Bitcoin: Bolha ou Investimento da Década? Entenda Antes que Seja Tarde

Provavelmente, você já ouviu falar algo sobre Bitcoin ou criptomoedas. Afinal, esse é um dos assuntos mais comentados nos últimos meses.

As altas valorizações do Bitcoin tem gerado grande euforia por parte de muitas pessoas e chamado atenção do mercado financeiro como um todo.

É evidente que junto com a sua popularização venha também uma onda de novos investidores, muitas vezes seduzidos por certas mídias, com o pensamento de ganhar muito dinheiro da noite para o dia.

Abaixo alguns recortes:

Isto porque, a grande maioria das informações que circulam nesses veículos apontam para apenas um único lado da moeda.

Você já parou pra pensar no outro? Com esse boom e crescimento vertiginoso, será que não estamos à beira de um colapso?

Pois é, esses e outros possíveis questionamentos que possam ter surgido na sua cabeça serão esclarecidos.

Mas antes de darmos início, algumas ressalvas: este artigo é baseado em opinião, estudos, fatos e histórico de tendências sobre o tema (respeitamos todo e qualquer tipo de ideia contrária).

Em suma, vamos à seus 4 alicerces:

  • O que é Bitcoin?
  • O Bitcoin é um investimento?
  • A diferença entre Especular e Investir
  • A bolha e suas 3 características

O que é Bitcoin?

O Bitcoin é uma moeda virtual descentralizada, com o conceito peer-to-peer (P2P - de pessoa pra pessoa, em tradução livre). Ou seja, não há um governo ou banco central para regular as transações comerciais.

Surgiu em 2008, no auge da crise financeira mundial, e foi criado por um programador (ou grupo, ninguém sabe ao certo) que usava o pseudônimo de Satoshi Nakamoto.

Em outras palavras, o Bitcoin é uma moeda digital que, assim como o real ou o dólar, você pode usar para comprar ou vender bens e serviços - no entanto, apenas por meio eletrônico.

A diferença é que ele não é uma moeda física, é um código criptográfico, e tampouco possui a participação de terceiros para validar as operações.

Em vez disso, ele é gerenciado coletivamente por uma rede universal de computadores que garante a segurança e integridade do sistema contra hackers.

Funciona assim: usuários “cedem” suas supermáquinas para “minerar” (termo usado na emissão da moeda) e armazenar todas as informações dos participantes dessa rede que interagem entre si via internet.

Em troca, esses “mineradores” recebem alguns Bitcoins ou fração do mesmo para manter a rede ativa e validar as transferências.

Todas as transações realizadas são registradas na blockchain — uma espécie de livro contábil público que contém todo o histórico de operações — que é a grande tecnologia por trás do sucesso do Bitcoin.

Há quem diga que a blockchain é a nova revolução da indústria financeira e de outros mercados.

Diferente do dinheiro tradicional (papel-moeda), que os governos podem emitir sempre que julgarem necessário, o Bitcoin é limitado. Só podem ser produzidos 21 milhões, evitando a criação de novas moedas e inflação.

Atenção

Outros 2 pontos atrelados à essa criptomoeda que você deve considerar antes de aplicar o seu dinheiro, são:

  1. Ela não tem lastro — Ou seja, não tem uma garantia ou valor intrínseco que comprove que ele valha o preço que se paga. Justamente por não ter um órgão regulador.
  2. Possui alta volatilidade — Tal como as ações os preços podem flutuar muito, só que numa escala maior e atingindo patamares inimagináveis de uma hora pra outra, seja para mais ou para menos. Diferente delas, o Bitcoin não possui um sistema de Circuit Breaker - mecanismo da bolsa de valores que congela as transações caso haja uma queda muito acentuada. Assim, nada o impede de cair bruscamente em um dia.

Dito isso, vamos adiante!

O Bitcoin é um investimento?

Embora pareça uma pergunta estranha, alguns automaticamente responderiam que sim.

O que não é o seu caso, nosso leitor. Se observarmos a palavra em sua essência e a visão de mercado, a resposta é: não!

Isso mesmo … Veja o que diz Benjamin Graham em seu livro “O Investidor Inteligente” sobre a definição clássica de investimento:

“Uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas.”

