros

Essa foi a resposta do então Presidente do Senado ao ser questionado sobre a situação do Presidente Michel Temer após a divulgação dos áudios com o empresário Joesley Batista.

Divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do Jornal O Globo, a notícia de que o Presidente havia sido gravado dando aval à compra do silêncio de Eduardo Cunha parecia pôr fim a qualquer esperança de que Temer se mantivesse no governo.

Colocava fim, também, na esperança de aprovação das reformas que eram tão aguardadas pelo mercado financeiro, como a Trabalhista e a da Previdência.

O dia seguinte foi, assim, catastrófico para a bolsa de valores.

Após 25 minutos de abertura e mais de 10% de queda, ocorreu o Circuit Breaker. Ele é uma ferramenta utilizada pela B3 (antiga BMF&Bovespa), na qual todas as negociações são congeladas, evitando uma queda exagerada das ações.

Para você ter uma ideia, a última vez que isso aconteceu foi em 2008, com a crise financeira americana.

Nós publicamos, ainda antes da abertura do pregão, um artigo explicando o que fazer em momentos como esse caso você tenha dinheiro investido em ações.

Além de não perder dinheiro, ainda é possível lucrar com a crise política.

A queda acentuada dos preços abriu uma ótima oportunidade para compras, que foi aproveitada por grandes investidores, como Luiz Barsi.

Para ajudar você a escolher as melhores ações nesse momento, nós compilamos as indicações dos principais bancos e corretoras após a delação da JBS.

Essas são as 7 ações mais indicadas até agora para lucrar na crise

Unipar (UNIP6)

Inserida em um oligopólio que fornece cloro e soda cáustica para 90% dos processos industriais em diversos setores, com alto histórico de dividendos e desvalorizada por um briga societária.

Com um valor patrimonial de R$14,40 a ação está sendo negociada a R$9,18 devido a uma briga societária. O case completo pode ser lido aqui.

Sanepar (SAPR4)

A Sanepar é uma das melhores empresas de saneamento do país, que enfrentou um processo de revisão tarifária turbulento com respingos sobre as ações.

Ontem, contudo, o preço das ações teve uma queda de 12,95%, equivalente a uma perda de valor de mercado de R$ 1,770 bilhão, ou seja, superior em 12% a todo o valor do EBITDA estimado para o ano em curso.

“Com ou sem Temer, toda a população da sua área de concessão continuará usando os serviços de água e esgoto, não resultando em mudança de expectativa de resultado.A empresa não tem exposição ao dólar e costuma ser um dos setores mais conservadores da economia. Ontem as ações fecharam cotadas a R$ 9,84, indicando um múltiplo EV/EBITDA17 de 4,2x, contra uma média estimada para o setor de 6,5x a 7,0x, o que consideramos excessivamente baixo. Acreditamos que passando o mau humor, o preço das ações voltará a subir. O nosso preço alvo é de R$ 17,00, com potencial de valorização de 73% até o final do ano”, explica a consultoria WhatsCall.

Itaú (ITUB4)

Segundo a WhatsCall, o Itaú continuará gerando resultados fortes e sólidos com ou sem Temer na presidência, com o dólar a R$ 3,10/US$ ou a R$ 3,50/US$.

“As ações do Itaú (ITUB4) fecharam a R$ 34,68 ontem com queda de 12% em relação ao dia anterior, negociando a 8,2x o Preço/Lucro 17 (P/L), versus um média histórica de 11,0x”, dizem os analistas.

Vale (VALE5)

As ações da empresa devem ter um bom desempenho, apesar da crise política instaurada, afirma o Citi. De acordo com o banco, o impacto técnico do cenário política na companhia é insignificante.

Além do banco, o maior investidor pessoa física da bolsa, Luiz Barsi, também recomendou as ações da companhia, afirmando ter se aproveitado do Circuit-Breaker para comprá-las.

Fibria (FIBR3), Klabin (KLBN3), Suzano (SUZB5)

“A rentabilidade da indústria de celulose está próxima dos níveis máximos. Na opinião dos nossos analistas do setor, é improvável que os preços atuais de celulose sejam sustentáveis por muito tempo, uma vez que a rentabilidade da indústria é muito alta, incentivando assim os produtores a funcionar com 100% de utilização e a retomar a capacidade de usinas de celulose menos eficientes”, ressalta o analista Tiago Binsfeld, do Itaú BBA.

Ele afirma que no curto prazo, contudo, a relação entre a oferta e demanda continua a beneficiar os produtores.

“O ENCE, principal produtor europeu de celulose de eucalipto, anunciou a primeira alta de preços para as remessas de celulose de junho. Esta é outra indicação de que o momento positivo de curto prazo dos preços deverá continuar, com os aumentos sendo sustentados por uma forte demanda, surpresas do lado da oferta e estoques sob controle”, finaliza.


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Devo vender minhas ações após as delações da JBS?

A delação da JBS abalou de vez o cenário econômico e político brasileiro:

“Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio Cunha“.

— Jornal O Globo

Provavelmente vocês já viram a notícia sobre os áudios do Temer e todo alvoroço que isso causou na política.

A pergunta é: como a bolsa reage a isso?

Do pior jeito possível: muito provavelmente um circuit breaker irá acontecer hoje. Quando há um movimento muito brusco no preço das ações, a B3 (antiga Bovespa) aciona o circuit breaker, interrompendo as negociações para evitar uma queda exacerbada dos papéis.

Se você possui ações hoje, lembre-se do efeito manada. O mercado tem a tendência de reagir exageradamente a boas e más notícias. Os próximos dias darão a vocês uma oportunidade única de presenciar esse movimento irracional dos investidores.

Então, o que eu devo fazer?

Primeiro: defina o quanto você precisa do dinheiro que tem investido em ações no curto prazo. Caso não tenha necessidade de retirá-lo e possa continuar com as ações por 1 ou 2 anos, essa será a melhor alternativa.

Vender em um dia que todos só pensam em vender é suicídio. Lembre-se: a perda só se concretiza quando você vende suas ações.

Segundo: caso você precise do dinheiro no curto prazo, mantenha a calma e escolha a melhor hora para vender. A primeira hora de pregão, de 10~11h é com certeza o pior horário para fazer isso.