Destrinchando a frase em 3 partes:

  1. Tomando o mercado de ações como exemplo, há uma empresa por trás mostrando os resultados publicamente, nos possibilitando uma análise profunda da ação. Diferente das moedas digitais e commodities, onde a análise não vai muito além de “oferta x demanda”.
  2. Pelo simples fato de não possuir um lastro e o mercado ser extremamente volátil, não há como assegurar o principal investido.
  3. Quase todo mundo que adquiriu ou adquire Bitcoin, faz isso almejando um puta retorno.

Por estas razões, Bitcoin, ethereum, litecoin e outras criptomoedas não podem ser caracterizadas como investimento, em sua essência.

Logo, quem adquire Bitcoin não está investindo, e sim especulando.

A diferença entre Especular e Investir

Essa é uma dúvida frequente que muitas pessoas confundem e nem sempre sabem distinguir a real diferença entre estar especulando ou investindo.

O investidor aplica seu dinheiro em investimentos que o permita fazer uma boa análise e assegure o seu capital, buscando selecionar aqueles com bons desempenhos e que apresente grande potencial de crescimento.

Geralmente efetua operações de longo prazo e seu principal objetivo é a participação nos lucros, seja através de dividendos (no caso de ações) ou valorização do ativo.

O especulador opera a curto e médio prazo e está focado, sobretudo, na liquidez e flutuações do preço do ativo, sem ligar tanto para os fundamentos.

Seu principal objetivo é obter um ganho de capital muito superior ao do mercado, isto é, a diferença entre o preço de compra e venda. Chegando a assumir riscos que podem comprometer todo o seu capital.

Para Graham, os investidores analisam “o preço do mercado usando padrões de valor estabelecidos”. Ao passo que os especuladores “baseiam seus padrões de valor no preço do mercado.”

É importante que você entenda claramente essa diferença entre “especulação” e “investimento”.

É comum encontrar quem não tenha esses conceitos bem assimilados, muito menos critérios de entrada, manutenção e saída de um investimento definido.

A bolha e suas 3 principais características

Não é de hoje que bolhas financeiras vem e vão a todo tempo. Se você não sabe o que é, explico:

Basicamente, uma bolha ocorre quando muita gente procura um certo ativo fazendo-o atingir patamares de preço muito elevados, fora da realidade frente ao seu valor intrínseco.

Até que chega um ponto em que ninguém mais está disposto a pagar e ela “estoura” subitamente. Com isso, o preço do ativo entra em “queda livre” levando muitos à falência, como um efeito dominó.

As bolhas estão associadas à natureza humana, são movidas pela nossa sede desmedida de ganhar sempre mais e enriquecer facilmente.

Ao longo da história já houve diversos casos, desde a bolha das “Tulipas Holandesas”, em que uma flor era negociada a preços estratosféricos até voltar ao normal.

Passando pelas mais famosas, como a “Crise de 29” e a bolha das “ponto.com” nos fim dos anos 2000.

 A mais recente, a bolha imobiliária americana ocorreu em 2008. Para quem quiser se aprofundar, o filme A Grande Aposta” retrata bem o ocorrido.

#1 - Dessa vez é diferente

Devido a histeria e forte apelo entorno do Bitcoin, experimente perguntar pra alguém o que acha a respeito.

Provavelmente você irá ouvir algo do tipo:

“Ah, mas dessa vez é diferente”

O mais engraçado é que tem uma frase famosa de John Templeton que diz assim:

As 4 palavras mais caras do mundo são: “dessa vez é diferente”

Ou seja, deveríamos aprender com as lições deixadas pelos acontecimentos passados.

Os casos de bolhas citados já bastaria para comprovar isso. Mas não, parece que não servem de nada.

Nós simplesmente não conseguimos aprender e nem enxergar se tivesse debaixo do nosso nariz, e isso nos leva à segunda característica.

#2 - Uma bolha não pode ser analisada em tempo real

Se todo mundo achasse que existe uma bolha, a cotação não teria chegado a patamares tão altos.

Houve sim umas oscilações recentemente devido a notícias, principalmente da China, onde as variações em poucos dias foram significativas.

Mesmo longe de seu topo histórico de quase US$ 5.000,00 dias depois da forte queda, o frenesi continuou e o Bitcoin voltou a subir em virtude de alguns países estarem cogitando criar suas próprias criptomoedas.

O que isso significa? Que enquanto a bolha não “estourar”, vai sempre haver alguém negando o fato dela existir, ou pelo menos de estar se aproximando pelas beiradas, bem como a água, que quando você vê já ganhou todo terreno.

Quer mais provas?

Tome como exemplo o caso do subprime em 2008, em que o então presidente do banco central americano e seu sucessor, davam entrevistas negando o fato da existência de uma bolha imobiliária na época, 1 ano antes.

Veja a matéria do jornal americano, “The Washington Post.

#3 - (Quase) todo mundo usa o Bitcoin como meio especulativo

Dentre os 3 aspectos inerentes à uma moeda, que são:

  • Reserva de valor: permite armazenar e conservar valores para utilização futura, mantendo o poder de compra no tempo.
  • Unidade de conta: capacidade de poder ser convertida em euro, real, dolár ou outras moedas.
  • Meio de troca: intermediária entre a troca de mercadorias e serviços.

Quem você conhece que usa o Bitcoin ou outras moedas virtuais como meio de troca? Ainda que com essa “febre” ele seja aceito em alguns locais, praticamente quase ninguém usa.

Conforme já dito anteriormente, a maioria das pessoas utilizam Bitcoin puramente para especular. Comprando a um preço “x” com a expectativa de vendê-lo por 2, 3 ou 4x, quiça até mais.

Conclusão

Bitcoin é uma bolha?

Bom, feito as devidas ressalvas e embasado nos fatos apresentados, sim, é provável que o Bitcoin seja uma bolha iminente.

Porém não se pode prever o futuro, muito menos a reação das pessoas caso isso aconteça. Desde seu surgimento o Bitcoin nunca passou por um forte stress.

Então, não tem como saber se as pessoas vão “correr” para ele como uma reserva de valor. Ou vão encará-lo como algo arriscado e vendê-lo até atingir níveis baixíssimos.

Muita gente faz previsões otimistas acerca da moeda, como visto nas manchetes do início.

Obviamente, muitas dessas previsões são feitas por empresas que trabalham com Bitcoin e outras criptomoedas, é natural que eles sempre prevejam um cenário positivo.

Afinal é aquela velha história: nunca pergunte ao barbeiro se você precisa cortar o cabelo.

O mercado de criptomoedas ainda é pequeno e está em consolidação, por este motivo ainda é muito sensível a qualquer novidade.

Por isso, muita cautela ao pensar em investir no Bitcoin. Se quiser se aventurar nele, utilize um dinheiro que não comprometa o seu montante, de 1 à 5%, dependendo do grau de experiência.

Pra finalizar, um provérbio português:

“O tempo é o senhor da razão”.

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Conta Digital: A Conta Corrente Gratuita - Conheça 6 opções e Descubra qual é melhor

Você sabia que é possível ter uma de conta corrente sem pagar taxas ou tarifa (conta digital)?

Sim, é possível, e poucas pessoas sabem.

E olha que isso é lei, entrou em vigor no final de 2010 após uma resolução do Banco Central.

Por que você nunca ouviu falar?

Fácil, pensa comigo: Os bancos faturam bilhões com serviços que a gente sequer usa. Por que eles iriam te contar sobre um serviço gratuito se a maioria de nós já paga pra utilizá-lo?

Pois bem, existe uma opção de conta corrente que oferece praticamente os mesmos serviços de uma tradicional. Mas, é totalmente gratuita.

Ela pode gerar ao seu bolso uma economia de R$240 até R$1.180 ao ano (custo de R$ 20 a R$90/mês com manutenção, exceto universitárias. A Federação Brasileira dos Bancos — FEBRABAN — fornece as tarifas).

Esse tipo de conta corrente se chama, Conta Digital (há também a opção de Serviços Essenciais que é parecido, porém muito limitado).

Enfim, os assuntos abordados nesse artigo são:

  • O que é conta digital?
  • Para quem serve?
  • Onde encontrar?
  • Qual é melhor?

O que é Conta Digital?

É um modelo de conta corrente comum que serve para receber salário, fazer consultas, saques, pagamentos, depósitos e transferências — Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou Documento de Ordem de Crédito (DOC).

A grande diferença é que ela tem como proposta “ser digital”.

Ou seja, você deve utilizá-la e fazer suas transações bancárias exclusivamente por meios eletrônicos, como internet banking, caixas eletrônicos e celular.