Historicamente a volatilidade nesse período é maior que a média do dia. Espere a poeira abaixar.

Pessoas que perceberam a desvalorização excessiva das ações irão comprá-las, causando uma correção que diminuirá a queda nos preços. Não se precipite em vender hoje.

A delação da JBS não pode te abalar

Se essa notícia abalou sua confiança na bolsa brasileira e nas ações que você investe, você deveria aprender mais sobre análise fundamentalista.

Ela considera os aspectos de um negócio na hora de analisar ações de uma empresa e tomar decisões sobre comprar ou vender. Dessa maneira, esse tipo de análise tem foco no valor de uma ação e não em seu preço de mercado.

Sabemos que de início pode parecer confuso, por isso, preparamos um artigo que vai te ajudar a entender melhor como ela funciona.

http://edufinance.com.br/investir/balanco-patrimonial/


análise de balanço análise financeira

7 Dicas incrivelmente simples para analisar o balanço patrimonial de uma empresa

Se você já conhece a análise fundamentalista, sabe que ela é composta por um diagnóstico criterioso dos documentos contábeis de uma empresa. Um deles é o balanço patrimonial. Nós entendemos que não é nada fácil entender todos aqueles números, muito menos interpretá-los.

Mas fique tranquilo, neste artigo, trouxemos 7 dicas simples que vão fazer você entendê-lo.

 

“Price is what you pay, value is what you get.”

— Warren Buffett

 

Com $74,9 bilhões na conta, Warren Buffett é o maior exemplo de alguém que criou fortuna do zero apenas investindo na bolsa de valores.

Aluno de Benjamin Graham, o jovem Buffett tornou-se fã desde cedo do método de value investing, criado por seu professor.

Decidiu, então, juntar seu dinheiro e o de alguns familiares (nenhum deles com alguma quantia significativa) para começar a investir em ações de empresas.

E foi assim que, utilizando esse método, ele se tornou o #4 homem mais rico do mundo.

Nós aqui do blog gostamos muito dessa técnica e a utilizamos em praticamente 90% dos nossos investimentos em ações.

Costumamos nos referir a ela (de maneira mais ampla) como análise fundamentalista.

Essa técnica é tão incrível por um simples motivo: ela diminui extremamente o risco de você perder dinheiro em uma ação.

Ela segue o princípio mais simples da economia doméstica: comprar coisas que estão sendo vendidas por um preço menor do que realmente valem.

Assim, o investidor analisa a empresa, buscando o valor intrínseco da companhia.

Caso esse valor seja maior que o preço pelo o qual ela está sendo negociada, dizemos que ação está barata e pode ser uma boa ideia comprá-la.

Simples, né?

Tem ideia de como é feita essa análise?

Bom, existem 3 documentos que são os pilares de qualquer empresa:

  • Balanço Patrimonial
  • DRE (Demonstração do Resultado do Exercício)
  • DFC (Demonstração de Fluxo de Caixa)

A boa notícia é que você não precisa ser um profissional graduado em economia ou contabilidade para saber analisar esses documentos.

Nós do Edufinance vamos dar uma mãozinha para que você se torne um expert nisso e consiga escolher boas empresas para investir.

 

Estas 7 dicas simples farão com que você saiba tudo que precisa para começar a analisar o balanço patrimonial de uma empresa.

 

1 - Ativo é todo dinheiro que você tem ou vai receber

Essa é a primeira cara de um balanço patrimonial e ela mostra todos os ativos da empresa.

balanço patrimonial

Lembre-se: ativo é apenas um nome bonito para se referir a todo o dinheiro que você ainda vai receber, todo o dinheiro que você tem e tudo o que pode virar dinheiro.

Ele se divide em 2 partes:

Ativo circulante: tudo aquilo que é ou pode virar dinheiro em menos de 1 ano.

Ex.: Se alguém tem uma dívida com você e vai te pagar daqui a 6 meses, então essa dívida vai entrar em ativo circulante (já que irá virar dinheiro em menos de 1 ano).

Ativo não-circulante: tudo aquilo que vai ser pago ou pode virar dinheiro apenas após um prazo maior que 1 ano. Além disso, todos os bens duradouros (imóveis, carros, máquinas) ou que são utilizados para o funcionamento da empresa são inseridos nessa conta.

Ex.: O mesmo exemplo anterior, mas no caso da dívida só ser paga daqui a 18 meses. Como demoraria mais de 1 anos para reaver dinheiro, ele entraria em ativo não-circulante.

Da mesma forma, um edifício adquirido pela empresa que não tenha o objetivo de revenda entrará no ativo não-circulante (caso ela tivesse comprado para revender, ele entraria em estoque, no ativo circulante).

2 - Passivo é tudo o que você tem que pagar

Na segunda página do balanço, temos o passivo da empresa (deixaremos o patrimônio líquido para outro artigo, não se preocupe tanto com ele agora).

balanço patrimonial

Mais uma vez: o passivo é um nome feio para tudo o que você deve ou vai ter que pagar.

Da mesma forma que o ativo, ele é dividido em 2 partes:

Passivo circulante: tudo o que deve ser pago no prazo de 1 ano.

Passivo não-circulante: tudo o que deve ser pago em um prazo maior que 1 ano.

3 - Sempre compare o balanço ao longo dos anos

“O balanço patrimonial é uma foto da empresa.”

Se você nunca ouviu essa frase, bom, ouviu agora e vai ouvir muito no futuro.

Apesar de parecer irrelevante, ela traz uma questão fundamental sobre o balanço patrimonial: assim como uma foto, ele retrata apenas o que a empresa é hoje, negligenciando todo o histórico e evolução dela.

Dessa forma, é desaconselhável tirar conclusões observando o balanço de apenas um ano da empresa.

O mais utilizado pelos analistas é a comparação entre 3 a 5 anos, no curto prazo, ou até 10 anos para empresas maiores e com vasto histórico.

Este último era o mais utilizado por Benjamin Graham, que chegava a comparar 50 anos de dados dos balanços em suas análises.