Assim você não paga nada, fica isento de taxas de manutenção e tarifas.

No entanto, ao solicitar atendimento presencial com gerente, guichês de caixa ou talão de cheques, estes serviços podem estar sujeitos há cobranças que variam de cada instituição financeira.

É importante frisar que, se os meios de atendimento eletrônico estiverem fora do ar, os canais não eletrônicos não podem ser tarifados. E caso haja algum serviço que só possa ser feito presencialmente, não há cobrança.

Para quem serve?

Serve para qualquer pessoa que tenha acesso à internet e faça (ou pensa em fazer) transações pelo site do banco, caixas eletrônicos e celular.

Logo, a conta digital é uma ótima opção para quem:

  • Acessa sua conta por aplicativo ou internet banking.
  • Quer ganhar tempo, evitando filas e greves.
  • Não precisa falar com gerente.
  • Quer poupar, eliminando taxas e tarifas.
  • Não utiliza cheques.
  • Quer fazer TEDs e DOCs ilimitados.

Se você depende muito dos serviços feitos dentro da agência (boca do caixa, etc) ela não lhe será tão interessante.

Onde encontrar?

A seguir apresentaremos 6 opções disponíveis no mercado.

Dentre os maiores bancos do país, hoje, apenas 2 disponibilizam conta eletrônica. São eles: Banco do Brasil e Santander.

O Bradesco (DigiConta) e Itaú (Iconta) também tinham, porém ambos suspenderam suas contas. Quem já possui continua usufruindo, mas não aceitam novos correntistas.

As outras 4 opções são do Banco Original, Neon, Inter e Agiplan.

Vamos à elas:

Banco do Brasil | Conta Fácil

O BB dispõe de 2 contas: Fácil Gratuita e Fácil Bônus que custa R$ 9,90 mensais.

Ambas podem ser abertas pelo aplicativo mas são bem restritas.

Os serviços concedidos pela gratuita estão descritos abaixo.

É uma alternativa pra quem precisa abrir conta nesse banco para receber pagamentos em geral.

 

conta digital
Fonte: Banco do Brasil

 Banco Santander | SuperDigital

Recentemente o Santander migrou da ContaSuper para esta que contém 3 planos.

Entretanto, não possui muitas vantagens e, pra ser sincero, é uma das piores contas.

É pré-paga e o custo x benefício não é bom, tendo a gratuita R$ 200 como máximo de movimentação mensal.

Para abrir a SuperDigital você precisa fazer o cadastro no site e aguardar sua aprovação ou não.

 

conta digital
Fonte: SuperDigital

 Banco Original

Foi um dos primeiros nessa onda de contas digitais e permite fazer tudo pelo aplicativo, apesar de cobrar R$9,90 na sua conta mais básica, sendo isso uma desvantagem.

Para conseguir isenção total você deve ter investido R$ 100.000 no banco. Montante disponível pra poucos, né?

Uma vantagem é que você tem um gerenciador financeiro integrado a conta para te ajudar no controle dos gastos e pode fazer depósitos de cheques pelo app.

O Original possui cartões internacionais na versão Gold, Platinum e Black da bandeira MasterCard, por 1 ano a anuidade é grátis.

 

conta digital
Fonte: Banco Original

 Banco Neon

Para abrir sua conta digital no Neon, basta baixar o app e encaminhar seus dados.

Feito isso, você deve fazer um depósito de R$ 100 para ativá-la, em seguida irão liberar o cartão de débito Visa e outro virtual, ambos internacionais.

O cartão de débito não possui anuidade e o virtual serve para compras online.

Ele também dispõe um gestor financeiro para te auxiliar e uma opção de investimentos caso queira, denominada Objetivos.

 

conta digital
Fonte: Banco Neon

 Banco Inter

Esse banco disponibiliza uma conta digital 100% isenta de tarifas e a abertura da conta é feita pelo aplicativo.

Você pode fazer TEDs ilimitados, saques nos caixas dos Bancos24Horas e, depósitos via boleto ou cheques pelo app.

O cartão de débito é Mastercard e você pode habilitar a função crédito, sem custo adicional.

O Inter oferece uma cesta de investimentos interessante frente aos demais, vale a pena conferir.

conta digital
Fonte: Banco Inter

Banco Agiplan | Agipag

A Agipag é primeira conta digital disponível para Pessoa Física ou Jurídica livre de tarifas.

Isto é, se você tem uma empresa ou é Micro Empreendedor Individual (MEI) pode desfrutar dos benefícios ofertados.

Tem como diferencial fazer transações de pagamentos via QR Code ou por meio do número de celular.

Todo processo de abertura também é feito pelo app, e de tão digital, nem cartão possui.

Ou seja, para efetuar saques você deve gerar um código de autorização na sua conta e levá-lo a uma casa lotérica para sacar, sem custos. Enquanto os depósitos são feitos via boleto.

Ela também oferece transferências ilimitadas entre contas Agipag e duas por mês para outros bancos.

conta digital
Fonte: Agipag

Qual é melhor?

Veja na tabela que fizemos para que você possa enxergar com mais clareza o que as contas oferecem e tomar uma decisão mais assertiva.

 

conta digital
Elaboração: Edufinance

Umas são parecidas e outras menos vantajosas. O mais importante na hora de escolher é identificar a que melhor supra suas necessidades ao menor custo.

Lembre-se sempre: Tarifas bancárias são vitalícias e qualquer empenho para reduzi-las é extremamente valioso.

Existem milhões de pessoas pagando por serviços desnecessários a vida inteira e todo esse dinheiro desperdiçado poderia ser utilizado de maneira mais inteligente e produtiva, seja para investir ou quitar dívidas.

Por isso, valorize o seu tempo. Valorize o seu dinheiro!

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Como Investir com Pouco Dinheiro, Mais Segurança e Superar Facilmente a Poupança em 5 passos

A maioria da população não sabe como investir com pouco dinheiro. Na verdade, ela nem sabe que isso é possível.

Segundo um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), para 61% dos brasileiros a caderneta de poupança continua sendo a principal aplicação.

Mas antes de contar como investir com pouco dinheiro, de forma mais segura e com maior retorno, é preciso que você entenda o porquê de evitar a poupança, antes que seja tarde.

Como já exposto acima, mais da metade dos brasileiros tem a poupança como primeira opção de investimento, talvez por pensarem que é a única maneira de investir quando se tem pouco dinheiro, talvez pela isenção de imposto renda, entre outros.

Não há problema nenhum nisso.

O problema está no ganho real da poupança — diferença entre o que ela rende menos a inflação (reajuste de preços) — que é muito pequeno e já chegou a ser negativo em épocas de alta da inflação, acarretando na perda do seu poder de compra no longo prazo.

Algumas pessoas até buscam outros investimentos, mas por não saberem quais são melhores e onde estão recorrem ao gerente do banco, que na maioria dos casos, empurra péssimos produtos, que vão de previdências privada à títulos de capitalização.

Péssimos, por estarem repletos de taxas abusivas que comem (quase) toda a rentabilidade do capital investido. Porém, isto é assunto para artigos futuros, o foco aqui é outro.

Isso ocorre (infelizmente) pela falta de conhecimento, educação financeira, informação e medo de boa parte da população. Afinal, essas coisas a escola não nos ensina e mudar esse cenário é o nosso objetivo!

O gráfico abaixo contém o histórico dos últimos 2 anos para exemplificar melhor o que estou dizendo sobre perder o poder de compra e te mostrar o prejuízo que você pode ter se permanecer na caderneta.

Observe o longo período que o rendimento da poupança foi bem menor que a inflação.

como investir com pouco dinheiroFonte: Portal Brasil — Gráfico: Edufinance

 

Agora lhe pergunto:

Você deseja superar a poupança? Preservar o seu patrimônio? Investir e obter ganhos significativos com menos risco?

Se disse sim para pelo menos uma das perguntas você está no caminho certo. E para isso não é preciso ter grandes noções em finanças e entender conceitos difíceis de economia.

Pelo contrário, estou falando de algo muito simples e fácil, acessível a qualquer pessoa, independente de sua classe social ou nível educacional, possível de ser feito em apenas 5 passos.

Algo chamado, Tesouro Direto!

Para facilitar seu entendimento o artigo está dividido nos tópicos:

  • O que é o Tesouro Direto
  • Tipos de títulos existentes
  • Tributação
  • Reinvestimento
  • Os 5 passos para investir

 

O Que é o Tesouro Direto?