Procure acompanhar os seguintes pontos:

  • Evolução do estoque: o crescimento excessivo do estoque pode significar que ele está sendo mal gerenciado, o que aumenta a necessidade de capital de giro, prejudicando o lucro da companhia.
  • Clientes x Fornecedores: é muito importante que a companhia consiga pagar os fornecedores o mais tarde possível e que receba dos clientes o quanto antes. Caso a conta clientes esteja aumentando, significa que a empresa está deixando de receber. Em contrapartida, se a fornecedores estiver diminuindo, significa que a empresa não está conseguindo parcelar suas compras. Isso pode levar a um descontrole nas contas da companhia e em casos extremos à sua falência.

4 - Nunca compare balanços de empresas de setores diferentes

Um dos maiores erros na análise de balanços é querer comparar dados de empresas de setores diferentes.

Na prática, é a mesma coisa que comparar um jogador de futebol com um piloto de fórmula 1 a fim de descobrir qual dos dois é melhor. Simplesmente não faz sentido.

Empresas do setor de tecnologia, por exemplo, tendem a ter muito menos ativos (já que não possuem estoque físico) do que supermercados (que tem um grande estoque).

Por isso, sempre que for comparar o balanço de duas empresas — o que é muito aconselhável — , garanta que elas sejam do mesmo setor.

5 - Fique de olho nos indicadores de liquidez

Sabe qual o melhor jeito de não perder dinheiro na bolsa? Não investir em uma empresa à beira da falência.

Para garantir que isso não aconteça, vamos mostrar alguns indicadores extremamente simples que mostra a capacidade da empresa de honrar com suas dívidas.

  • Índice de Liquidez Corrente: Ativo Circulante ÷ Passivo Circulante

É o mais abrangente dos indicadores, oferecendo apenas uma visão superficial sobre a solvência (capacidade de arcar com as dívidas) da empresa.

Indica a capacidade da companhia de arcar com seus compromissos no curto prazo (1 ano).

Em linhas gerais, caso esse indicador fosse maior que 1, a empresa não correria risco de falência (insolvência).

No entanto, imagine que metade do seu ativo circulante é composta por estoques difíceis de vender (prédios, por exemplo). Será que ela ainda conseguiria pagar suas contas?

  • Índice de Liquidez Seca: (Ativo Circulante - Estoque) ÷ Passivo Circulante

Para resolver esse problema, foi criado o índice de liquidez seca. Agora, o estoque não é mais levado em conta no cálculo. Isso permite uma análise mais precisa da situação da empresa.

Novamente, em linhas gerais, quando esse indicador é superior a 1, não há risco de insolvência na empresa.

  • Índice de Solvência de Caixa: Caixa ÷ Passivo Circulante (trazido a valor presente)

Se mesmo assim você ainda não se sente seguro, então use esse indicador.

Ele possui o rigor máximo em termos de liquidez, mostrando se a empresa consegue pagar hoje, à vista, todas as suas dívidas.

O trazido a valor presente significa simplesmente aplicar o desconto por ter feito o pagamento à vista.

6 - Dê atenção extra às Notas Explicativas

Todo o balanço é acompanhado de Notas Explicativas. Como o próprio nome diz, elas explicam detalhes importantes que ajudam o investidor na análise da empresa.

Por exemplo, às vezes a empresa é pouco endividada, mas sua dívida é em moeda estrangeira. Isso a deixa suscetível a variações na taxa de câmbio que, dependendo da magnitude, podem prejudicar e muito seu resultado.

Há também a arriscada “Síndrome dos Outros”, como relatado pelo economista Alexandre Póvoa.

Nela, alguns ativos e passivos são declarados como “outros ativos” e “outros passivos”, ficando a explicação do que realmente se tratam nas Notas Explicativas.

O volume de dinheiro contido nesses “outros” muitas vezes é gigantesco.

7 - Onde encontro o balanço das empresas?

Pode parecer um detalhe bobo, porém quem está iniciando no mercado financeiro frequentemente sofre por não saber onde encontrar os documentos das empresas.

Por lei, toda companhia de capital aberto (listada na bolsa) deve fornecer os 3 documentos que citamos acima, tanto em seu site, quanto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Dessa forma, você pode encontrar o balanço patrimonial procurando pela área de relacionamento com investidores no site da empresa.

Para encontrá-lo, basta buscar por “nomedaempresa ri” no Google.

A outra maneira é acessando o site da Bovespa. Basta buscar o nome da empresa e todas as informações que ela forneceu à CVM estarão disponíveis para você baixar.


Quer saber mais sobre analise fundamentalista e investimento em ações?

Nesse artigo, que já ajudou mais de 1000 pessoas, nós explicamos o passo-a-passo para quem quer começar a investir na bolsa de valores.

http://edufinance.com.br/investir/como-investir-na-bolsa-de-valores/

Caso ainda não se sinta seguro para iniciar na bolsa de valores, fique tranquilo. O importante é investir. Para isso, fizemos um artigo completo sobre renda-fixa.

Ele vai tirar todas as suas dúvidas e permitirá que seu dinheiro renda mais que a poupança sem precisar correr nenhum risco.

http://edufinance.com.br/investir/como-investir-em-renda-fixa/

 


dinheiro trás felicidade

Dinheiro traz felicidade? Estes 3 estudos mudarão completamente seu pensamento sobre isso

A discussão entre dinheiro e felicidade ainda é atual. A exibição de altos padrões de vida é muito frequente nos dias de hoje, proporcionada pelo grande acesso à informação e pelas mídias sociais. Diante disso, cada vez mais as pessoas estão se perguntando: dinheiro traz felicidade?

 

dinheiro traz felicidade

“Dinheiro não traz felicidade, mas te leva para sofrer em Paris.”

Essa frase tornou-se um jargão das conversas entre amigos nos últimos anos.

Apesar de engraçada, ela traz uma reflexão importante sobre 2 temas fundamentais da nossa vida: dinheiro e felicidade.

Você realmente acredita que há uma correlação entre os dois?

É possível que uma pessoa triste torne-se feliz, simplesmente por ter mais dinheiro?

Documentário Happy  — Dinheiro traz felicidade?

Se você pensa assim e acha que quem diz o contrário está falando besteira para ignorar a importância do dinheiro, você precisa assistir ao documentário Happy.

O documentário é fruto de 6 anos de estudo investigativo em diversos países sobre o que traz felicidade. As explicações vem de estudos da neurociência, sociologia e psicologia da felicidade. E nada tem a ver com dinheiro.

Se você ainda não acredita e gosta de dados para comprovar, aí vai.

Existe um Relatório Mundial da Felicidade, que é elaborado pela ONU para medir a felicidade dos países e amparar as políticas públicas dos países. No último relatório os EUA estão na 14ª posição, embora sejam o país mais rico do mundo, em termos do PIB.

Apesar disso, existem sim, muitas pessoas usando a máxima de que dinheiro não traz felicidade justamente para isso: ignorar completamente a importância do dinheiro nas nossas vidas.

A questão é que o dinheiro está ligado às nossas vidas por todos os lados e é impossível não precisar dele, a menos que você viva isolado da sociedade.

Por isso, é preciso saber lidar muito bem com o dinheiro e ter o que chamamos de educação financeira. Assim, é possível usar o dinheiro e transformá-lo na verdadeira felicidade.

E isso não tem nada a ver com viver uma vida de conforto e luxo, como comprova o documentário. Muito menos com ter o carro do ano ou uma mansão, apesar de você poder ter isso se souber usar bem seu dinheiro e ser feliz mesmo assim.

A verdadeira felicidade

A verdadeira felicidade foi um termo inventado há muitos anos na Grécia Antiga, por uma escola de filosofia chamada Estoicismo. Eles acreditavam que a virtude era o único caminho para felicidade e que, por isso, os filósofos estavam imunes à infelicidade.

Calma! Não estou falando para você virar filósofo, nem que eles estavam certos. Porém, a conclusão que eles chegaram é interessante.

A solução para alcançar a verdadeira felicidade, segundo eles, é aprender a querer as coisas que já temos ao invés de querer sempre mais e querer o que os outros tem.

E isso faz um certo sentido, né?!

Quantas histórias já ouvimos de pessoas ricas que quanto mais tinham mais queriam e que eram infelizes ou que disseram que eram mais felizes quando tinham menos bens.

O Paradoxo da Escolha

Em seu livro O Paradoxo da Escolha, de Barry Schwartz, o autor lembra que no mundo está enraizada uma busca sem fim pela felicidade e que ela é alcançada por meio da liberdade.

Assim, quanto mais liberdade uma pessoa tem mais feliz ela é.

Entretanto, quanto mais liberdade, mais opções e escolhas temos para tomar decisões, o que torna a vida mais complexa e, consequentemente, deixa as pessoas menos felizes.

Então, surge o paradoxo da escolha: o que gera mais felicidade? Mais liberdade ou menos decisões?

Dessa forma, foram realizados experimentos para provar que mais liberdade não traz felicidade.

Em um deles, os pesquisadores apresentaram 2 situações diferentes para um visitante em uma loja de doces.

  • Uma mesa com 24 sabores de doces
  • Uma mesa com apenas 6 sabores de doces

O primeiro objetivo era identificar qual mesa atraía mais pessoas. Já o segundo, era identificar qual mesa vendia mais doces.

O resultado foi surpreendente.

A mesa com mais sabores atraiu mais gente. No entanto, ela vendeu bem menos doces que a mesa que tinha apenas 6 sabores.

Isso porque mais opções geram escolhas mais difíceis, fazendo com que as pessoas prefiram optar pela inércia para não se frustrar no futuro por não terem feito a melhor escolha.

Conclusão

A solução para a felicidade não é reduzir o número de escolhas. Se fosse assim, uma ditadura totalitária e intervencionista seria o caminho para a felicidade.

O caminho para a felicidade é se contentar com os bens que temos, as escolhas que tomamos, o que já fazemos e ficarmos felizes por isso.

Olha a conclusão dos estoicos aí!

Atenção! Não estamos condenando a ambição e a busca por crescimento. É necessário, apenas, ter equilíbrio e coerência nessa busca, que deve estar sempre atrelada a felicidade, se você quiser ser uma pessoa feliz.

Sabemos que a teoria é muito diferente da prática. Ninguém vai sair de infeliz à verdadeira felicidade do dia para a noite apenas porque acabou de ler isso.

É preciso colocar em prática.

Pra isso, existem duas técnicas que devem ser praticadas para acabar com a insaciabilidade: a visualização negativa e a visualização projetiva.

A visualização negativa é uma técnica que visa fazer com que a pessoa tente imaginar a perda.

Imagine que você tenha perdido algo que você possui e que é muito importante para você. Uma coisa que afetaria bastante a sua vida e que, provavelmente, você não seria o mesmo sem ela. Pense nas consequências disso.

Faça isso durante 5 minutos, todo dia. Quando esse tempo passar, é importante perceber fisicamente que você ainda tem aquela coisa. Quando você fizer esse contato, isso vai fazer com que você fique feliz por tê-la.

Já a visualização projetiva é quando você se remove de determinada situação.

Em alguns momentos acontecem situações que fogem do nosso controle. Simplesmente, não há nada que possamos fazer para contornar a situação, ou seja, independente de nossas ações a situação não deixará de existir. Sendo assim, ficar angustiado ou sofrer não mudará nada.

Nesse momento, é preciso imaginar que essa situação ruim está acontecendo com outra pessoa e pensar em que conselhos daríamos para aquela pessoa.

Dessa maneira, devemos focar nossos esforços apenas em atitudes que possam mudar situações que estão sob nosso controle. É necessário pensar: “Posso fazer alguma coisa para mudar isso?”

Se a resposta for sim, foque seus esforços nisso. Se a resposta for não, pratique a visualização projetiva.

Pode parecer maluquice para alguns, mas garantimos que funciona.

 

Gostou desse artigo? Ele faz parte de algo muito maior.

Fique atento, em breve você poderá ficar por dentro do #SegredodosMilionarios

Enquanto isso, aconselhamos que você leia esses dois artigos para se preparar para o que está por vir:

Como investir em Renda Fixa: o guia completo para quem nunca saiu da poupança

Como investir na Bolsa de Valores: as 7 coisas que você precisa saber para começar a investir


3 motivos pelos quais a queda da Selic fará muitas ações subirem em 2017

“Projeção para Selic no fim de 2017 cai em 9,25% ao ano para 9% ao ano, diz Focus”

A contínua queda da inflação em 2017 vem possibilitando crescentes cortes na taxa básica de juros brasileira, a temida queda da Selic.