É um programa do Tesouro Nacional criado em 2002 em parceria com a BMF&Bovespa com o objetivo de democratizar o acesso à títulos públicos federais por pessoas físicas através da internet, o que não era possível anteriormente.

Tais títulos, são investimentos de renda fixa — cuja remuneração pode ser determinada no momento da aplicação ou no resgate.

O que nos possibilita dimensionar os rendimentos no ato de sua aquisição, ao contrário de investimentos de renda variável — cuja remuneração não dá para mensurar e pode-se obter retorno maior, igual ou inferior ao investido —  como ações etc.

Basicamente, ao comprar um título você empresta o seu dinheiro ao Governo para que ele possa investir em saúde, infraestrutura, educação etc. Em troca, irá receber o que emprestou de volta acrescido de juros.

O valor mínimo para investir é de apenas R$ 30, respeitando a fração de 1% do valor de um título. Tornando-se acessível a qualquer um.

E o valor máximo é de R$ 1.000.000 por mês.

Existem duas categorias de títulos: os Prefixados e os Pós-Fixados, divididos em 5 tipos.

Prefixados

Você sabe exatamente a rentabilidade do título e quanto irá receber se o mantiver até o vencimento. Esta categoria possui 2 tipos:

Tesouro Prefixado - antiga LTN (Letra do Tesouro Nacional)

No ato da compra você já tem ciência da taxa prometida e de quanto receberá se aguardar até final da aplicação.

É interessante para quem não pensa em resgatar o capital antes do prazo, caso isso aconteça o Tesouro Nacional pagará o valor de mercado (para esse e qualquer outro título).

Vantagens

  • Saber exatamente quando irá receber no vencimento
  • No geral paga um valor um pouco acima da Taxa Selic (taxa de juros), pelo fato dela poder subir e você ganhar menos.
  • Pode gerar receitas maiores no curto prazo se a Selic cair.

Desvantagens

  • Se a taxa de juros subir e você precisar resgatar antes do prazo, pode perder dinheiro.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais - antiga NTN-F (Notas do Tesouro Nacional Série F)

Neste você também sabe exatamente quanto irá receber, entretanto, como o próprio nome diz, os juros pagos são semestrais e você recebe esses rendimentos a cada 6 meses. Diferente do que acontece na LTN.

É recomendado para quem deseja utilizar estes ganhos por semestre para complementar a renda.

Possui vantagens e desvantagens semelhantes a da LTN, tendo como diferença o recebimento de juros semestralmente.

Vale ressaltar que a cada pagamento semestral há incidência de Imposto de Renda (IR - vou explicar mais abaixo como funciona).

Pós-Fixados

Você receberá sua remuneração atrelada a uma taxa predefinida mais um indexador, que pode ser:

  • taxa básica de juros da economia (Selic).
  • inflação (IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Sendo assim, a rentabilidade de um título pós-fixado é calculada através da variação de um desses indexadores, mais uma taxa fixa estipulada na hora da compra.

Ex.: IPCA + 5% - Logo, ao final do prazo, ele vai render a média da taxa IPCA desde a aplicação até o vencimento mais 5%.

Esta categoria possui 3 tipos:

Tesouro Selic - antiga LFT (Letra Financeira do Tesouro)

Como o nome já cita, ele é corrigido pela variação da Selic. É interessante para quem acredita numa tendência de alta da taxa básica de juros.

É indicado também para quem possui um perfil mais conservador, pois apresenta pouca oscilação e, por conseguinte, evita perdas numa venda antecipada.

Vantagens

  • Varia de acordo com a Selic. Logo, paga muito próximo à 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e é um alternativa muita boa comparada ao CDB dos bancos.

Desvantagens

  • Num panorama de queda da taxa de juros e aproximação da inflação, os ganhos reais podem ser pequenos ou próximo de zero.

Tesouro IPCA+ - antiga NTN-B Principal

É um título que proporciona rendimento real, ou seja, garante um aumento do seu poder de compra, porque é composto de uma taxa de juros predefinida mais a variação da inflação no período.

Portanto, independente da variação do IPCA, a rentabilidade sempre será superior a ela.

Esse título possui vencimentos extensos e é indicado para quem tem objetivos de longo prazo e deseja poupar para aposentadoria, comprar imóvel, pagar estudo dos filhos, dentre outros.