Caso você não saiba o que essa taxa significa e como ela afeta absolutamente todos os seus investimentos em renda-fixa, é extremamente importante que você leia esse artigo.

Resumindo, o que acontece na economia quando a taxa Selic cai?

  • Os bancos cobram menos para emprestar dinheiro às pessoas;
  • Os investimentos de renda-fixa dão menos lucro em valores absolutos;
  • A dívida das empresas, normalmente atreladas a taxas que derivam da Selic, diminuem.

A união desses 3 fatores tem potencial de iniciar um movimento histórico de alta no mercado de ações brasileiro.

Eles são tão importantes que, caso as previsões positivas se confirmem, haverá uma enxurrada de dinheiro na bolsa de valores, podendo elevar o Ibovespa a incríveis 84.500 pontos (JP Morgan).

A explicação é simples.

Crédito mais barato fará com que o consumo aumente e, por consequência, o lucro das empresas.

Certamente você já ouviu falar sobre PIB (Produto interno bruto). 

Sua função é mensurar todos os bens e serviços finais (riqueza) produzidos em um país. 

Traduzindo para o bom português, ele é um indicador que soma os preços de tudo que é consumido/produzido em um país e subtrai o que é importado

Ou seja, desde a banana vendida na feira, até a construção de um edifício entram no cálculo do PIB.

Em geral, quanto maior o PIB, mais rico é o país.

No Brasil, o consumo das famílias representa a maior parcela desse indicador, sendo responsável por 62,5% do PIB em 2014.

queda da selic

Já deu para perceber o quão importante é o consumo para a economia brasileira, né?

Agora que você já sabe o que é PIB e que o consumo familiar representa cerca de 60% do seu valor, basta entender: o que faz alguém consumir?

Basicamente, 3 fatores são responsáveis pelo consumo:

Renda per capita: quanto maior a renda de um indivíduo, mais ele consumirá em valores absolutos.

Taxa de juros: quanto maior a taxa de juros, menos propensas as pessoas estarão a consumir. Isso se deve ao fato de que uma taxa de juros alta torna os investimentos em poupança e renda-fixa muito atrativos. Assim, as pessoas preferem poupar em vez de gastar.

Disponibilidade de crédito: o consumo brasileiro é historicamente movido pelo crédito. Afinal, se você pode comprar com o dinheiro de outra pessoa, por que usaria o seu? Para você ter uma ideia, em 2014 o crédito chegou representar 58,9% do PIB, sendo 27,6% apenas para pessoas físicas.

queda da selic

A questão central e que faz a queda da Selic ser tão importante é que o banco não precisa emprestar para você. 

Ele pode muito bem emprestar para o governo.

Na verdade, todos nós podemos emprestar para o governo e se você não sabe disso, então precisa ler esse artigo. Dá pra fazer uma grana assim.

E é muito vantajoso fazer isso. Afinal, o governo nunca deixa de pagar suas dívidas, o que torna o risco do empréstimo praticamente zero.

Desse modo, por que o banco emprestaria dinheiro às pessoas, sendo que elas podem dar calote, enquanto o governo não?

Simples: pois elas pagam mais que a Selic

Em tempos de crise, o risco de inadimplência (risco de alguém não pagar o empréstimo) aumenta bastante. Os bancos, então, cobram juros maiores para cobrir aqueles empréstimos que não serão pagos por outras pessoas. 

Assim, continua sendo vantajoso conceder empréstimos aos consumidores, mesmo sendo menos seguro. 

Esse raciocínio nos leva a conclusão de que o banco sempre irá cobrar às pessoas (risco alto de inadimplência) juros maior que a Selic, que é paga pelo governo (risco zero de inadimplência).

Dessa maneira, quando a Selic aumenta, os bancos também aumentam os juros que são cobrados ao consumidor pelos empréstimos. 

Já quando a Selic cai, os bancos cobram ao consumidor um pouco menos do que era cobrado anteriormente.

E essa é apenas uma das formas com que a Selic afeta a sua vida.

Você deve estar se perguntando: “Legal, agora eu posso pegar mais empréstimos, mas como isso faz as ações subirem?”

Muito simples, caro leitor.

Ninguém pega empréstimos para investir. As pessoas usam os empréstimos (crédito) para consumir.

E quando elas consomem, quem está lucrando? As empresas.

Para você ter uma ideia, se o crédito cedido apenas a pessoas físicas aumentassem em meros 1%, seriam injetados R$10,2 bilhões na economia.

Com a queda da Selic, absolutamente todos os investimentos em renda-fixa darão menos lucro, forçando a migração para a bolsa de valores.

Essa afirmação, de imediato, pode te parecer um pouco absurda.

Afinal, você poderia ter investido em um CDB pré-fixado, ou em uma NTN-B que rende de acordo com a inflação. 

Esses títulos, aparentemente, não deveriam ser afetados pela Selic, certo?Aparentemente. 

Na prática, todos eles são ligados a Selic e a explicação é esta:

  • Inflação (IPCA): na verdade, quem possibilita o corte da Selic é a queda da inflação. Se a inflação está caindo, significa que o consumo diminuiu e, por isso, os preços em geral não estão aumentando muito. 

Para aumentar o consumo, o Banco Central reduz a taxa básica de juros (Selic), fazendo com que o crédito fique mais barato e as pessoas possam comprar mais.

  • Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M): a mesma lógica da inflação é usada no IGP-M.
  • Pré-Fixados: o rendimento dos pré-fixados não é aleatório. Ele é calculado com base na expectativa de quanto os títulos pós-fixados vão render. 

Por exemplo: a projeção dos economistas é que a Selic estará a 9% do final do ano. O título pré-fixado irá pagar um pouco a mais que essa projeção, normalmente.

Como você pôde perceber, a queda da taxa Selic torna absolutamente todos os investimentos em renda-fixa menos rentáveis.

Você acha que os investidores irão aceitar isso de braços cruzados? Certamente, não. 

O que está acontecendo é um movimento de migração da renda-fixa para a renda-variável, em especial para a bolsa de valores.

Não é à toa que o saldo da Bovespa em 2017 é de +R$4,578 bilhões.

 Isso significa que todo esse montando ingressou no mercado de ações brasileiro somente nos 4 meses desse ano. 

É um movimento histórico que tende a, naturalmente, elevar o preço das ações.

Grande parte da dívida das empresas são atreladas direta e indiretamente à Selic. O corte dessa taxa diminuirá suas dívidas, aumentando seus lucros.

“Corte de 100 pontos-base na Selic pode elevar o lucro de empresas em até 60%, diz BTG Pactual”

A alavancagem, como é chamado o endividamento das empresas, é algo normal e benéfico em qualquer economia. 

No entanto, quando algo errado acontece e a taxa básica de juros (Selic) começa a subir, essa alavancagem se torna um problema

Isso acontece porque a dívida das empresas é em grande parte atrelada ao CDI (Certificado de depósito interbancário). O CDI, por sua vez, é diretamente dependente da Selic.

Ou seja, com a Selic subindo, o CDI também sobe e as empresas passam a dever mais. 

Com a queda da Selic, acontece justamente o contrário. A dívida dessas empresas diminui e isso se reflete no seu lucro líquido, que tende a aumentar. 

O BTG Pactual fez um estudo no início do ano indicando quais empresas seriam mais beneficiadas por um corte de 1% na taxa Selic.

queda da selic

Disclaimer: isso não é uma orientação de compra e os dados não significam que as ações dessas empresas são boas escolhas para o investidor. A tabela está sendo utilizada apenas para fins comparativos e de estudo.

Enfim, é possível perceber o grande impacto de um corte de apenas 1% na taxa Selic, seja na sua vida, seja no mercado de ações. 

Baseados em todos esses dados, é incoerente não acreditar em um movimento histórico de alta das ações brasileiras. Uma oportunidade única e que pode não vir a ocorrer novamente pelos próximos 5 anos.

Se você não sabe como investir na bolsa de valores e não quer perder a oportunidade de lucrar com esse movimento, nós escrevemos o artigo perfeito para você.


bolsa candlestick gráfico chart day trade

O que é Day Trade? Aprenda as 3 melhores ferramentas para operar com essa técnica

O que é Day Trade? Você já pensou em fazer uma grana extra na bolsa de valores, sem precisar de muito dinheiro e tempo para começar?

Isso tudo é possível através do Day Trade.

Nessa técnica, o usuário aproveita-se das tendências de alta e baixa das ações para comprá-las e vendê-las em um curto espaço de tempo.

Dessa forma, ele lucra rapidamente, sem precisar entender nada sobre a empresa da qual está comprando as ações.

O que é Day Trade?

O Day Trade é uma forma de operar na bolsa de valores baseada na compra e venda de ações durante um único dia.

Existem duas formas de ganhar dinheiro com essa técnica.

Ganhando com a alta das ações

Exemplo:

No início do dia, João comprou 1000 ações de PETR4 pela sua corretora a R$13.

Ao final do dia, João vendeu 1000 ações de PETR4 utilizando a mesma corretora por R$14.

Lucro: 1000 x (R$14 - R$13)= R$1000

Caso João não vendesse as ações e continuasse com elas no dia seguinte, ele já não estaria mais fazendo um Day Trade.

Ganhando com a queda das ações

Como já falamos em outros artigos sobre bolsa de valores, você também pode lucrar com a queda das ações.

No Day Trade, você pode vender ações que não tem, contanto que recompre-as ao final do dia.

Exemplo:

No início do dia, João vendeu 1000 ações de VALE5 à R$30.

Ao final do dia, João recomprou as 1000 ações de VALE5 à R$27.

Lucro: 1000 x (R$30 - R$27) = R$3000

Caso João não recomprasse as ações que vendeu, ele teria de alugá-las de outra pessoa. Dessa forma, ele não estaria mais operando um Day Trade.

Garantia

Uma das vantagens do Day Trade é que ele permite que você movimente quantias enormes de dinheiro, mesmo dispondo de pouco capital.

Para isso, você deve dispôr de uma garantia.

A garantia representa a quantia máxima que você aceitaria ter de prejuízo durante o dia.

Caso o mercado vá contra suas projeções e seu prejuízo ultrapasse a garantia, sua operação é zerada automaticamente (as ações compradas são vendidas e vice-versa).

Graças a esse procedimento, as corretoras conseguiram controlar o risco das operações de seus usuários e permitiram que eles operassem grandes quantias de dinheiro, dispondo apenas da garantia.

Ao investir um montante de dinheiro que não é totalmente seu — utilizando a garantia — , dizemos que o investidor está alavancado.

Exemplo:

João tem apenas R$1.300 e gostaria de comprar ações de PETR4, cotadas a R$13.

Sem alavancagem, João poderia comprar apenas 100 ações de PETR4.

No entanto, com alavancagem de 25x, João poderia comprar 2500 ações de PETR4, totalizando R$32.500

Com apenas R$1.300 de garantia, João operou R$32.500.

Caso as ações compradas por João caíssem para R$12,48 (totalizando R$1300 de prejuízo), a operação seria zerada automaticamente.

Cada corretora disponibiliza uma alavancagem diferente. Nós comparamos algumas delas para você.

Corretagem

Por toda operação de compra e venda é cobrada uma corretagem. Esse é um valor pago para sua corretora e é assim que ela lucra.

No Day Trade, o número de operações costuma ser muito grande, uma vez que os traders tem que comprar e vender as ações no mesmo dia.

Por esse motivo, o preço da corretagem cobrado pelas corretoras costuma ser bem menor para as operações de Day Trade.

Além disso, há ainda pacotes de corretagem (ex.: 1000 operações por R$500), o que torna a operação do Day Trade ainda mais lucrativa.

Nós comparamos as taxas cobradas por algumas corretoras nesse artigo, vale a pena dar uma olhada.

As 3 melhores ferramentas pro Day Trade

Agora que você já sabe como funciona o Day Trade, vamos à parte que realmente importa: como operar na prática.