Você só receberá o valor investido acrescido dos juros no vencimento ou se vende-lo antecipadamente.

Vantagens

  • Rentabilidade real, acima da inflação.
  • Interessante para quem quer acumular patrimônio no longo prazo.
  • Possui prazos longos e ajuda a quem deseja proteger seu poder de compra e investir sem uma destinação específica para o dinheiro.

Desvantagens

  • No curto prazo costuma oscilar.
  • Se os juros crescerem e você quiser sacar o dinheiro, pode ter perda de capital.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais - antiga NTN-B

Segue praticamente as mesmas características da NTN-B Principal, exceto por uma coisa. Paga juros semestrais e o investidor recebe os rendimentos ao longo de cada 6 meses, ao invés de adquirir tudo no final.

Da mesma forma que a NTN-F, há incidência de IR todo vez que pago os juros forem.

É interessante para aqueles que buscam complementar sua renda periodicamente a partir do momento do investimento.

As vantagens e desvantagens são similares à NTN-B Principal, e o que difere é apenas a renda semestral.

 

Tributação

Taxa de Custódia

Por possibilitar uma aplicação mínima baixa, ao investir no TD você paga uma taxa de custódia de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos à BMF&Bovespa.

Imposto de Renda

No Tesouro Direto também há incidência de IR sobre o lucro, diferente da poupança.

A alíquota é regressiva, isto é, diminui com o tempo. Veja na tabela a seguir:

como investir com pouco dinheiro

 

Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)

Este imposto só é cobrado em casos de resgates feitos em até 30 dias após a aplicação.

O IOF incide sobre o rendimento bruto e as taxas seguem a tabela regressiva.

como investir com pouco dinheiro

Contudo, mesmo com esses tributos a rentabilidade dos títulos federais são bem mais atrativa que a da caderneta.

 No gráfico abaixo, fizemos uma comparação conservadora de uma aplicação inicial de R$ 1.000, feitas no dia de hoje pelos próximos 15 anos, entre:

  • Poupança - 6,5% ao ano.
  • Tesouro IPCA - 9,5% ao ano.
  • Previdência Privada - 8%
como investir com pouco dinheiro

 

A caderneta rende aproximadamente 157%, o Tesouro 317% e a Previdência 240%.

Ou seja, o Tesouro vai rentabilizar mais que o dobro da poupança.

Uma diferença expressiva para quem buscar conforto e preservação do patrimônio. Não acha?

 

Reinvestimento

Um dúvida muito comum é sobre reinvestir, pois às vezes os títulos que adquirimos no início somem ou não podem mais ser comprados naquela taxa que queríamos.

Ou quando pretendemos vender um e sem saber vendemos outro, e por aí vai.

Fazer reinvestimentos mensais alavanca nosso patrimônio e é uma prática bastante inteligente na construção de riqueza.

Embora gere muita dúvida, saiba de uma vez por todas que o sistema do Tesouro Direto trabalha baseado no método “primeiro que entra, primeiro sai”.

Funciona assim: Se efetuar compras de um mesmo título em datas diferentes, na hora da vender, o sistema irá selecionar primeiro o mais antigo e depois o mais recente.

Deste modo, a alíquota do IR tende a ser menor e o lucro líquido maior.

Aplicando no TD, você opta por um investimento de boa rentabilidade, liquidez diária — facilidade que o ativo tem de se converter em dinheiro —  e menor risco do mercado, justamente por ele ser garantido pelo Tesouro Nacional.

Há quem pense o contrário. Se você ainda acha que a poupança é mais segura, me responde essa:

O que é mais fácil quebrar, um banco (poupança) ou um País (tesouro)?

Vamos aos que interessa. Que são os 5 passos para investir no TD.

 

1 - Ter um CPF e Conta-Corrente

Para que você possa dar o pontapé inicial e investir no Tesouro Direto, é obrigatório que você tenha um CPF válido e conta-corrente em algum banco.

Se ainda não possui, procure fazer.

Você pode abrir da forma convencional. Ir ao banco e ser premiado com as taxas de administração ou simplesmente abrir uma pela internet, totalmente online sem pagar absolutamente nada.

Basta preencher os dados solicitados e fazer upload de alguns documentos. É simples e fácil.

Você encontra a opção de conta digital em diversos bancos, falamos mais sobre ela neste artigo.

Antes de abrir verifique as condições de cada banco, enquanto umas são ilimitadas e isentas, outras são mais restritas e contém tarifas.

2 - Abrir uma Conta em uma Corretora

Esse é o momento em que tem de escolher a instituição financeira que vai fazer o elo de ligação entre você e suas negociações com o Tesouro Direto, pode ser o seu próprio banco ou uma corretora.

 “Mas o que é uma corretora? Por que preciso dela?”

Um corretora de valores nada mais é do que um Agente de Custódia responsável pelo intermédio das transações com o Tesouro Direto, fundos de investimento, ações etc. Não há como evitar, sem ela não é possível investir.

Existem dois tipos: as independentes e as vinculadas.

 As independentes são aquelas que não possuem qualquer tipo de vínculo com bancos.

As vinculadas são aquelas ligadas aos bancos e são um espécie de extensão deles.

Você pode escolher pela corretora do seu banco ou por uma grande corretora independente.

Eu particularmente prefiro a segunda, pois são as que apresentam as menores taxas e quando se trata de Tesouro Direto muitas nem cobram.

Diferente da grande maioria das vinculadas, que cobram e não é pouco.

Para lhe ajudar na tomada de decisão, nós já fizemos um artigo comparando as principais corretoras e os critérios para escolher a que melhor atenda os seus interesses, veja aqui.

No site do Tesouro você encontra a lista completa com todas as instituições habilitadas e suas respectivas taxas.

3 - Se cadastrar no Tesouro Direto

Após a escolha da corretora é hora de solicitar seu cadastramento no Tesouro.

Depois de enviado os documentos necessários, será aberta uma conta no seu nome para que possa começar a operar.

Feito isso, uma senha provisória será encaminhada ao seu e-mail para o primeiro acesso a área restrita do Tesouro, onde acontece as operações de compra e venda.

Em seguida, defina uma nova senha que deve conter de 8 a 16 dígitos, composta por letras, números e caracteres especiais.

Pronto! Agora você está apto para começar a investir.

4 - Transferir uma quantia da sua conta para a corretora

Nesta etapa, basta realizar uma transferência da sua conta-corrente para a conta da corretora com a quantia que deseja investir.

Uma dica para economizar é transferir por meio de uma conta digital, pois será isento de tarifa bancária, como já mencionei no passo #1.

Se ainda não possui muita experiência, sugiro que transfira pouco dinheiro (mesmo que tenha muito) para a corretora até ir conhecendo como funciona o mercado de títulos públicos.

"E se a corretora quebrar? Perco meu dinheiro?"

Provavelmente por receio você pode ter se feito uma pergunta como essa e é perfeitamente compreensível.

Fique tranquilo! Você não perde um centavo sequer.

Todo o investimento está registrado em seu nome e cpf diretamente na BMF&Bovespa.

E caso a corretora quebre, você deverá apenas sinalizar a bolsa uma outra conta em nova corretora para resgatar seu capital.

Lembre-se que a corretora faz somente o “meio-de-campo” entre você e os títulos, por isso você está protegido.

5 - Escolher o título que mais se adeque aos seus objetivos 

Você já conhece os 5 tipos de títulos disponível para investir e suas principais características.

Para escolher o mais adequado para alcançar seu objetivo financeiro, você deve ter muito claro em sua mente qual ou quais são os objetivos que tem para o dinheiro.

Objetivo este que pode ser de curto, médio e longo prazo.

Na área restrita ao investidor tem a ferramenta “Orientador Financeiro”, que pode lhe auxiliar.

Efetuada a compra? Parabéns! Só aguardar a confirmação no seu e-mail em até 2 dias úteis.

Muitas pessoas não investem por medo, e vencer essa barreira é o primeiro de todos os passos.

Bom, agora você já esta munido de todas as informações mínimas que precisava para investir com pouco dinheiro, mais segurança e maior rentabilidade.

No entanto, não posso fazer isso por você. É seu dever.

Leva pouco tempo e tenho certeza que consegue fazer isso por conta própria.

Se desejar se aprofundar mais sobre outros investimentos de Renda Fixa, leia este nosso artigo.

Seu futuro financeiro é consequência de somente um fator: sua atitude presente.

Portanto, não procrastine e comece já!

Atitude!

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