O Day Trade utiliza-se das tendências do mercado e no histórico do comportamento dos investidores para identificar pontos de compra e venda nas ações.

Por ser uma técnica muito popular, há diversas ferramentas que auxiliam o Trader a identificar essas tendências e pontos.

Vamos mostrar hoje as 3 melhores e mais famosas ferramentas de análise técnica para operar Day Trade.

Suportes e Resistências

O mais básico e também mais importante na análise técnica é saber identificar topos e fundos nos gráficos das ações.

Topos são os maiores preços atingidos pela ação durante o período de tempo analisado. Cada topo forma uma nova resistência.

Fundos são os menores preços atingidos pela ação durante o período de tempo analisado. Cada fundo forma um novo suporte.

O que é Day Trade

Sempre que o preço da ação chegar no patamar de suporte ou resistência haverá uma boa chance de ocorrer uma inversão da tendência da ação.

Em outras palavras, se uma ação estiver caindo e seu preço chegar próximo a um suporte, haverá grande chance de que a tendência se inverta e ela comece a subir.

No entanto, caso um suporte/resistência seja rompido (o preço ultrapasse aquele patamar) a tendência atual é fortalecida.

Você pode utilizar essa ferramenta para vender ações que tenham rompido suportes ou comprar ações que tenham ultrapassado resistências.

Dessa forma, você se aproveitará do fluxo de alta ou baixa criado pelos grandes investidores (bancos e fundos) para lucrar.

LTB e LTA

Falamos muito sobre tendência, agora explicaremos como identificá-la.

A tendência de alta é estabelecida quando há a formação de topos e fundos cada vez mais elevados. Ao traçarmos uma linha de um fundo ao outro, teremos uma LTA (linha de tendência de alta).

Já a tendência de baixa é estabelecida quando há a formação de topos e fundos cada vez mais baixos. Ao traçarmos uma linha entre topos decrescentes, teremos uma LTB (linha de tendência de baixa).

LTB - Seu rompimento indica a inversão da tendência, propiciando uma alta do preço das ações.

O que é Day Trade

LTA- Seu rompimento indica o início de uma tendência de queda, propiciando uma queda no preço das ações.

O que é Day Trade

Você deve entrar em uma operação de compra quando houver o rompimento da LTB e em uma operação de venda quando houver o rompimento de uma LTA.

Dessa forma, a chance de que você consiga pegar a reversão da tendência logo no início é muito alta, possibilitando ótimos lucros.

Fibonacci

Dentre todos os mistérios da Matemática, a sequência de Fibonacci é considerada uma das mais fascinantes descobertas da história.

A sequência de números proposta pelo matemático italiano Leonardo de Pisa, mais conhecido como Fibonacci, está presente em diversos fenômenos naturais e também no mercado financeiro.

Ela é utilizada por ser entendida como uma representação do comportamento caótico humano. Complicado né? Mas fique tranquilo, o que você precisa saber sobre ela é muito simples.

O Fibonacci (como é conhecida essa ferramenta) ajuda o trader a encontrar futuros suportes e resistências, sabendo a hora de vender e comprar uma ação.

Normalmente, utiliza-se 3 pontos na projeção de Fibonacci:

  • 61,8%
  • 38,2%
  • 23,6%

Adicionalmente, costuma-se utilizar também 50%.

Esses pontos representam o percentual de queda da ação referente aos topos (onde está marcado o 100%) e fundos (onde está 0) mais próximos.

O que é Day Trade

Como é possível perceber no gráfico, há um certo grau de correspondência entre as projeções de Fibonacci e os futuros suportes e resistências.

Esse não é um indicador extremamente preciso, o que é perceptível no gráfico. Porém, na ausência de suportes e resistências próximas, ele auxilia na identificação dos futuros topos e fundos, dando certa vantagem ao trader que o usa.


Agora que você sabe como operar no Day Trade, só falta escolher a sua corretora e já pode começar a fazer um dinheiro extra!

Ainda tem alguma dúvida sobre a bolsa? Dá uma lida nesse artigo, lá explicamos o passo-a-passo do mercado de ações.


7 Maneiras de jogar dinheiro fora (e como parar com elas)

Jogar dinheiro fora certamente é um problema que atinge 99,9% das pessoas. E eu não estou exagerando. É muito difícil encontrar alguém que tenha controle total sobre seus gastos e isso é normal.

Aqui no Blog nós falamos muito sobre os melhores investimentos e as melhores formas de economizar dinheiro.

Em diversos artigos, abordamos como investir em ações, renda fixa e qual a melhor corretora para realizar esses investimentos.

Hoje, porém, faremos o contrário. Vamos falar das piores formas de jogar dinheiro fora.

E a 5ª com certeza é a pior delas.

1 — Você possui o mesmo plano de celular há anos

A concorrência por novos clientes no setor de telefonia móvel acirra-se a cada dia.

Por ser um setor com altos ganhos de escala, é interessante para essas empresas manter a maior base de usuários possíveis.

Além disso, o ritmo acelerado do desenvolvimento de novas tecnologias faz com que os planos de telefonia tornem-se obsoletos rapidamente, forçando-os a criar novos planos com mais vantagens e por um preço menor.

Esse artigo mostra um ótimo exemplo de como não renegociar o plano do seu celular pode ser um desperdício de dinheiro.

Outra furada fornecida pelas operadoras são os celulares oferecidos por um preço incrivelmente mais barato quando comprados junto a algum plano.

jogar dinheiro foraNo lançamento do iPhone 7, por exemplo, a Vivo oferecia o aparelho por “apenas” R$1.989. Se comparado ao preço médio de R$4.500, realmente a compra pareceria uma ótima oportunidade.

Entretanto, o iPhone vinha com um “bônus”: o comprador assinava também um plano de meros R$1.299 mensais.

Em um ano, você teria pago o equivalente a 4 iPhones 7.

2— Você paga anuidade pelo seu cartão de crédito

O cartão de crédito é uma das formas de pagamento prediletas dos brasileiros. Além de prático, ele também permite o acúmulo de milhas aéreas. 

A maioria dos cartões, contudo, cobra uma taxa de anuidade média de R$52 e que pode chegar até R$690.

Há diversas opções de cartões de crédito que oferecem seus serviços sem cobrar nenhuma taxa por isso. 

jogar dinheiro foraMelhores cartões sem anuidade

  • Nubank
  • Digio
  • Neon
  • Intermedium

Outra vantagem, especificamente pra quem costuma se endividar, é que o juros cobrado por esses cartões costuma ser muito menor do que o dos cartões tradicionais. 

O Nubank, por exemplo, caso você deixe de pagar a fatura, o juros cobrado varia entre 2,75% e 14% ao mês.

Enquanto isso, em cartões tradicionais, essa taxa pode chegar a 511% ao ano.

3— Você deixa seu dinheiro na poupança (mesmo que seja R$1)

Essa é a segunda melhor forma de não fazer seu dinheiro render.

Além de garantir o lucro dos bancos, você ainda perde dinheiro sem perceber, já que a inflação não aparece no extrato.

Em 2015, por exemplo, o ganho real (rendimento do investimento menos inflação) da poupança foi de -2,28%.

Há diversas alternativas mais rentáveis e tão seguras quanto a poupança que também permitem a retirada do dinheiro a qualquer momento (liquidez diária).

Estas são algumas delas.

4— Você põe seu dinheiro em programas como PIC 

jogar dinheiro fora

Definitivamente, é a melhor forma de não fazer seu dinheiro render.

Parecido com o carnê do Baú da Felicidade e a Megasena, no PIC você empresta seu dinheiro para o banco por um certo período e em troca concorre a prêmios (ninguém conhece alguém que tenha ganhado, mas a gerente sempre vai dizer que um cliente dela já ganhou).

A vantagem? Caso você não seja sorteado, o seu dinheiro será devolvido integralmente!

Parece ótimo, não? Uma Megasena em que, caso você não ganhe, ainda revê a aposta.

O problema é que, na verdade, você está perdendo cerca de 6,3% da quantia “investida” no PIC a cada ano. Essa é a inflação (2016) que, apesar de invisível, deteriora o valor real do seu dinheiro.

Além disso, esse montante poderia ter sido investido em algo que possuísse um rendimento real. 

Há, por exemplo, CDB’s com rendimento de 10% ao ano, tão seguros quanto o PIC e que ainda permitem a retirada do dinheiro a qualquer momento.

5 — Você paga para ter uma conta no banco

Esse, provavelmente, é o pior jeito de jogar dinheiro fora.

jogar dinheiro fora

Nós explicamos recentemente em um artigo sobre renda fixa como os bancos fazem para lucrar. Basicamente, eles emprestam dinheiro a uma taxa muito mais alta do que a que pagam para pegá-lo emprestado através de CDB’s, LCI’s e LCA’s.

Sua fonte de capital, no entanto, não se limita ao montante arrecadado com títulos de renda fixa.

O dinheiro depositado em sua conta também é utilizado para financiar as atividades do banco.

Claro, em momento algum aparecerá em seu extrato alguma movimentação e há garantias de que a quantia completa sempre estará disponível para saque.

Porém, isso não significa que o dinheiro esteja parado.

Além de emprestar o dinheiro que está na sua conta para outras pessoas e ganhar com o juros, o banco ainda te cobra por isso.

Literalmente você paga para o banco ganhar dinheiro as suas custas.

As taxas de manutenção cobradas variam de R$60 (contas universitárias) até R$ 1.188 ao ano.

Contas Digitais

Se você é do tipo que prefere fazer tudo pelo computador e detestar ir ao banco, as contas digitais são uma boa opção.

Essa modalidade de conta é isenta de tarifas, com a contrapartida de que o usuário opere somente através de meios digitais, como aplicativo de celular, internet e caixa eletrônico.

Basicamente, você para de pagar taxas e ainda deixa de enfrentar filas no banco.

6 — Você tem uma linha de telefone residencial

jogar dinheiro fora

O celular já substituiu o telefone fixo em mais da metade das residências brasileiras.

Mesmo assim, muitas pessoas ainda mantêm uma linha residencial, pagando uma mensalidade média de R$76,80. 

Listamos alguns motivos pelos quais não vale a pena ter uma linha fixa de telefone:

  • Você receberá ligações de telemarketing
  • Seus amigos e parentes certamente sabem o número do seu celular
  • Você provavelmente fica fora de casa na maior parte do dia
  • Um plano de telefonia móvel de apenas R$28 te garante 6h30min de ligações por mês. Certamente mais do que você conseguirá utilizar.

Enfim, eu acredito que a maioria das pessoas permaneçam com sua linha telefônica ou por preguiça de cancelá-la, ou por receio de que seja difícil realizar esse procedimento.

7 — Você cai no conto do produto maior por um pouco a mais

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“Milkshake: Pequeno R$10, Médio R$12, Grande R$13”

Apesar de ser uma das estratégias mais antigas de marketing, sua eficácia é incomparável.

Afinal, quem nunca optou pelo maior tamanho apenas porque “valia a pena”?

Psicologicamente, nós tendemos a identificar a relação de custo benefício pela variação do preço em cada tamanho.

Como a diferença de preço entre o milkshake grande e médio é de apenas R$1, acabamos achando mais vantajoso optar pelo maior tamanho, já que ele custa somente um pouco a mais.

Essa estratégia é utilizada por diversas redes alimentícias, como McDonalds, Burger King, Bob’s e Starbucks. É ela que nos faz pagar R$12 por um café.

O ideal é que você escolha o tamanho do alimento que irá consumir sem consultar o valor.Na pior das hipóteses, caso você escolha o maior tamanho, ainda terá a chance de achar que ele é muito caro e optar por um tamanho menor. 

Isso fará com que o “efeito custo x benefício” não te influencie a comprar o maior deles.


Depois de ler esse artigo, você provavelmente economizará bastante apenas cortando esses gastos inúteis.

 Agora vem o próximo passo: investir esse dinheiro.

Nós escrevemos recentemente dois artigos que são fundamentais para quem quer ter sucesso absoluto nos seus investimentos:

Como investir em Renda Fixa: o guia completo para quem nunca saiu da poupança

Como investir na bolsa de valores: as 7 coisas que você precisa saber para começar a investir